BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Juros e eleição 2026: como investir no juro real alto

Julia PaladinoPor Julia Paladino
18/08/2026

O Brasil combina desaceleração da atividade, inflação ainda relevante e incerteza fiscal e eleitoral, o que mantém o juro real elevado, sobretudo na parte longa da curva. Nesse ambiente, a economista Carol Borges, head e analista de FIIS da EQI Research, vê espaço limitado para novos cortes da Selic e oportunidades táticas em prefixados mais curtos e NTN‑B intermediárias, desde que o investidor aceite volatilidade e diversifique também no exterior.

A economista Carol, da EQI, avalia que ainda há espaço para pelo menos mais um corte da Selic antes da eleição, mas que o juro real deve seguir elevado enquanto não houver clareza sobre o ajuste fiscal após 2027. Nesse cenário, ela destaca oportunidades em prefixados mais curtos e títulos indexados ao IPCA de prazo intermediário, combinados com diversificação internacional, sempre respeitando o perfil de risco do investidor.

O pano de fundo é um quadro de desaceleração da economia, inflação ainda relevante, risco fiscal persistente e incerteza eleitoral, num regime de metas de inflação operado pelo Banco Central com base na Selic como taxa básica da economia, conforme descrito pelo próprio BC em sua página sobre a [taxa Selic](https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/taxaselic) e o regime de [metas para a inflação](https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/metas).

O que está por trás do atual ciclo de corte de juros?

Segundo Carol, a EQI revisou para baixo sua projeção de PIB para o ano, em linha com sinais de desaceleração da atividade econômica no Brasil. A leitura da casa é de um cenário em que a economia perde fôlego ao mesmo tempo em que a inflação permanece relevante, mas sem sinais de fuga de controle.

Na entrevista, ela cita que a inflação em 12 meses estaria em torno de 4,4% no IPCA, com alívio pontual em um dos meses e risco de reaceleração mais à frente. Esses números são estimativas da EQI à época da gravação. O dado oficial do IPCA é calculado e divulgado mensalmente pelo IBGE, na página do [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)](https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/precos/9256-indice-nacional-de-precos-ao-consumidor-amplo.html), e deve ser consultado pelo investidor para acompanhar a inflação efetiva.

Do lado da política monetária, Carol aponta que a casa via espaço para mais um corte da Selic até a eleição, com taxa de fim de ano em torno de 13,75% ao ano, estimativa elaborada internamente. As decisões oficiais sobre a meta para a Selic são tomadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, conforme descrito na página do [Copom](https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/comitepolitica) e na área geral do [Banco Central do Brasil](https://www.bcb.gov.br).

O quadro descrito por ela é um “cabo de guerra” entre:

– desaceleração da atividade;
– inflação ainda relevante;
– riscos geopolíticos (energia e petróleo);
– riscos climáticos (como o El Niño);
– incerteza fiscal e eleitoral.

Enquanto essas forças não convergem para um cenário mais claro, a tendência, na visão da economista, é de juros básicos ainda elevados em termos reais.

Por que o juro real segue tão alto na curva longa?

Carol destaca que o Brasil mantém um juro real elevado na parte longa da curva, especialmente em títulos públicos indexados à inflação, como as NTN‑B (Tesouro IPCA+). Ela menciona que, à época da gravação, a casa observava:

– juros reais acima de 8% ao ano em vencimentos intermediários;
– juros reais em torno de 7,5% a 7,8% ao ano em vencimentos mais longos.

Esses níveis refletem condições de mercado naquele momento e devem ser confrontados com dados atuais da dívida pública federal, disponíveis nos relatórios da Secretaria do Tesouro Nacional, acessíveis no portal [Tesouro Transparente](https://www.tesourotransparente.gov.br).

Na avaliação da economista, o prêmio na curva longa é explicado sobretudo por:

– preocupação com a trajetória fiscal e o nível de endividamento público;
– incerteza sobre o desenho da política fiscal para 2027 e 2028;
– risco de inflação mais alta adiante.

Ela argumenta que juros reais nessa magnitude são difíceis de sustentar no médio e longo prazo, o que pode representar oportunidade para “travar” taxas altas hoje. A contrapartida é o risco de marcação a mercado: oscilações relevantes no preço dos títulos ao longo do caminho, caso o mercado reavalie o risco fiscal ou a inflação esperada.

Como inflação, energia e El Niño entram na conta do investidor?

A dinâmica de preços é central nesse debate. Carol chama atenção para três frentes de risco inflacionário:

Leia Mais

INVESTIMENTOS

Juros altos em 2026: como usar IPCA+ e FIIs até 2027

18 de agosto de 2026
CONGRESSO NACIONAL

Fiscal Brasil 2026: como a incerteza já pesa no investidor

18 de agosto de 2026

1. Inflação corrente: ainda relevante, mesmo com movimentos pontuais de alívio.
2. Energia e petróleo: choques de oferta ou tensões geopolíticas podem pressionar combustíveis e, por tabela, outros preços.
3. Fenômeno climático El Niño: com potencial de afetar safras agrícolas e preços de alimentos.

