BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNAS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNAS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNAS

Open Finance 2026: como revogar consentimento em 3 passos

BM&C ConteúdosPor BM&C Conteúdos
31/08/2026

O cliente pode revogar, a qualquer momento e sem custo, o consentimento dado no Open Finance para compartilhamento de dados ou iniciação de transações, usando os canais digitais das instituições participantes, conforme regras do Banco Central e da Lei Geral de Proteção de Dados.

Como funciona o consentimento no Open Finance?

O Open Finance é o sistema regulado pelo Banco Central do Brasil (BCB) que padroniza o compartilhamento de dados e a iniciação de transações entre instituições financeiras, sempre mediante consentimento expresso do cliente.

A adesão é voluntária: só há compartilhamento de dados ou uso de iniciadores de pagamento se o usuário autorizar, por meio de canal eletrônico seguro da instituição participante, como app ou internet banking.

Esse consentimento precisa ser:

– Livre e informado.
– Inequívoco, com aceitação clara.
– Com finalidade específica.
– Com indicação das instituições envolvidas.
– Com prazo determinado de validade.

Esses requisitos decorrem das normas do Open Finance e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei nº 13.709/2018), que define os princípios de transparência, finalidade e responsabilização no tratamento de dados.

Sem um consentimento ativo e válido, as instituições não podem acessar dados pessoais do cliente via Open Finance, e o compartilhamento automatizado deve cessar quando o prazo se encerra ou se o titular revoga a autorização.

Como revogar o consentimento do Open Finance passo a passo?

A revogação do consentimento é um direito do cliente e pode ser feita a qualquer momento, sem cobrança, antes mesmo de o prazo inicialmente definido terminar.

Embora cada instituição desenhe sua própria interface, o Banco Central exige que exista um ambiente digital de gestão de consentimentos dentro do aplicativo ou internet banking, com mínimo de clareza e segurança.

Um roteiro típico de revogação segue estes passos gerais:

1. Acesse o app ou internet banking da instituição onde você concedeu o consentimento (normalmente a instituição receptora dos dados ou o iniciador de pagamento).
2. Entre na área de Open Finance ou “Compartilhamento de dados” e localize o menu de “Consentos” ou “Gerenciar autorizações”.
3. Selecione o consentimento desejado, confira quais dados, finalidades e instituições estão listados e confirme a revogação/cancelamento pelo próprio canal eletrônico.

O fluxo concreto (nomes de menus, telas e etapas) varia entre instituições, mas precisa seguir os requisitos de consentimento e revogação previstos pelo Banco Central.

Pontos práticos relevantes:

– A revogação é eletrônica, por app, internet banking ou canal digital equivalente.
– O cliente não deve ser cobrado para cancelar.
– Após a revogação, o consentimento não pode mais ser usado como base para novos compartilhamentos de dados.

Os detalhes técnicos de prazo máximo de cada tipo de consentimento e de tempo para que o cancelamento se reflita em todos os sistemas estão em normativos específicos do Banco Central, que precisam ser consultados diretamente para conferência mais granular.

Leia Mais

brasileiro banco celular

Quase 8 em cada 10 transações bancárias são feitas pelo celular

25 de agosto de 2026
BANCÁRIOS

Greve dos bancários 2026: negociação trava perto da data-base; veja o que o cliente precisa saber

25 de agosto de 2026

Onde consultar os consentimentos já ativos?

Pelas regras do Open Finance, as instituições participantes são obrigadas a oferecer um ambiente de visualização e gestão de consentimentos.

Nesse painel, o cliente deve conseguir:

– Ver quais consentimentos estão ativos.
– Checar quais dados estão sendo compartilhados (por exemplo, dados cadastrais e transacionais).
– Identificar para quais instituições os dados são enviados.
– Confirmar para qual finalidade (ex.: análise de crédito, consolidação de finanças, iniciação de pagamento).
– Saber até quando aquele consentimento é válido.

A transparência sobre finalidade, instituições e prazo é uma exigência da LGPD, que determina que o titular tenha acesso claro a essas informações no momento da concessão e durante o uso.

Até a data‑corte deste material, não há, na comunicação pública de alto nível do Banco Central, referência a um painel nacional unificado para consulta e revogação de todos os consentimentos de Open Finance. Assim, o caminho padrão continua sendo o ambiente digital de cada instituição participante. Qualquer mudança nesse ponto depende de verificação nas publicações mais recentes do BCB.

O que acontece com meus dados depois da revogação?

Aqui está a parte que mais gera frustração: revogar o consentimento interrompe novos acessos, mas não significa automaticamente apagar todo o histórico de dados já tratado.

Segundo o Banco Central, uma vez revogado o consentimento, a instituição receptora deve cessar novo acesso ou nova coleta de dados via Open Finance. O consentimento revogado não pode mais servir de base para novos compartilhamentos.

