Augusto Cury registrou o principal avanço entre os candidatos à Presidência nas duas pesquisas eleitorais divulgadas nesta segunda-feira (31). Os levantamentos Atlas-Bloomberg e BTG-Nexus mostram crescimento do candidato do Avante nas simulações de primeiro turno, com Cury alcançando a terceira colocação nos dois estudos.
Na pesquisa Atlas-Bloomberg, Augusto Cury passou de 1,6% para 7,8% das intenções de voto. No BTG-Nexus, o movimento foi ainda mais expressivo: o candidato avançou de 2% na semana anterior para 11% no levantamento atual.
O crescimento ocorre ao mesmo tempo em que os dois candidatos mais bem colocados, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, perderam pontos nas simulações de primeiro turno apresentadas no material. Na Nexus, Lula passou de 41% para 39%, enquanto Flávio recuou de 37% para 33%.
Na Atlas-Bloomberg, Lula aparece com 43,4%, Flávio Bolsonaro com 33,7% e Augusto Cury com 7,8%. O conjunto dos números mostra uma maior distribuição das intenções de voto entre os candidatos neste início da campanha presidencial.
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Quanto Augusto Cury tem nas pesquisas eleitorais?
Os dois levantamentos colocam Augusto Cury na terceira posição, embora apresentem percentuais diferentes. Na Atlas-Bloomberg, o candidato do Avante aparece com 7,8% das intenções de voto. Na rodada anterior considerada pelo levantamento, Cury tinha 1,6%.
Isso representa uma alta de 6,2 pontos percentuais entre os dois resultados apresentados.
Já na pesquisa BTG-Nexus, Augusto Cury alcança 11%. Na semana anterior, estava com apenas 2%. Nesse caso, o avanço foi de nove pontos percentuais.
A comparação mostra que o crescimento não aparece apenas em um levantamento isolado. Tanto Atlas-Bloomberg quanto BTG-Nexus registraram uma expansão relevante das intenções de voto atribuídas ao candidato.
Os percentuais absolutos são diferentes, como é comum em pesquisas feitas por institutos distintos, mas o movimento indicado pelas duas pesquisas ocorre na mesma direção.
Augusto Cury já aparece em terceiro lugar?
Sim. Nas duas pesquisas Augusto Cury ocupa a terceira colocação nas simulações de primeiro turno.
Na Atlas-Bloomberg, os números são:
- Lula: 43,4%;
- Flávio Bolsonaro: 33,7%;
- Augusto Cury: 7,8%.
No BTG-Nexus:
- Lula: 39%;
- Flávio Bolsonaro: 33%;
- Augusto Cury: 11%.
Quanto Augusto Cury cresceu em relação às pesquisas anteriores?
O crescimento mais intenso aparece no BTG-Nexus. Augusto Cury passou de 2% para 11% em uma semana. A diferença nominal é de nove pontos percentuais. Na Atlas-Bloomberg, passou de 1,6% para 7,8%, uma alta de 6,2 pontos.
É importante observar que crescimento em pontos percentuais é diferente de crescimento percentual. Comparar diretamente 2% com 11%, por exemplo, significa dizer que houve um avanço de nove pontos percentuais, e não simplesmente uma alta de nove por cento.
Essa diferença ajuda a dimensionar corretamente a movimentação registrada pelas pesquisas.
O avanço chama atenção especialmente porque ocorreu em um período no qual Lula e Flávio Bolsonaro, os dois nomes que aparecem nas primeiras posições, registraram queda nas simulações mencionadas no material.
O crescimento de Augusto Cury muda o cenário do primeiro turno?
Os dados indicam uma maior dispersão das intenções de voto. Até aqui, Lula e Flávio Bolsonaro seguem ocupando as duas primeiras posições nos levantamentos apresentados, mas o avanço de um terceiro candidato reduz a concentração do eleitorado nos dois nomes principais.
Esse tipo de movimentação pode ganhar importância na dinâmica do primeiro turno porque altera a distribuição dos votos entre os concorrentes.
Para uma eleição presidencial ser decidida no primeiro turno, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos. Quanto mais pulverizada estiver a preferência dos eleitores, maior pode ser a dificuldade de um candidato atingir esse patamar.
Pesquisas registram as intenções declaradas no período em que foram realizadas e podem variar durante a campanha.
O que as pesquisas mostram sobre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno?
Apesar da maior dispersão observada no primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem como protagonistas dos cenários de segundo turno apresentados no material.
Na Atlas-Bloomberg, Lula aparece com 47,1% das intenções de voto contra 42,6% de Flávio Bolsonaro. A vantagem numérica do presidente caiu de 6,3 para 4,5 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.
Na pesquisa BTG-Nexus, a diferença é menor: Lula registra 46%, enquanto Flávio aparece com 45%.
Nesse levantamento, a diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos. Os dois repetiram os percentuais registrados na semana anterior.
O que ainda precisa ser observado nas próximas pesquisas?
O principal ponto será verificar se o avanço de Augusto Cury se mantém nas próximas rodadas. Uma única variação pode refletir diferentes fatores relacionados ao momento em que a pesquisa foi feita. Quando levantamentos posteriores confirmam o mesmo movimento, fica mais fácil identificar uma tendência mais duradoura.
Neste caso, há um elemento relevante: duas pesquisas diferentes registraram crescimento do candidato. Ainda assim, os percentuais entre os institutos são distintos, 7,8% na Atlas-Bloomberg e 11% no BTG-Nexus.
Também será necessário acompanhar o comportamento das intenções de voto de Lula e Flávio Bolsonaro.
Na Nexus, ambos perderam pontos no primeiro turno. Ao mesmo tempo, no segundo turno, Lula continua numericamente à frente de Flávio nos dois levantamentos apresentados.
Neste momento, portanto, as pesquisas mostram três características principais: Lula permanece na primeira colocação nas simulações divulgadas, Flávio Bolsonaro segue em segundo lugar e Augusto Cury aparece como o nome que mais avançou, assumindo a terceira posição.
O comportamento das próximas pesquisas indicará se a maior dispersão do eleitorado será mantida ou se os percentuais voltarão a se concentrar nos dois candidatos que atualmente lideram a disputa.

















