O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (20). uma nova etapa das sanções contra o Irã, ampliando a pressão econômica sobre Teerã após quase seis meses de conflito. A estratégia americana passa a mirar fontes de financiamento iranianas e inclui ações contra contrabando de petróleo, transferências financeiras, linhas de swap, registros de navios e empresas de fachada.
Trump também ameaçou impor consequências a países e empresas que auxiliem o governo iraniano a contornar as restrições impostas por Washington. A mudança de estratégia ocorre depois que a campanha militar não conseguiu forçar a rendição de Teerã e em um momento de aumento dos custos da guerra para os Estados Unidos.
Como as sanções contra o Irã atingem petróleo e finanças?
A ofensiva econômica pretende dificultar os mecanismos usados pelo país para manter receitas e movimentar recursos durante o conflito.
O petróleo está no centro dessa estratégia porque as exportações iranianas representam uma das fontes de financiamento da economia de Teerã. O governo americano pretende também dificultar transferências financeiras e operações envolvendo estruturas intermediárias.
Nesse movimento, Washington pode ampliar a pressão sobre agentes de outros países que mantenham relações comerciais ou financeiras com o Irã.
Por que a China entrou no centro da estratégia americana?
A China é o principal destino do petróleo iraniano e, por isso, ocupa posição central na capacidade de Teerã de continuar financiando sua economia.
O governo chinês rejeitou a nova ofensiva dos Estados Unidos e voltou a defender uma solução diplomática para o conflito.
Washington, porém, pode aumentar a pressão sobre bancos, empresas e intermediários chineses envolvidos nas transações com o Irã. A medida poderia abrir uma nova frente de tensão entre as duas maiores economias do mundo justamente enquanto Trump tenta preservar a trégua comercial com o presidente chinês, Xi Jinping.
Como Teerã reagiu às novas sanções contra o Irã?
O chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que a ofensiva representa a continuidade de políticas que, na avaliação de Teerã, já fracassaram.
O governo iraniano voltou a acusar Washington de praticar “terrorismo econômico”. O vice-chanceler Kazem Gharibabadi afirmou ainda que os Estados Unidos tentam conseguir por meio da pressão econômica aquilo que não obtiveram no campo militar.
Até o momento, a ampliação das ameaças não aproximou os dois lados de um acordo.
















