BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Tecnologia e impacto social: o que muda no Brasil

Julia PaladinoPor Julia Paladino
17/08/2026

Tecnologia transforma impacto social no Brasil quando deixa de ser apenas canal de doação e passa a estruturar modelos de negócio que geram renda, ampliam oportunidades e atraem capital privado com retorno financeiro, como defendem Diego Barreto, CEO do iFood, e David Hertz, cofundador da Gastromotiva.

Empresas de tecnologia podem acelerar inclusão econômica ao reduzir barreiras de entrada para geração de renda, conectar empreendedores a mercados e capital e aproximar o setor privado do terceiro setor em modelos de negócio de impacto, não só em ações pontuais de filantropia. Essa é a tese que atravessa a conversa entre Diego Barreto, do iFood, e David Hertz, da Gastromotiva, no programa Impacto S.A., da BM&C News.

Como a tecnologia amplia o alcance do impacto social?

Na visão de Diego Barreto, a estrutura econômica do Brasil permite prosperidade, mas boa parte do potencial fica travado por dois fatores: uma mentalidade de “sobrevivência” da maioria da população e a ausência de um projeto de país por parte da elite econômica e intelectual.

A tecnologia entra nesse vácuo oferecendo escala, flexibilidade e acesso. Barreto destaca que, com smartphone, conectividade e plataformas digitais, uma pessoa em uma cidade do interior consegue hoje gerar renda e se conectar a mercados antes inacessíveis. No caso do iFood, isso se traduz em três frentes principais:

– Geração de renda para entregadores, com barreira de entrada mais baixa do que no emprego formal tradicional.
– Crescimento de pequenos negócios, como restaurantes de bairro e empreendedores individuais.
– Criação de um ecossistema econômico em torno da alimentação, crédito e serviços associados.

Leia Mais

RAV SANY LIVE SHOW

André Duek: de office boy a CEO e alvo de gigante global

17 de agosto de 2026
ESCRITÓRIO

A inteligência artificial não está roubando empregos. Está desmascarando previsões.

17 de agosto de 2026

David Hertz acrescenta a dimensão da gastronomia social: ao usar comida como ferramenta de inclusão e geração de renda em contextos desafiadores, iniciativas como a Gastromotiva se beneficiam de tecnologia para organizar redes de cozinheiras, coordenar capacitação e conectar oferta e demanda de forma mais eficiente.

O programa Impacto S.A., disponível no canal da BM&C News no YouTube, aprofunda esses casos com depoimentos diretos dos executivos.

Assista ao episódio completo de Impacto S.A. com Diego Barreto e David Hertz

Como histórias concretas mudam o engajamento em grandes plataformas?

Barreto defende que falar de propósito em termos abstratos engaja pouco. O que muda comportamento dentro das empresas é tangibilizar o efeito prático de cada decisão de negócio sobre a vida de pessoas reais.

No iFood, ele cita dois grupos principais:

– Comerciantes que, ao vender mais pela plataforma, aumentam a chance de contratar funcionários e ampliar o negócio.
– Entregadores que, ao acessar corridas com rapidez, reduzem a ansiedade quanto à renda da semana e à alimentação da família.

Um exemplo usado por Barreto é o da empreendedora Camila. Ela vendia pastéis em feira semanal, identificou demanda ao longo de toda a semana, entrou no iFood, acessou uma linha de crédito da empresa, abriu a primeira pastelaria, pagou o financiamento e expandiu para mais unidades, passando a sonhar com dezenas ou centenas de lojas.

Para o executivo, quando as equipes que desenvolvem produtos como crédito compreendem esse ciclo completo, deixam de enxergar apenas “modelo de crédito” e passam a se ver como parte de uma cadeia de prosperidade. Isso, segundo ele, transforma colaboradores em “missionários” sem que precisem abrir mão da busca legítima por remuneração e patrimônio próprios.

Como transformar filantropia em negócio de impacto escalável?