A economista menciona uma estimativa da IQ de que o El Niño poderia adicionar até 1,5 ponto percentual ao IPCA, especialmente via alimentos, até meados de 2027, dependendo da intensidade do fenômeno. Essa estimativa é de casa de análise e não constitui dado oficial.

A situação do El Niño e seus possíveis impactos são monitorados por órgãos como o [Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)](https://www.gov.br/inmet/pt-br) e o [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)](https://www.gov.br/inpe/pt-br), que divulgam boletins e estudos sobre clima e seus efeitos potenciais.

Para a carteira, isso significa que ativos capazes de repassar inflação tendem a ser relevantes, como empresas com poder de preço e títulos indexados ao IPCA. Mas também reforça a necessidade de não depender apenas de um cenário benigno para alimentos e energia.

Prefixados curtos e NTN‑B intermediárias fazem sentido agora?

Na parte de estratégias, Carol indica que o investidor estaria hoje sendo “bem remunerado” para assumir risco em Brasil, sobretudo em:

– Prefixados mais curtos, com vencimentos ao redor de 2029, que, à época, negociavam em torno de 14,5% ao ano, embutindo inflação implícita acima das expectativas de mercado, segundo a IQ.
– NTN‑B / Tesouro IPCA+ intermediárias, com vencimentos em torno de 2032, oferecendo juros reais elevados, na visão da casa.

As características desses instrumentos, de forma geral, podem ser resumidas assim:

Tipo de títuloIndexadorHorizonte típico citado por CarolQual o atrativo?Qual o risco incômodo?
Pós-fixado atrelado à SelicSelicCurto prazoAcompanha a taxa básica, menor volatilidade de preçoPerde atratividade se a Selic cair mais rápido
Prefixado mais curtoTaxa fixaAté ~2029Travar taxa nominal alta hojeSofre se a inflação ou o prêmio de risco subirem
NTN‑B / Tesouro IPCA+ interm.IPCA + juro realEm torno de 2032Proteção contra inflação + juro real elevadoForte oscilação de marcação a mercado no caminho

Os níveis de taxa citados por Carol refletem o momento da gravação e precisam ser conferidos nos dados atualizados da dívida pública e das emissões de títulos da União, disponíveis no [Tesouro Transparente](https://www.tesourotransparente.gov.br).

O ponto incômodo é que essas oportunidades não vêm sem risco. Quanto maior o prazo do título, maior a sensibilidade às mudanças na curva de juros e no risco fiscal. Para muitos investidores, isso pode significar carregar oscilações relevantes no valor de mercado do papel antes de, eventualmente, colher o retorno contratado no vencimento.

Como o cenário eleitoral pode mexer com a curva de juros?

A economista ressalta que o risco eleitoral hoje está menos em “quem vence” e mais em quais propostas fiscais serão apresentadas para 2027 e 2028:

– não há, por enquanto, clareza sobre qual será o plano para estabilizar e reduzir o endividamento público;
– a campanha tende a detalhar compromissos de gasto, arrecadação e reformas estruturais.

O calendário eleitoral e as regras das eleições são definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que centraliza as informações em seu portal oficial [tse.jus.br](https://www.tse.jus.br). À medida que candidaturas e programas de governo avançam, o mercado reprecifica a curva de juros conforme a percepção sobre o compromisso com o equilíbrio fiscal.

Enquanto essa definição não ocorre, Carol espera manutenção de juros reais elevados, especialmente na parte longa da curva, como forma de compensar o risco fiscal percebido pelos investidores.

Como montar carteira diversificada sem correr risco excessivo?

Na visão de Carol, o desenho de carteira num ambiente de juro real alto, inflação ainda relevante e incerteza eleitoral passa por três eixos:

1. Ativos reais e indexados ao IPCA
– Títulos públicos e privados atrelados ao IPCA ajudam a preservar o poder de compra.
– A lógica é que, se a inflação surpreender para cima, o cupom e o principal corrigidos pelo índice atuam como proteção parcial.

2. Diversificação entre prazos e indexadores
– Combinação de pós-fixados, prefixados mais curtos e NTN‑B intermediárias reduz a dependência de um único cenário de juros.
– Evitar concentração excessiva em prazos muito longos é uma forma de limitar o impacto de choques fiscais e eleitorais sobre a marcação a mercado.

3. Exposição internacional em moeda forte
– Carol vê a diversificação internacional como “bastante interessante” para o investidor brasileiro.
– Ativos em moeda forte ajudam a mitigar riscos específicos do Brasil, como choques fiscais, políticos ou climáticos domésticos.

Um roteiro possível para organizar as decisões, sem caráter de recomendação, é:

1. Mapear objetivos e prazos
– Separar metas de curto, médio e longo prazo.
– Checar se faz sentido correr o risco de carregar títulos até o vencimento.

2. Definir o nível de volatilidade aceitável
– Entender quanto de oscilação de preço é tolerável em cada objetivo.
– Lembrar que NTN‑B e prefixados longos podem oscilar muito antes do vencimento.

3. Distribuir entre Brasil e exterior
– Decidir qual fatia da carteira ficará em ativos domésticos e qual será exposta a moedas fortes.
– Levar em conta renda, despesas em reais e eventuais planos no exterior.

