BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNAS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNAS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNAS

Bitcoin a US$ 150 mil? A resposta está no mercado de juros americano

André FrancoPor André Franco
31/08/2026

No dia 19 de agosto de 2026, o Tesouro dos Estados Unidos publicou um comunicado técnico sobre recompra de títulos. Não há uma palavra sobre cripto no documento. Ainda assim, nove dias depois, o Bitcoin acumulava valorização de 22,4%, saindo de US$64,7 mil para US$79,2 mil, e o ouro subia na mesma direção. 

Entender por que os dois ativos leram o mesmo recado é entender de onde vem a projeção de US$150 mil que um dos maiores bancos do mundo mantém para o fim do ano.

O anúncio dobrou o limite das recompras que o próprio Tesouro faz de seus títulos longos: de US$2 bilhões para pelo menos US$4 bilhões por operação, com foco nos vencimentos de 10 a 30 anos, justamente a parte da dívida sob mais pressão. Na prática, o maior devedor do mundo passou a atuar também como comprador da própria dívida. O dólar caiu no dia do anúncio, na semana e no mês.

O pano de fundo é conhecido. A dívida americana cresceu a ponto de os compradores exigirem juros cada vez maiores para emprestar por prazos longos. Juro longo elevado encarece o crédito imobiliário, o financiamento das empresas e o refinanciamento do próprio governo, que precisa rolar a dívida continuamente.

Foi nesse contexto que o mercado passou a precificar um cenário com nome técnico: controle da curva de juros. Trata-se do regime em que o banco central define um teto para o juro dos títulos longos e se compromete a comprar quantos papéis forem necessários para sustentá-lo. Não é o que existe hoje nos Estados Unidos, mas a recompra ampliada foi lida como um ensaio nessa direção.

A consequência dessa engrenagem interessa a qualquer investidor. Quando dívida é comprada com dinheiro que não existia antes, esse dinheiro entra na economia e cada dólar já existente passa a valer um pouco menos. É a diluição da moeda. Bitcoin e ouro respondem a esse vetor porque compartilham uma característica: nenhum governo consegue emitir novas unidades por decreto. No caso do ouro, pela escassez geológica. No caso do Bitcoin, pelo limite de 21 milhões de unidades definido em código.

O mercado não reagiu a uma tecnologia nova. Reagiu a mais um passo do maior devedor do planeta na direção de administrar a própria dívida com emissão. Bitcoin e ouro subiram juntos porque são a mesma aposta feita de formas diferentes.

A narrativa, aliás, é mais antiga do que parece. Entre 1942 e 1951, para financiar o esforço da Segunda Guerra Mundial, o Federal Reserve segurou os juros dos títulos do governo americano comprando o que fosse necessário. O regime só terminou com o acordo entre o Fed e o Tesouro em 1951, que devolveu a independência do banco central.

O detalhe que traz o tema ao presente: Kevin Warsh, que preside o Fed desde maio de 2026, defende publicamente um novo acordo entre as duas instituições. E o simpósio de Jackson Hole, encontro anual mais importante do banco central americano, realizado de 27 a 29 de agosto de 2026, teve como tema inovação financeira e pagamentos, a primeira vez em quatro décadas em que a agenda central do evento tangencia o terreno em que cripto opera.

Se a lógica é velha, a porta de entrada mudou de tamanho. Em 2020, comprar Bitcoin era um desafio operacional para investidores institucionais. Hoje existem ETFs à vista negociados em bolsa americana, e empresas de capital aberto mantém o ativo em tesouraria como linha de balanço.

Leia Mais

bitcoin

O mesmo anúncio que destravou a alta de bitcoin é o que preocupa Ray Dalio

24 de agosto de 2026
criptomoedas

Criptomoedas no Brasil: como a regulação muda o jogo

17 de agosto de 2026

É nesse cenário que aparecem as projeções. O Standard Chartered trabalha com US$150 mil até o fim de 2026, com um detalhe que muda a leitura: o banco projetava US$300 mil e cortou a estimativa pela metade, ou seja, o número atual não nasceu de empolgação. 

O Citi opera com uma faixa: cenário base de US$143 mil, otimista acima de US$189 mil e pessimista de US$78,5 mil. Com o Bitcoin na casa dos US$79 mil em 30 de agosto de 2026, o cenário pessimista do Citi é praticamente o preço atual. Na leitura do banco, o pior caso já estaria refletido na cotação.

Projeção de banco, porém, não é garantia, e três números recomendam cautela. O primeiro: o Bitcoin ainda negocia cerca de 37% abaixo da máxima histórica de US$126 mil, registrada em outubro de 2025. A alta recente recuperou terreno perdido, não conquistou território novo. 

O segundo: o Índice de Medo e Ganância do mercado de criptoativos, calculado pela plataforma Alternative.me, marcava 69 pontos em 30 de agosto de 2026, em zona de ganância, historicamente associada a entradas por empolgação, não por convicção.

O terceiro é o mais importante: toda a tese depende de uma decisão política que ainda não foi tomada. A recompra ampliada do Tesouro é fato. A coordenação formal do Fed é expectativa. Se o banco central optar por defender sua independência e recusar o alinhamento com o Tesouro, o juro longo tende a subir, o dólar a se fortalecer, e o mesmo vetor que empurrou o Bitcoin para cima passa a operar na direção contrária.

Há ainda um risco técnico apontado por analistas: reduzir o juro de curto prazo enquanto o déficit fiscal gira entre 6% e 8% do PIB pode descolar as duas pontas da curva, com alívio imediato nos prazos curtos e pressão ainda maior nos longos.

