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Eleições 2026

Eleições 2026: veja o que os candidatos propõem para gastos, Previdência e tamanho do Estado

Os candidatos à Presidência nas eleições de 2026 convergem em um ponto da agenda econômica: a necessidade de enfrentar o desequilíbrio das contas públicas. As diferenças aparecem quando Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema apresentam os caminhos para controlar gastos, alterar despesas obrigatórias e definir o tamanho do Estado.

Lula defende a manutenção do arcabouço fiscal, a limitação das despesas obrigatórias e um ajuste gradual. Flávio Bolsonaro promete um “grande tesouraço”, acompanhado de uma proposta de emenda à Constituição para controlar os gastos dos Três Poderes.

Ronaldo Caiado também propõe uma emenda constitucional para limitar o crescimento das despesas. Renan Santos defende um ajuste mais intenso, com desindexação de gastos e nova reforma da Previdência, enquanto Romeu Zema propõe um choque fiscal.

Apesar de o ajuste das contas públicas aparecer entre as prioridades das propostas econômicas para as eleições de 2026, os programas ainda apresentam poucos detalhes sobre quais despesas seriam efetivamente reduzidas e como as medidas conseguiriam aprovação no Congresso.

O que cada candidato propõe para os gastos públicos?

As propostas apresentadas até agora mostram estratégias diferentes para enfrentar as despesas:

  • Lula: manter o arcabouço fiscal, limitar despesas obrigatórias e avançar de forma gradual;
  • Flávio Bolsonaro: promover um “grande tesouraço” e criar uma PEC para controlar gastos dos Três Poderes;
  • Ronaldo Caiado: limitar o crescimento das despesas por meio de uma emenda constitucional;
  • Renan Santos: desindexar gastos e realizar uma nova reforma da Previdência;
  • Romeu Zema: promover um choque fiscal.

As divergências se tornam ainda mais claras quando entram na discussão Previdência, salário mínimo, funcionalismo público e benefícios tributários.

Previdência e salário mínimo dividem Lula, Caiado, Zema e Renan

O controle das despesas obrigatórias é um dos pontos que mais diferencia as propostas dos candidatos.

Renan Santos propõe desvincular benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo e realizar uma nova reforma da Previdência.

Romeu Zema também defende mudanças previdenciárias e uma revisão do crescimento automático das despesas.

Lula segue em direção diferente e pretende preservar a política de valorização real do salário mínimo.

Ronaldo Caiado afirma que não pretende alterar a regra atual de reajuste. A equipe econômica do candidato argumenta que uma eventual mudança nos benefícios teria impacto fiscal limitado e deveria ser acompanhada pelo enfrentamento de outras despesas.

Nesse debate, são citados cerca de R$ 70 bilhões em emendas parlamentares e R$ 24 bilhões em supersalários como exemplos de gastos que também poderiam entrar na discussão fiscal.

Reforma administrativa e tamanho do Estado entram nas eleições de 2026

As propostas econômicas das eleições de 2026 também colocam em disputa diferentes visões sobre a estrutura do Estado.

Flávio Bolsonaro promete reduzir impostos, cortar pelo menos dez ministérios e avançar na reforma administrativa.

Romeu Zema defende privatizações de empresas estatais e redução da estrutura pública.

Renan Santos propõe mudanças nas carreiras do funcionalismo e medidas de combate aos supersalários.

Ronaldo Caiado pretende rever benefícios tributários, despesas dos diferentes Poderes e emendas parlamentares.

Lula apresenta uma estratégia diferente. Seu programa prevê manutenção do arcabouço fiscal, controle gradual das despesas e ampliação da justiça tributária. A campanha também discute aumentar novamente a progressividade do Imposto de Renda para as maiores rendas.

Ajuste fiscal é ponto comum, mas caminhos são diferentes

O controle dos gastos aparece, portanto, como um dos principais temas econômicos da disputa presidencial de 2026. O ponto de convergência está na necessidade de administrar as contas públicas; a diferença está em onde cortar, quais regras alterar e qual deve ser o papel do Estado.

Enquanto algumas candidaturas apostam em cortes mais amplos, reformas e redução da estrutura pública, outras defendem ajustes graduais e mudanças na tributação.

A definição dessas propostas e, principalmente, o detalhamento de como seriam implementadas e aprovadas pelo Congresso devem ampliar o debate econômico ao longo das eleições de 2026.

Leia mais sobre as eleições de 2026.

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Foto: Montagem BM&C