O petróleo iraniano na China tornou Pequim uma peça central na ofensiva econômica dos Estados Unidos contra Teerã. O país asiático responde por cerca de 90% das compras do petróleo exportado pelo Irã, uma das principais fontes de receita do governo iraniano.
O governo americano já anunciou sanções contra empresas chinesas e de Hong Kong relacionadas às operações com o Irã, mas evitou atingir diretamente os grandes bancos chineses.
A decisão evidencia o desafio enfrentado por Washington: ampliar a pressão sobre Teerã sem abrir uma nova frente de confronto econômico com Pequim.
Por que o petróleo iraniano na China é tão importante?
Sem reduzir o fluxo de petróleo para o mercado chinês, os Estados Unidos podem encontrar dificuldades para diminuir de forma significativa a entrada de recursos no Irã.
As exportações de energia representam uma fonte importante de recursos para Teerã, e o peso da China como compradora concentra parte relevante do efeito potencial das sanções nas decisões de Pequim.
Ao mesmo tempo, atingir instituições financeiras chinesas envolvidas nas transações poderia ampliar os efeitos das medidas para outras áreas da relação econômica entre China e Estados Unidos.
Os EUA podem sancionar grandes bancos chineses?
Washington ainda evitou esse movimento. Sanções contra grandes instituições financeiras chinesas poderiam abrir uma nova frente na disputa com Pequim e gerar consequências mais amplas para o sistema financeiro.
A discussão sobre o petróleo iraniano na China ocorre ainda poucas semanas antes do encontro previsto entre Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, em setembro.
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