A aposta pode ser boa, mas é uma aposta, não uma certeza. O investidor deve acompanhar três sinais: a sinalização do Fed sobre coordenação com o Tesouro, a direção do índice do dólar e o fluxo de entrada nos ETFs. Narrativa sem fluxo não move preço.

Para o investidor tradicional, a discussão vale menos pelo preço-alvo e mais pelo que revela sobre o regime monetário. Quando o maior devedor do mundo recompra a própria dívida em escala crescente, ativos de emissão limitada deixam de ser curiosidade tecnológica e entram na conversa sobre proteção patrimonial. O tamanho da posição, esse sim, segue sendo uma decisão individual, proporcional ao risco que cada carteira comporta.

bitcoin

Créditos: depositphotos.com / KostyaKlimenko

Tags: bitcoinCriptomoedas

Notícias

IPCA-15 DE AGOSTO

Conta de luz puxa inflação para baixo em agosto; veja o que ficou mais barato

26 de agosto de 2026

Eleições 2026: TSE mantém tetos de gastos de 2022

Ibovespa fecha com leve baixa, com Petrobras e Itaú; Vale sobe

Endividamento segue no maior patamar da série histórica e famílias continuam no limite financeiro

Krugman critica tarifa dos EUA e diz que Pix virou alvo de disputa comercial

Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

Andre mendonca STF
Judiciário

Julgamento da Vale no STF pode ampliar insegurança sobre tributação no exterior?

31 de agosto de 2026
Sede do Banco Central do Brasil
ECONOMIA

Ata do Copom 2026: como ler efeitos em crédito e renda fixa

31 de agosto de 2026
Urna eletrônica em primeiro plano com a palavra "fim" em destaque.
Miguel Daoud

Eleições 2026: promessas sobram, falta explicar como

31 de agosto de 2026
bitcoin
MERCADOS

Bitcoin a US$ 150 mil? A resposta está no mercado de juros americano

31 de agosto de 2026

Leia Mais

  • Análises
  • ECONOMIA
  • MERCADOS
Sede do Banco Central do Brasil

Ata do Copom 2026: como ler efeitos em crédito e renda fixa

31 de agosto de 2026

Veja como a Ata do Copom em 2026 influencia custos de crédito e taxas da renda fixa, onde achar o...

Notas de reais e uma calculadora azul no canto esquerdo da imagem

Fiscal pode limitar queda da Selic a 13,25%, avalia economista

31 de agosto de 2026

Veja por que o fiscal brasileiro, com dívida/PIB em torno de 84–85% e juros dos EUA em 5,25–5,50%, pode limitar...

Notas de R$ 100 reiais nas mãos de uma pessoa.

Meta fiscal de 2027 é de R$ 73 bi, mas superávit efetivo será menor; entenda o que muda

31 de agosto de 2026

O governo federal envia nesta segunda-feira (31) ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 com uma...

Notas de R$ 100 reais.

Orçamento de 2027 prevê superávit efetivo bem abaixo da meta oficial

31 de agosto de 2026

O governo pretende enviar ao Congresso a proposta de Orçamento de 2027 com previsão de superávit primário efetivo entre R$...

Notas de R$ 100 reiais nas mãos de uma pessoa.

Dívida bruta sobe a 82,5% do PIB e chega a R$ 10,9 trilhões em julho

31 de agosto de 2026

A dívida bruta do governo geral avançou para 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho e alcançou o equivalente...

Sede do Banco Central do Brasil.

Boletim Focus reduz projeções para inflação e PIB em 2026; Selic segue em 13,75%

31 de agosto de 2026

O mercado financeiro reduziu as projeções para a inflação e o crescimento da economia brasileira em 2026, segundo os dados...

produção industrial

Brasil pode levar até 30 anos para compensar jornada de 40 horas, diz CNI

31 de agosto de 2026

O Brasil pode levar entre 17 e 30 anos para acumular o ganho de produtividade necessário a fim de compensar...

pib brasil

PIB do Brasil e payroll dos EUA comandam semana de virada para setembro

31 de agosto de 2026

Agenda terá dados de atividade no Brasil, mercado de trabalho americano, Livro Bege do Fed, PMIs globais e decisões de...

Fachada do Congresso Nacional, em Brasília, com uma das cúpulas do complexo arquitetônico em destaque e prédios administrativos ao fundo.

Estado caro no Brasil 2026: carga tributária chega a 34% do PIB

30 de agosto de 2026

Custo da ineficiência no Brasil em 2026: carga tributária em até 34% do PIB, quase 40% de informalidade e baixa...

Cubos metálicos formam a palavra “FED” sobre uma nota de dólar americano, em referência ao Federal Reserve e à política monetária dos Estados Unidos.

Por que stablecoins e tarifas passaram a importar mais para os juros?

29 de agosto de 2026

Fed mantém 8 reuniões em 2026, discute comunicação mais neutra e convive com tarifas EUA–China–Canadá de 7,5% a 25%. Veja...

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
redacao@bmcnews.com.br

Comercial:
comercial@bmcnews.com.br

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRASIL PRODUTIVO
      • Inovação travada
    • CONTA BRASIL
      • Combustível Brasil
    • BRASIL QUE INOVA
    • BRASIL QUE EMPREENDE
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • NEW DEAL
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • RAV SANY
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • BRAZILIAN WEEK 2026
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • CARLOS HONORATO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • LIANE GARCIA
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.