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ECONOMIA

Notícias corporativas: Bradesco nega acordo sobre Amil e Boa Safra aprova financiamento

O Bradesco informou à Comissão de Valores Mobiliários que não há acordo vinculante celebrado com os fundos Advent e Bain Capital para a compra da operadora de saúde Amil. A manifestação foi feita após rumores de que o banco poderia disponibilizar R$ 12 bilhões para uma eventual operação.

O Bradesco afirmou que, mesmo que venha a participar de uma transação nos termos mencionados, a operação seria usual no curso ordinário dos negócios do banco.

A instituição também disse que, em operações de fusões e aquisições relevantes, é natural haver discussões de mercado sobre alternativas de financiamento e interesse de potenciais compradores em avaliar estruturas junto a diferentes instituições financeiras.

Com o esclarecimento, o banco buscou reduzir ruídos sobre sua eventual participação em uma transação envolvendo a Amil.

CVM decide a favor de OPA da Oncoclínicas

A Oncoclínicas informou que o colegiado da CVM decidiu a favor da exigibilidade de uma oferta pública de aquisição de ações da companhia.

O caso envolve uma reorganização societária que fez o fundo Josephina III, veículo da gestora Centaurus, passar a deter diretamente 31,83% do capital da Oncoclínicas.

Acionistas minoritários defendiam que a mudança teria acionado a cláusula de poison pill do estatuto da companhia. A decisão do colegiado contrariou o entendimento inicial da área técnica da CVM, que havia avaliado que não haveria incidência de OPA estatutária.

Segundo a publicação, a oferta pode custar mais de R$ 6 bilhões, a depender dos critérios aplicados, e chegar a até R$ 16 por ação.

O dinheiro, no entanto, não iria para a Oncoclínicas, mas aos acionistas que tiverem direito de vender os papéis na eventual oferta. O caso mantém a companhia no centro das discussões sobre governança, reorganização societária e proteção de minoritários.

Boa Safra aprova financiamento de até R$ 332,45 milhões

A Boa Safra aprovou a contratação de um financiamento de até R$ 332,45 milhões junto à Finep, a Financiadora de Estudos e Projetos.

Os recursos serão voltados a projetos de inovação e tecnologia.

O valor equivale a cerca de 34% do valor de mercado da companhia, estimado em R$ 977 milhões segundo a publicação.

A operação foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração em reunião realizada em 19 de agosto.

O financiamento terá prazo de 192 meses, o equivalente a 16 anos, além de carência de 36 meses.

A decisão representa autorização para contratação do financiamento e não significa, necessariamente, que os recursos já tenham sido liberados pela Finep.

boa safra
Foto: Divulgação