Um ponto central da conversa é a transição do terceiro setor de uma lógica de filantropia para modelos de negócio de impacto, capazes de atrair capital em escala e gerar retorno financeiro ao investidor ao mesmo tempo em que entregam resultados sociais.

Barreto relata sua interação com Eduardo Lyra, fundador da organização social Gerando Falcões. Segundo ele, Lyra buscava “sair da filantropia” porque esse modelo imporia um teto para o crescimento e para o alcance do impacto. A partir daí, os dois passaram a discutir como transformar o projeto Favela 3D em uma estrutura de negócio.

Pela descrição de Barreto, o Favela 3D funciona assim:

– A organização, junto com a comunidade, define como será a intervenção em determinada favela.
– Mapeia empregos disponíveis no entorno.
– Prepara moradores para essas vagas, com capacitação adequada.
– Faz intervenções de infraestrutura física que aumentem a chance de inserção produtiva.

Com base em resultados apresentados internamente pela Gerando Falcões, Barreto propôs tratar os recursos como investimento, não apenas doação. Famílias beneficiadas devolveriam o capital ao longo do tempo por meio de arranjos de microcrédito comunitário, com juros menores do que práticas consideradas abusivas no mercado tradicional. Investidores, por sua vez, aceitariam retorno mais baixo do que em aplicações de risco similar, abrindo mão de parte do ganho em nome do impacto.

Ele afirma que esse modelo já captou R$ 4 milhões para financiar a primeira favela nesse formato, com a perspectiva de, se o piloto se sustentar, escalar a solução para milhares de comunidades.

Essa mudança exige, na avaliação de Barreto, um elemento que ainda falta a muitos projetos sociais: senso de estruturação de negócio. Ou seja, a capacidade de:

– Ler claramente qual é o produto (por exemplo, serviços de desenvolvimento comunitário que aumentam renda).
– Entender quem é o cliente (moradores, empresas do entorno, investidores de impacto).
– Desenhar um fluxo de receitas e pagamentos que faça a “roda girar” sem depender apenas de doações recorrentes.

A comparação abaixo resume a lógica que ele descreve.

Modelo de atuação socialFonte principal de recursosRelação com quem coloca dinheiroEscala potencial de impacto
Filantropia tradicionalDoações não reembolsáveisDoador não recupera o capital, espera apenas resultado socialLimitada ao volume de doações disponíveis em cada ciclo
Negócio de impacto (caso Favela 3D descrito)Investimentos com retorno financeiro moderadoInvestidor recebe de volta o capital ao longo do tempo, via pagamentos da comunidadePode atrair mais capital privado se o modelo mostrar capacidade de pagar e gerar impacto

Para empreendedores sociais, a mensagem é clara: propósito é necessário, mas não substitui contabilidade, modelagem de fluxo de caixa e governança.

Qual é o papel do dono da empresa no impacto social?

Outro ponto enfatizado por Barreto é quem, dentro das empresas, de fato garante a perenidade de políticas de impacto. Na sua leitura, quando a agenda social nasce apenas no nível executivo, a chance de ser descontinuada em mudanças de gestão é alta.

Ele afirma que política de impacto é política do dono. Isso significa que:

– A decisão de conectar lucro a impacto precisa estar no nível do acionista controlador ou do fundador.
– O executivo profissional tem papel relevante, mas de influenciar e executar, não de definir sozinho a agenda.
– Exemplos de atuação territorial de longo prazo, como ele atribui ao caso de uma grande seguradora no centro de São Paulo, tendem a sobreviver a trocas de CEOs porque estão ancorados na vontade dos controladores.

Do ponto de vista de investidores e conselheiros, o recado é pragmático: se impacto social faz parte da tese de valor do negócio, isso deve estar explícito em acordos de acionistas, diretrizes de conselho e métricas de longo prazo, não apenas em campanhas de marketing ou na agenda pessoal de um executivo.

Plataformas de delivery geram inclusão ou criam novas tensões?