No entanto, a LGPD permite que dados tratados sob um consentimento válido sejam conservados em algumas situações, mesmo após a revogação ou término da autorização, como:

– Cumprimento de obrigação legal ou regulatória.
– Uso para estudo por órgão de pesquisa, com salvaguardas.
– Transferência a terceiro, nas hipóteses legais.
– Uso exclusivo do controlador, com anonimização sempre que possível.

Tabela‑resumo dos efeitos práticos:

SituaçãoO que muda com a revogaçãoO que pode continuar igual
Acesso automatizado via Open FinanceNovo acesso/consulta de dados deve cessar.Dados já recebidos podem continuar armazenados em certas hipóteses da LGPD.
Compartilhamento entre instituiçõesNovo compartilhamento não pode mais ocorrer com base no consentimento revogado.Compartilhamentos passados, feitos sob consentimento válido, não são automaticamente desfeitos.
Exclusão dos dadosRevogação não implica exclusão retroativa automática.Dados podem ser mantidos para obrigação legal/regulatória ou anonimização.

Na prática, o cliente pode exercer outros direitos da LGPD além da revogação, como solicitar eliminação, anonimização, informação sobre compartilhamento e responsabilidade, desde que respeitadas as exceções legais.

Revogar consentimento cancela serviços e limites?

A LGPD determina que o titular possa revogar o consentimento por procedimento gratuito e facilitado, e que o controlador informe as consequências da revogação para a fruição de serviços que dependem daquele tratamento de dados.

No contexto do Open Finance, isso significa que:

– Serviços que dependem do fluxo contínuo de dados via Open Finance podem deixar de funcionar ou perder precisão após o cancelamento.
– Autorizações de iniciação de pagamento vinculadas a um consentimento revogado não podem continuar a ser usadas como se estivessem ativas.

Ao mesmo tempo, o sigilo bancário, previsto na Lei Complementar nº 105/2001, continua valendo. As instituições devem guardar sigilo sobre as operações e só podem compartilhar dados nas hipóteses autorizadas em lei ou pelo próprio cliente.

Pontos que o cliente tende a subestimar:

– Ao revogar um consentimento, pode perder vantagens operacionais, como visão consolidada de contas ou ofertas personalizadas que dependem do fluxo de dados.
– A instituição pode não conseguir renovar limites ou conceder crédito em certas condições, se o acesso a dados via Open Finance era um insumo central da análise.

Esses efeitos precisam ser explicados ao usuário no momento da coleta do consentimento e da revogação, conforme exigem a LGPD e os princípios de transparência e responsabilização.

Quais direitos a LGPD e o sigilo bancário garantem aqui?

Além da revogação, a LGPD assegura ao titular uma série de direitos em relação aos seus dados, entre eles:

– Confirmação da existência de tratamento e acesso aos dados.
– Correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados.
– Anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade.
– Portabilidade dos dados, observadas as normas.
– Informação sobre compartilhamento de dados com entidades públicas ou privadas.
– Informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências de não o fazer.
– Revogação do consentimento a qualquer momento.

No sistema financeiro, esses direitos convivem com as regras de sigilo bancário, que obrigam as instituições a preservar o sigilo das operações de seus clientes.

Para fazer valer esses direitos no Open Finance, um caminho prático é:

1. Usar o painel de gestão de consentimentos do app ou internet banking para revisar, detalhar e revogar autorizações ativas.
2. Acionar os canais de atendimento da instituição (ouvidoria, canais formais de privacidade) para exercer os direitos previstos na LGPD, quando a dúvida for além do simples cancelamento.

Ao decidir revogar um consentimento, o passo essencial é saber o que você abre mão em termos de serviços e conveniência, e o que não se altera em relação à retenção de dados por obrigação legal. Ler com atenção as telas de consentimento e consultar regularmente as regras atualizadas do Banco Central ajudam a reduzir essa assimetria de informação.

[^bcb-of]: Banco Central do Brasil – Open Finance.
[^bcb-cons]: Banco Central do Brasil – Open Finance, explicações sobre consentimento e necessidade de autorização ativa.
[^bcb-cancel]: Banco Central do Brasil – Open Finance, seção de perguntas e respostas sobre cancelamento de consentimento.
[^bcb-gestao]: Banco Central do Brasil – Open Finance, obrigações das instituições e gestão de consentimentos.
[^bcb-efeitos]: Banco Central do Brasil – Open Finance, efeitos da revogação sobre o compartilhamento de dados.
[^bcb-transp]: Banco Central do Brasil – Open Finance, requisitos de transparência do consentimento.
[^lgpd-cons]: Lei nº 13.709/2018 (LGPD), art. 5º, XII, art. 6º e art. 8º.
[^lgpd-rev]: LGPD, art. 8º, §5º e art. 18, IX.
[^lgpd-transp]: LGPD, art. 6º, VI e X.
[^lgpd-retencao]: LGPD, arts. 15 e 16.
[^lgpd-direitos]: LGPD, art. 18.
[^lc105]: Lei Complementar nº 105/2001, arts. 1º e 3º.

