A dívida dos EUA ultrapassou US$ 40 trilhões pela primeira vez, aumentando a preocupação com a trajetória fiscal americana em um momento de taxas elevadas dos Treasuries e maior custo de financiamento para o governo.
No início de 2022, o endividamento público estava em aproximadamente US$ 30 trilhões. Desde então, avançou em meio à manutenção de déficits elevados.
A pressão é ampliada pelo nível dos juros, que eleva o custo necessário para financiar o próprio governo americano.
Quanto os Estados Unidos já gastaram com juros?
No ano fiscal de 2026, as despesas com juros já somam US$ 1,17 trilhão, alta de 15%.
Quanto maior a taxa exigida pelos investidores para financiar a dívida dos EUA, maior tende a ser o volume de recursos destinado ao serviço desse endividamento.
O roteiro aponta o risco de formação de um ciclo em que juros mais altos aumentam o déficit e a necessidade de novas emissões.
Ao mesmo tempo, investidores podem exigir prêmios ainda maiores para financiar o governo.
Por que os Treasuries entraram no centro da preocupação?
A parte longa da curva americana vem registrando taxas elevadas.
O Treasury de 30 anos chegou a superar 5,30%, maior patamar desde 2007, antes de recuar para perto de 5,20% após o Tesouro anunciar uma ampliação das recompras de títulos de longo prazo.
A iniciativa trouxe alívio imediato, mas não eliminou as preocupações relacionadas às contas públicas.
O que pode continuar pressionando a dívida dos EUA?
A principal questão apontada pelo roteiro é a combinação entre déficits elevados, necessidade de novas emissões e juros maiores.
As recompras promovidas pelo Tesouro podem melhorar temporariamente a liquidez do mercado, mas parte dos investidores considera que a medida não resolve os fatores estruturais que pressionam a curva.
O comportamento dos juros de longo prazo permanece, portanto, como uma variável importante para a avaliação do custo da dívida americana.
