A expansão de plataformas de entrega também traz dilemas. Barreto reconhece que existe hoje uma forte cobrança por “modelo de trabalho mais justo” e argumenta que o próprio conceito de justiça muda ao longo do tempo.

Ele lembra que a estrutura atual do trabalho formal, associada a regras como a CLT, foi criticada quando surgiu, e sustenta que o mercado de trabalho de hoje é diferente do de décadas atrás. Com isso, defende alguns pontos sobre plataformas como o iFood:

– A flexibilidade permitiria que pessoas desempregadas voltassem a gerar renda em questão de dias, em vez de passar longos períodos à procura de um novo emprego formal.
– Barreiras de entrada menores favoreceriam especialmente quem não consegue se recolocar rapidamente por canais tradicionais.
– Nas entrevistas internas com mulheres entregadoras, ele cita que 9 em cada 10 relatam como principal mudança poder levar os filhos à creche graças à autonomia de horário, algo que não tinham em empregos formais com jornadas rígidas.

Ao mesmo tempo, ele reconhece que a discussão sobre justiça no trabalho em plataformas está em curso e que empresas precisam estar dispostas a dialogar com reguladores e sociedade. Barreto se coloca como alguém que “está ali para resolver” tensões regulatórias e ajustar modelos à medida que novas referências sociais se consolidam.

Para o leitor, o incômodo que permanece é claro: flexibilidade e baixa barreira de entrada convivem com inseguranças típicas de vínculos mais frágeis. A decisão de atuar ou investir nesse tipo de modelo exige comparar, com dados concretos, ganhos de renda e autonomia com eventuais lacunas de proteção social que ainda não foram cobertas por regulação ou por soluções privadas.

O que ainda não muda com tecnologia e impacto e como agir na prática?

Mesmo com casos de sucesso e narrativas inspiradoras, a tecnologia não elimina sozinha os principais entraves apontados na entrevista:

– Mudança de mentalidade de massa continua lenta. Barreto fala em um “trabalho de formiguinha” para romper a “síndrome de vira-lata” e estimular que quem deu um passo busque “dar 50 passos” e traga mais gente junto.
– Conversão da elite econômica em direção a um projeto de país é, na visão dele, um processo de décadas, que exige menos confronto moral e mais construção de confiança e intimidade.
– Estruturação de negócios sociais ainda é ponto fraco em muitas iniciativas do terceiro setor, que têm propósito forte, mas modelo financeiro frágil.

Para quem lidera empresa, ONG ou fundo e quer colocar essa discussão em prática, algumas perguntas objetivas ajudam a organizar a ação:

1. Qual problema econômico concreto estou resolvendo? Geração de renda, acesso a crédito, formação profissional, inclusão produtiva territorial.
2. Que modelo de receita sustenta isso? Venda de serviços para empresas, retorno de microcrédito, contratos com governos, assinaturas, entre outros.
3. Quem é o dono da agenda de impacto? Está na tese dos acionistas e no conselho ou depende apenas da atual diretoria?
4. Quais indicadores acompanho ao longo de anos, não só em campanhas pontuais? Renda média dos beneficiários, taxa de inadimplência em modelos de crédito, inserção no mercado de trabalho.

A partir dessas respostas, o passo seguinte é buscar referências concretas, como os casos discutidos no Impacto S.A., e testar pilotos pequenos bem estruturados, com metas claras de resultado econômico e social. Ao medir, ajustar e só então escalar, empresas e organizações aumentam a chance de construir impacto duradouro, sem abrir mão da disciplina de mercado que garante perenidade aos projetos.

