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ECONOMIA

Governo avalia endurecer regras do arcabouço fiscal em 2027

A equipe econômica já discute a possibilidade de endurecer as regras do arcabouço fiscal nos próximos anos, com uma redução do limite permitido para o crescimento real das despesas públicas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem defendido que o teto possa cair dos atuais 2,5% para uma faixa entre 1,5% e 2% ao ano.

A proposta ainda esbarra no crescimento das despesas obrigatórias, apontado como o principal desafio para a aplicação de uma regra mais restritiva.

O que pode mudar no arcabouço fiscal?

Pelas regras em discussão, o limite máximo de expansão real das despesas seria menor do que o atualmente previsto.

O movimento representaria um endurecimento do arcabouço fiscal, mas Durigan ainda não detalhou de que forma as despesas obrigatórias seriam controladas para permitir o cumprimento de um teto mais apertado.

Esse ponto é central porque uma parcela relevante dos gastos públicos não pode ser reduzida livremente de um ano para outro.

Quais alternativas estão sendo discutidas?

Economistas defendem alternativas mais profundas para controlar a trajetória das despesas. Entre as possibilidades citadas estão uma nova reforma da Previdência e mudanças nos mecanismos de indexação de benefícios.

O governo também avalia a utilização de novos gatilhos fiscais.

Parte dos especialistas, no entanto, considera que as medidas em avaliação ainda podem ser insuficientes para colocar as despesas em uma trajetória efetiva de queda.

O debate sobre o arcabouço fiscal está ligado aos juros?

O tema aparece em paralelo às críticas de Durigan ao nível dos juros de longo prazo pagos pelo Tesouro.

O ministro classificou o atual patamar como “inaceitável” e afirmou que uma redução estrutural do custo do dinheiro depende da criação de condições para uma trajetória mais sustentável das contas públicas.

Nesse contexto, o debate sobre o arcabouço fiscal passa a fazer parte da tentativa da equipe econômica de melhorar a dinâmica das despesas e reduzir as pressões sobre o financiamento do setor público.

dario durigan
Foto: Reprodução