A relação entre Brasil e tarifas contra a China entrou no radar da Casa Branca após o governo americano incluir o país em uma lista de 40 economias acusadas de ajudar Pequim a redirecionar mercadorias para evitar as tarifas dos Estados Unidos.
O Brasil foi colocado entre os chamados “líderes de escala”, grupo que também inclui Turquia, Malásia e Vietnã.
A acusação adiciona um novo ponto de tensão à relação comercial entre Brasília e Washington.
O Brasil funciona como rota para produtos chineses?
A tese apresentada pelos Estados Unidos é questionada por especialistas.
Produtos que o Brasil importa da China e também vende aos Estados Unidos representam menos de 6% das exportações brasileiras ao mercado americano.
Além disso, tarifas existentes nas duas pontas e custos logísticos diminuiriam a vantagem econômica de enviar um produto chinês primeiro ao Brasil para depois exportá-lo aos Estados Unidos.
Esses fatores entram no debate sobre Brasil e tarifas contra a China e sobre o peso efetivo do redirecionamento comercial.
Como a acusação afeta a relação com os EUA?
O movimento ocorre justamente quando os governos brasileiro e americano tentam reabrir negociações formais sobre as tarifas aplicadas aos produtos brasileiros.
Ao mesmo tempo, a China mantém posição importante no comércio exterior do Brasil.
A discussão sobre Brasil e tarifas contra a China passa, assim, a integrar uma relação comercial que já enfrenta divergências sobre sobretaxas e acesso de produtos brasileiros ao mercado dos Estados Unidos.
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