Presidentes de grandes bancos cobraram dos candidatos à Presidência propostas para enfrentar a trajetória da dívida pública brasileira no período de 2027 a 2030.
O presidente do Itaú, Milton Maluhy, chamou atenção para a combinação entre uma dívida próxima de R$ 10 trilhões e juros básicos de 14% ao ano.
Ele também defendeu que o debate sobre as contas públicas considere o déficit nominal, indicador que inclui as despesas com juros.
Por que a dívida pública brasileira preocupa os bancos?
O presidente do BTG Pactual, Roberto Sallouti, relacionou o desequilíbrio fiscal ao elevado custo de capital no Brasil.
A situação das contas públicas influencia as condições pelas quais governo, empresas e consumidores conseguem financiamento.
Com taxas elevadas, projetos ficam mais caros e a atividade econômica pode perder força.
Os executivos defendem que o tema faça parte das propostas dos candidatos para o próximo mandato presidencial.
Como os juros afetam crédito e inadimplência?
Os presidentes dos bancos também destacaram que juros altos reduzem a atividade e tornam os empréstimos mais caros.
O ambiente contribui para o avanço da inadimplência e faz com que as instituições financeiras adotem maior cautela na concessão de novos empréstimos.
A discussão sobre a dívida pública brasileira está, portanto, relacionada também ao custo de capital, às condições de crédito e à capacidade de expansão da economia.
O setor financeiro cobra dos candidatos uma estratégia para o período que começa em 2027.
















