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ECONOMIA

TCU suspende uso de dinheiro esquecido como garantia de novas operações do Desenrola

O Tribunal de Contas da União suspendeu o uso de dinheiro esquecido no Desenrola como garantia para novas operações do programa.

A decisão cautelar determina que o Ministério da Fazenda e o Banco do Brasil interrompam novas utilizações desses recursos até que o tribunal conclua uma análise sobre o mecanismo.

O principal questionamento apresentado pelo TCU é de natureza orçamentária.

Por que o TCU suspendeu o dinheiro esquecido no Desenrola?

Para a Corte de Contas, os valores possuem natureza pública e deveriam passar pela Conta Única do Tesouro e pelo Orçamento da União.

Uma auditoria do tribunal apontou que R$ 5 bilhões já foram destinados ao Fundo Garantidor de Operações para cobrir riscos de inadimplência do programa.

A decisão não interrompe contratos já realizados.

A suspensão atinge apenas novas utilizações desses recursos enquanto a análise estiver em andamento.

O que muda para operações já contratadas?

As operações existentes continuam válidas.

O efeito imediato da decisão recai sobre novas operações que dependam dessa fonte de garantia.

Além do programa em si, o caso amplia o debate sobre a utilização de mecanismos financeiros fora do fluxo orçamentário tradicional para financiar políticas públicas.

O tratamento dado ao dinheiro esquecido no Desenrola passa, assim, a ser discutido também sob a ótica de transparência, controle fiscal e necessidade de passagem dos recursos pelo Orçamento da União.

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Foto: reprodução