4. Rever a carteira a cada mudança relevante
– Acompanhar as decisões do Copom no site do [Banco Central](https://www.bcb.gov.br) e os dados de inflação do [IBGE](https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/precos/9256-indice-nacional-de-precos-ao-consumidor-amplo.html).
– Reavaliar alocação quando houver mudanças importantes em Selic, IPCA, fiscal ou cenário eleitoral.

As informações discutidas por Carol têm caráter informativo e educacional e refletem a visão da convidada no momento da gravação. Elas não substituem a análise individual de perfil de risco e não configuram recomendação de investimento. Para decidir onde alocar recursos, o investidor deve considerar seus objetivos e, se necessário, buscar orientação de profissional autorizado pelos órgãos reguladores.

Assista ao vídeo abaixo:

Tags: Eleições 2026inflaçãorenda fixarisco fiscalSelic

Notícias

Falta de engajamento chega a 46% dos eleitores

Eleições 2026: TSE mantém tetos de gastos de 2022

10 de agosto de 2026

Ibovespa fecha com leve baixa, com Petrobras e Itaú; Vale sobe

Endividamento segue no maior patamar da série histórica e famílias continuam no limite financeiro

Krugman critica tarifa dos EUA e diz que Pix virou alvo de disputa comercial

Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

IPCA desacelera para 0,16% em junho com queda nos preços dos alimentos

INVESTIMENTOS
INVESTIMENTOS E FINANÇAS

Juros altos em 2026: como usar IPCA+ e FIIs até 2027

18 de agosto de 2026
André Farber, CEO da Riachuelo (Foto: Reprodução BM&C News)
BM&C BUSINESS

Riachuelo planeja até 200 novas lojas e bilhões em investimentos, diz CEO

18 de agosto de 2026
EMPRESAS E NEGÓCIOS

Casas Bahia: recuperação vai além da renegociação da dívida, avaliam especialistas

18 de agosto de 2026
DÓLAR
INVESTIMENTOS E FINANÇAS

Dólar a R$ 5,21: devo comprar agora para viajar ou proteger patrimônio?

18 de agosto de 2026

Leia Mais

  • Análises
  • ECONOMIA
  • MERCADOS
URNAS

Eleições 2026: o que falta nos planos econômicos

18 de agosto de 2026

Veja como checar, em dados oficiais, o que os candidatos não detalham sobre ajuste fiscal, juros altos, crescimento e emprego...

CONGRESSO NACIONAL

Fiscal Brasil 2026: como a incerteza já pesa no investidor

18 de agosto de 2026

Veja como dívida alta, orçamento rígido e rating especulativo entram no preço dos ativos em 2026 e o que observar...

FUNDO ELEITORAL - ELEIÇÕES

Quanto cada eleitor paga pelos fundos Eleitoral e Partidário em 2026?

18 de agosto de 2026

Veja quais documentos faltam para medir o custo por eleitor e o peso dos fundos na arrecadação federal.

O ministro Dario Durigan

Durigan liga política fiscal a queda dos juros e controle da dívida

18 de agosto de 2026

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (17), que a melhora das contas públicas é um dos principais...

gabriel galípolo

Galípolo atribui juros no Brasil principalmente a fatores internos

18 de agosto de 2026

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (17), que o atual ciclo de juros no Brasil é...

salário mínimo e bpc

BPC 2027: quanto vai ser o benefício se o salário mínimo for R$ 1.741?

18 de agosto de 2026

Entenda quanto será o BPC em 2027, como a regra do salário mínimo define o valor e por que projeções...

BANCO CENTRAL

Juro real elevado resiste ao corte da Selic e expõe risco fiscal

17 de agosto de 2026

O ciclo de corte da Selic avança, mas o juro real elevado na ponta longa da curva resiste. Carol Borges,...

salário mínimo

Abono salarial PIS/Pasep 2026: o que acontece se não sacar

17 de agosto de 2026

Entenda o prazo para sacar o abono salarial PIS/Pasep 2026, o que acontece se não retirar o dinheiro e como...

PETROBRAS

Petrobras, Casas Bahia e Grupo Mateus: o que bancos veem no radar

18 de agosto de 2026

Cinco das principais instituições financeiras do país (Bradesco BBI, BTG Pactual, XP Investimentos, Itaú BBA e Jefferies) divulgaram recomendações de...

PLOA 2027

PLOA 2027: governo projeta R$ 1.741 de salário mínimo e R$ 9,9 bilhões a mais em INSS e BPC

17 de agosto de 2026

Entenda como o PLOA 2027 reserva recursos para salário mínimo, INSS, BPC e seguro-desemprego e o que isso indica para...

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
redacao@bmcnews.com.br

Comercial:
comercial@bmcnews.com.br

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRASIL PRODUTIVO
      • Mercado de Capitais
      • Inovação travada
    • CONTA BRASIL
      • Combustível Brasil
    • BRASIL QUE INOVA
    • BRASIL QUE EMPREENDE
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • NEW DEAL
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • RAV SANY
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • BRAZILIAN WEEK 2026
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • CARLOS HONORATO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • LIANE GARCIA
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.