O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (4) praticamente estável, com leve queda de 0,06%, aos 177.894,97 pontos, recuo de apenas 105,27 pontos. Pelo segundo dia consecutivo, o índice oscilou ao longo do pregão, mas terminou próximo da estabilidade.
No câmbio, o movimento foi mais intenso: o dólar comercial subiu 0,87%, a R$ 5,148, enquanto os juros futuros (DIs) fecharam de forma mista, interrompendo a sequência recente de quedas.
O desempenho mais contido da Bolsa brasileira ocorre em meio à forte valorização de Wall Street. Nos Estados Unidos, os principais índices avançaram cerca de 2%, com o S&P 500 renovando máximas históricas, impulsionado principalmente pelas ações de tecnologia.
O apetite global por risco foi sustentado pela expectativa de avanço nas negociações envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Irã. Autoridades americanas indicaram progresso nas tratativas para reabrir o Estreito de Ormuz, o que reforçou a percepção de possível descompressão geopolítica.
Com esse cenário, os preços do petróleo registraram forte queda, na casa de 5%, refletindo a expectativa de normalização do fluxo da commodity. O movimento também contribuiu para aliviar pressões inflacionárias globais.
Na Europa, os principais índices acompanharam o otimismo e fecharam em alta, reforçando o ambiente externo mais favorável aos ativos de risco.
No mercado doméstico, o Ibovespa ficou pressionado por ações de peso como Petrobras e Itaú, enquanto Vale teve desempenho positivo, ajudando a limitar as perdas do índice.
O pregão reflete um cenário de divergência entre o mercado local e o exterior, com fluxo mais direcionado para ativos internacionais em meio ao momento de forte valorização das bolsas americanas.

