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Embarque na viagem de 65 horas de trem onde as temperaturas podem chegar a -40ºC e o trajeto revela paisagens de gelo eteno que encantam os olhos de qualquer um

Paulo Silva Por Paulo Silva
21/01/2026
Em Curiosidades

Embarcar em uma viagem de trem na Rússia partindo da cidade mais fria do mundo é um teste de resistência física e uma imersão cultural profunda. O trajeto épico entre Yakutsk e Vladivostok revela paisagens de gelo eterno, a engenharia soviética desafiando o permafrost e a rotina única dos vagões de terceira classe no inverno siberiano.

Como começa a rota na cidade mais fria do mundo?

A aventura inicia em Yakutsk, capital da República de Sakha, onde termômetros frequentemente marcam temperaturas abaixo de -40 °C. Como não existe uma ponte ferroviária direta cruzando o Rio Lena até a cidade, o primeiro desafio logístico é atravessar a superfície do rio completamente congelada.

Durante o inverno, o gelo atinge 1,5 metro de espessura, transformando o rio em uma “estrada de gelo” vital que conecta a cidade à estação de Nizhniy Bestyakh. É desse ponto, cercado por esculturas de gelo e memoriais ferroviários, que o trem parte para a longa jornada rumo ao extremo leste.

Viagem de 65 horas pelo frio extremo revela paisagens de gelo impressionantes
Viagem de 65 horas pelo frio extremo revela paisagens de gelo impressionantes

O que esperar da terceira classe no inverno siberiano?

Viajar na classe econômica russa, conhecida como Platzkart, significa compartilhar um vagão aberto com dezenas de outros passageiros em um ambiente surpreendentemente aquecido. Apesar do frio brutal lá fora, o interior mantém uma temperatura agradável, permitindo que as pessoas usem roupas leves e chinelos enquanto a paisagem branca passa pela janela.

A infraestrutura é simples, mas funcional, oferecendo colchões, lençóis limpos e o indispensável samovar, um dispensador de água quente gratuita disponível 24 horas. Esse recurso é o coração do vagão, garantindo chá quente e o preparo de macarrão instantâneo, itens essenciais para suportar as quase três noites a bordo.

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Por que essa ferrovia é considerada um feito histórico?

O trem percorre trechos de três ferrovias lendárias: a AYaM (Amur–Yakutsk Mainline), a BAM (Baikal–Amur Mainline) e, finalmente, a famosa Transiberiana. Construir trilhos sobre o permafrost — solo que permanece congelado o ano todo — exigiu soluções de engenharia complexas para evitar que os trilhos se movessem com as mudanças de estação.

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Em paradas estratégicas como Tynda, conhecida como a “Capital da BAM”, a composição recebe vagões adicionais e se conecta a uma história de construção que envolveu milhares de trabalhadores em condições extremas. A rota é vital não apenas para passageiros, mas para o transporte de minérios e carvão, sustentando a economia de regiões isoladas.

Quem ama aventuras ferroviárias extremas e destinos inusitados, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Let’s Go By Land, que conta com milhões de visualizações, onde o vídeo mostra detalhadamente uma jornada de 65 horas de trem, partindo de Yakutsk, a cidade mais fria do mundo, até Vladivostok:

Quais paisagens e paradas marcam o trajeto?

Ao longo dos 3.230 km, o cenário é dominado pela taiga coberta de neve, rios petrificados pelo gelo e estações que parecem paradas no tempo. O contraste térmico é a grande constante da viagem, com passageiros saindo para fumar ou esticar as pernas em plataformas a -30 °C antes de correrem de volta para o calor do trem.

Alguns dos marcos mais impressionantes dessa travessia incluem:

  • Rio Lena: A travessia inicial sobre o gelo é uma das experiências mais exóticas do mundo.

  • Estação Tynda: Um complexo arquitetônico imponente apelidado de “Cisne Branco”.

  • Birobidzhan: A capital da Região Autônoma Judaica, com letreiros em iídiche e monumentos históricos.

  • Rio Amur: Uma fronteira natural colossal próxima à China, cruzada por pontes ferroviárias estratégicas.

  • Vladivostok: O destino final, onde os trilhos encontram o Oceano Pacífico.

Como termina a jornada no extremo leste russo?

A chegada a Vladivostok marca o fim da linha da Transiberiana e o encontro com o mar, proporcionando uma mudança visual drástica após dias de floresta e neve. A cidade portuária, com sua icônica Ponte Dourada e terminais marítimos, serve como um portal para a Ásia, estando a poucos quilômetros das fronteiras com a China e a Coreia do Norte.

Desembarcar pontualmente após 65 horas nos trilhos traz uma sensação de conquista e alívio. A viagem não é apenas um deslocamento geográfico, mas uma prova da capacidade humana de habitar e conectar os lugares mais inóspitos do planeta através de trilhos de aço.

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