O IPCA-15 de agosto caiu 0,40%, resultado mais baixo que as principais projeções do mercado, concentradas em uma queda próxima de 0,30%. Com a leitura, o índice acumulado em 12 meses passou de 4,52% para 4,24%. No ano, a prévia da inflação acumula alta de 3,09%.
O resultado do IPCA-15 de agosto também marcou uma mudança em relação a julho, quando o indicador havia avançado 0,06%. Habitação, Transportes e Alimentação e bebidas concentraram as principais contribuições negativas entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE.
Energia elétrica teve maior impacto negativo
A energia elétrica residencial caiu 6,25% e retirou 0,26 ponto percentual do índice, tornando-se o item com maior impacto negativo no mês.
A queda incorporou o bônus de Itaipu nas contas emitidas em agosto. Ao mesmo tempo, permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta cobrança adicional às contas de luz.
O resultado também considerou reajustes tarifários em Curitiba, Porto Alegre e São Paulo. Com isso, o grupo Habitação passou de alta de 0,97% em julho para queda de 1,41% em agosto.
Passagens aéreas caem 13,30%
Transportes recuou 1%, diante de uma projeção de queda de 0,59%. As passagens aéreas ficaram 13,30% mais baratas, enquanto os combustíveis apresentaram redução de 1,43%.
Gasolina, etanol e diesel registraram queda no período.
Na alimentação, o movimento também foi de recuo:
- Alimentação e bebidas: -0,57%
- Alimentação no domicílio: -0,97%
- Alimentação fora do domicílio: +0,42%
- Julho, fora do domicílio: +0,55%
Tomate, batata, cenoura e café apareceram entre os produtos com queda de preços dentro de casa.
A combinação de energia, transportes e alimentos foi determinante para levar o IPCA-15 de agosto ao campo negativo.
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