Um relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal aponta Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como possível destinatário de pagamentos e benefícios custeados por terceiros.
As informações aparecem em conversas entre a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Cleber Ribas. A investigação de Lulinha apura possível intermediação de negócios da empresa 3Structure IT com a Dataprev.
A PF associa Lulinha a reuniões de interesse empresarial, discussões sobre negócios e, em uma ocasião, a uma questão envolvendo a emissão de nota fiscal.
O que a Polícia Federal pretende esclarecer?
Os investigadores avaliam que os elementos reunidos justificam o aprofundamento das diligências para esclarecer o papel de Lulinha e a existência de eventuais vantagens recebidas.
A defesa nega irregularidades e classifica a divulgação das mensagens como seletiva.
O que Lula disse sobre a investigação?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou qualquer tentativa de interferência nas apurações envolvendo o filho.
Lula afirmou que a Polícia Federal tem liberdade para investigar e declarou que ninguém está acima da lei. O presidente disse ainda que cabe a Lulinha apresentar sua defesa e provar a inocência.
Caso alguma irregularidade seja comprovada, Lula afirmou que o filho deverá ser julgado e punido.
Quais suspeitas são investigadas?
A investigação de Lulinha envolve inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negócios de empresas com órgãos do governo federal.
A defesa de Lulinha nega que ele tenha cometido irregularidades.
A apuração segue com o objetivo de esclarecer as relações empresariais identificadas e eventuais benefícios mencionados no relatório policial.