Calculadora na mão esquerda de caneta na mão direita diante de papéis em cima da mesa.

Calculadora e papéis. (Foto: Canva)

Tags: Banco Central do BrasilBancosOpen Finance

Notícias

IPCA-15 DE AGOSTO

Conta de luz puxa inflação para baixo em agosto; veja o que ficou mais barato

26 de agosto de 2026

Eleições 2026: TSE mantém tetos de gastos de 2022

Ibovespa fecha com leve baixa, com Petrobras e Itaú; Vale sobe

Endividamento segue no maior patamar da série histórica e famílias continuam no limite financeiro

Krugman critica tarifa dos EUA e diz que Pix virou alvo de disputa comercial

Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

bitcoin
MERCADOS

Bitcoin a US$ 150 mil? A resposta está no mercado de juros americano

31 de agosto de 2026
Notas de reais e uma calculadora azul no canto esquerdo da imagem
ECONOMIA

Fiscal pode limitar queda da Selic a 13,25%, avalia economista

31 de agosto de 2026
Foto do episódio 122 do Money Report com convidados e apresentar em mesa para discussão.
MONEY REPORT

Mercado de luxo 2026: jatos e academias de R$ 2.000

31 de agosto de 2026
taxação das blusinhas
Conteúdo de Marca

Fim da Taxa das Blusinhas ameaça 109 mil empregos no Brasil

31 de agosto de 2026

Leia Mais

  • Análises
  • ECONOMIA
  • MERCADOS
Notas de reais e uma calculadora azul no canto esquerdo da imagem

Fiscal pode limitar queda da Selic a 13,25%, avalia economista

31 de agosto de 2026

Veja por que o fiscal brasileiro, com dívida/PIB em torno de 84–85% e juros dos EUA em 5,25–5,50%, pode limitar...

Notas de R$ 100 reiais nas mãos de uma pessoa.

Meta fiscal de 2027 é de R$ 73 bi, mas superávit efetivo será menor; entenda o que muda

31 de agosto de 2026

O governo federal envia nesta segunda-feira (31) ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 com uma...

Notas de R$ 100 reais.

Orçamento de 2027 prevê superávit efetivo bem abaixo da meta oficial

31 de agosto de 2026

O governo pretende enviar ao Congresso a proposta de Orçamento de 2027 com previsão de superávit primário efetivo entre R$...

Notas de R$ 100 reiais nas mãos de uma pessoa.

Dívida bruta sobe a 82,5% do PIB e chega a R$ 10,9 trilhões em julho

31 de agosto de 2026

A dívida bruta do governo geral avançou para 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho e alcançou o equivalente...

Sede do Banco Central do Brasil.

Boletim Focus reduz projeções para inflação e PIB em 2026; Selic segue em 13,75%

31 de agosto de 2026

O mercado financeiro reduziu as projeções para a inflação e o crescimento da economia brasileira em 2026, segundo os dados...

produção industrial

Brasil pode levar até 30 anos para compensar jornada de 40 horas, diz CNI

31 de agosto de 2026

O Brasil pode levar entre 17 e 30 anos para acumular o ganho de produtividade necessário a fim de compensar...

pib brasil

PIB do Brasil e payroll dos EUA comandam semana de virada para setembro

31 de agosto de 2026

Agenda terá dados de atividade no Brasil, mercado de trabalho americano, Livro Bege do Fed, PMIs globais e decisões de...

Fachada do Congresso Nacional, em Brasília, com uma das cúpulas do complexo arquitetônico em destaque e prédios administrativos ao fundo.

Estado caro no Brasil 2026: carga tributária chega a 34% do PIB

30 de agosto de 2026

Custo da ineficiência no Brasil em 2026: carga tributária em até 34% do PIB, quase 40% de informalidade e baixa...

Cubos metálicos formam a palavra “FED” sobre uma nota de dólar americano, em referência ao Federal Reserve e à política monetária dos Estados Unidos.

Por que stablecoins e tarifas passaram a importar mais para os juros?

29 de agosto de 2026

Fed mantém 8 reuniões em 2026, discute comunicação mais neutra e convive com tarifas EUA–China–Canadá de 7,5% a 25%. Veja...

Créditos: depositphotos.com/rmcarvalhobsb

IPCA-15 abre espaço para Selic cair a 13,25% ainda em 2026

28 de agosto de 2026

O dado mais recente do IPCA-15 trouxe sinais de desinflação que começam a alterar as projeções para a trajetória da...

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
redacao@bmcnews.com.br

Comercial:
comercial@bmcnews.com.br

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRASIL PRODUTIVO
      • Inovação travada
    • CONTA BRASIL
      • Combustível Brasil
    • BRASIL QUE INOVA
    • BRASIL QUE EMPREENDE
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • NEW DEAL
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • RAV SANY
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • BRAZILIAN WEEK 2026
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • CARLOS HONORATO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • LIANE GARCIA
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.