Assista ao vídeo abaixo:

IMPACTO S.A.
Tags: impacto socialnegóciosTECNOLOGIA

Notícias

Falta de engajamento chega a 46% dos eleitores

Eleições 2026: TSE mantém tetos de gastos de 2022

10 de agosto de 2026

Ibovespa fecha com leve baixa, com Petrobras e Itaú; Vale sobe

Endividamento segue no maior patamar da série histórica e famílias continuam no limite financeiro

Krugman critica tarifa dos EUA e diz que Pix virou alvo de disputa comercial

Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

IPCA desacelera para 0,16% em junho com queda nos preços dos alimentos

REPCAST
REPCAST

Rubens Menin defende empreendedorismo coletivo e sucessão planejada para sustentar negócios

17 de agosto de 2026
DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS
Empresas

Resultados do trimestre: Vibra lucra R$ 2,35 bi e Oncoclínicas amplia perda

17 de agosto de 2026
poupança, Tesouro Selic e CDB: quanto rendem R$ 10 mil com Selic a 14%
INVESTIMENTOS E FINANÇAS

Tesouro Selic, CDB ou poupança: quanto rendem R$ 10 mil com Selic a 14% em agosto de 2026

17 de agosto de 2026
RAV SANY LIVE SHOW
RAV SANY

André Duek: de office boy a CEO e alvo de gigante global

17 de agosto de 2026

Leia Mais

  • Análises
  • ECONOMIA
  • MERCADOS
PLOA 2027

PLOA 2027: governo projeta R$ 1.741 de salário mínimo e R$ 9,9 bilhões a mais em INSS e BPC

17 de agosto de 2026

Entenda como o PLOA 2027 reserva recursos para salário mínimo, INSS, BPC e seguro-desemprego e o que isso indica para...

MAQUININHA

Vale-alimentação: pode sacar? Veja as regras de uso

17 de agosto de 2026

Saiba onde usar o vale-alimentação, por que o saque livre não é permitido e quais vantagens a empresa não pode...

ibc-br

IBC-Br: o que é, como funciona e onde ver os dados oficiais

17 de agosto de 2026

Entenda o que é o IBC-Br, como ele difere do PIB e aprenda a consultar os dados oficiais do Banco...

BOLETIM FOCUS

Boletim Focus mantém IPCA de 2026 em 5,02% e Selic em 13,75%

17 de agosto de 2026

O mercado financeiro manteve em 5,02% a projeção para a inflação brasileira em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta...

DÓLAR

Dólar e custo de vida: o que muda em combustíveis e remédios

15 de agosto de 2026

Entenda, com base em ANP e CMED, como o dólar influencia preços de combustíveis e medicamentos e o que você...

Em clima natalino, Ibovespa fecha no vermelho

Ibovespa em queda: o que a venda do estrangeiro sinaliza

17 de agosto de 2026

Entenda por que o Ibovespa emendou nove quedas, como o estrangeiro passou a vender Brasil e quais dados acompanhar para...

São Paulo registra aumento de quase 2% no número de inadimplentes em dezembro

Inadimplência, bancos e Bolsa: o alerta de Saravalle

15 de agosto de 2026

Entenda, pela visão de Saravalle, como inadimplência pressiona lucros dos bancos, trava crédito e ajuda a explicar a fraqueza da...

CARTEIRA DE TRABALHO

Desemprego cai para 5,4% no Brasil no 2º trimestre de 2026, mostra IBGE

14 de agosto de 2026

Entenda o último dado oficial do IBGE para desemprego em 2026, o que a taxa de 6,1% mostra e o...

PIX

Golpe do Pix: como checar se o pagamento é seguro

14 de agosto de 2026

Aprenda a conferir dados no app do banco e usar as regras do BC e o MED para reduzir o...

JUROS

Juros altos e bancos: como a inadimplência trava o crédito

14 de agosto de 2026

Entenda como juros altos elevam a inadimplência, travam o crédito em bancos como o BB e o que isso significa...

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
redacao@bmcnews.com.br

Comercial:
comercial@bmcnews.com.br

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRASIL PRODUTIVO
      • Mercado de Capitais
      • Inovação travada
    • CONTA BRASIL
      • Combustível Brasil
    • BRASIL QUE INOVA
    • BRASIL QUE EMPREENDE
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • NEW DEAL
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • RAV SANY
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • BRAZILIAN WEEK 2026
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • CARLOS HONORATO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • LIANE GARCIA
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.