A discussão envolvendo China e sanções contra o Irã ganhou uma nova dimensão após Pequim reagir à ofensiva econômica anunciada pelos Estados Unidos. O governo chinês sinalizou que não pretende abandonar sua cooperação econômica com Teerã.
O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que o país se opõe à aplicação de sanções unilaterais e prometeu adotar medidas para proteger seus interesses.
Pequim sustenta que as relações econômicas mantidas com o Irã estão dentro das regras internacionais e não devem sofrer interferência externa.
Como a China pode reagir às sanções contra o Irã?
Uma das principais incertezas está na possibilidade de Washington atingir grandes instituições financeiras chinesas.
Uma eventual ofensiva contra esses bancos poderia ampliar a disputa entre as duas maiores economias do mundo.
Entre as possíveis respostas chinesas estão novas restrições às exportações de minerais críticos utilizados pela indústria dos Estados Unidos.
Esses insumos ocupam papel importante em diferentes cadeias industriais e tecnológicas e já fazem parte das disputas comerciais entre Washington e Pequim.
A pressão sobre o Irã pode aumentar a disputa EUA-China?
A possibilidade existe porque a China mantém relações econômicas relevantes com Teerã e concentra a maior parcela das compras de petróleo iraniano.
Com isso, a discussão sobre China e sanções contra o Irã deixa de envolver apenas Washington e Teerã e passa a afetar também a relação entre Estados Unidos e Pequim.
A intensidade desse confronto dependerá dos próximos passos adotados pelo governo americano.
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