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EMPRESAS E NEGÓCIOS

Oncoclínicas vende participação em empresa saudita e Braskem intensifica negociações com credores

A Oncoclínicas vendeu sua fatia de 27,49% na joint venture Specialized Medical Treatment para a Advanced Drug Company for Pharmaceuticals, uma companhia sediada na Arábia Saudita. A operação foi fechada por US$ 6,55 milhões, o equivalente a R$ 33,23 milhões.

Segundo a Oncoclínicas, os recursos serão usados para a compra de medicamentos, conforme prevê o plano de reestruturação financeira da empresa. A companhia está em recuperação extrajudicial e teve prejuízo de R$ 475,7 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 235% em relação à perda registrada no mesmo período do ano passado.

A venda da participação ocorre em meio ao esforço da empresa para reorganizar sua estrutura financeira e executar medidas previstas no plano de reestruturação.

Braskem intensifica negociações com credores

A Braskem informou que as negociações com credores financeiros se intensificaram e seguem em andamento. A companhia avalia alternativas para uma possível reorganização de sua estrutura de capital. Entre as medidas em análise estão uma eventual capitalização e a oneração de ativos em garantia.

A petroquímica também avalia potenciais medidas de proteção contra credores, em meio ao prazo de suspensão de execuções e constrições. Segundo a empresa, ainda não há decisão final sobre qual alternativa poderá ser implementada.

A situação da Braskem tem sido acompanhada de perto pelo mercado por causa do nível de endividamento, da pressão sobre liquidez e das discussões sobre uma reestruturação financeira. O avanço das conversas com credores ocorre em um momento em que investidores monitoram possíveis desdobramentos envolvendo dívida, garantias, capitalização e medidas judiciais de proteção.

Axia dará baixa contábil de cerca de R$ 1,1 bilhão

A Axia Energia aprovou a transferência de ações mantidas em tesouraria para a conta de acionistas a identificar. A operação envolve 18.627.331 ações ordinárias e 4.450.379 ações preferenciais classe C.

Segundo a companhia, a transferência busca recompor o saldo utilizado no cumprimento de obrigações relativas a demandas judiciais.

Essas demandas discutiam diferenças de correção monetária de créditos de empréstimo compulsório de energia.

Como contrapartida à recomposição do saldo, a Axia realizará a baixa de aproximadamente R$ 1,1 bilhão em passivos associados ao tema.

A companhia informou que a baixa contábil não terá impacto no resultado. O movimento reduz a exposição contábil relacionada a passivos judiciais e busca mitigar oscilações econômicas ligadas à variação da cotação das ações envolvidas.

Oncoclínicas vende participação em empresa saudita
Foto: Divulgação