BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNAS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNAS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNAS

Pix Global: por que o sistema de pagamentos do Brasil deve estar no radar mundial

OpiniãoPor Opinião
08/10/2025

Por Leonardo Baptista*

Por muito tempo, a América Latina foi colocada à margem do debate sobre inovação financeira. O Vale do Silício, Londres e, mais recentemente, os hubs asiáticos dominaram a narrativa sobre o futuro dos pagamentos digitais. Mas o Brasil virou o jogo. Em menos de quatro anos, o Pix não apenas se consolidou como a principal forma de pagamento no país, superando cartões de crédito e débito, como também se tornou um estudo de caso global, reposicionando o país como protagonista de um sistema financeiro em transformação.

Leia Mais

Fachada do Congresso Nacional, em Brasília, com uma das cúpulas do complexo arquitetônico em destaque e prédios administrativos ao fundo.

Estado caro no Brasil 2026: carga tributária chega a 34% do PIB

30 de agosto de 2026
Cubos metálicos formam a palavra “FED” sobre uma nota de dólar americano, em referência ao Federal Reserve e à política monetária dos Estados Unidos.

Por que stablecoins e tarifas passaram a importar mais para os juros?

29 de agosto de 2026

O sucesso brasileiro se explica também pelo desenho do seu mercado. Com apenas cinco grandes bancos dominando, dois públicos e três privados, o país conseguiu criar um ambiente propício para implementar o Pix e, sobretudo, garantir sua adoção massiva. Nos EUA, por exemplo, a pulverização de milhares de instituições financeiras e a forte influência do setor privado, especialmente das empresas de cartões de crédito, dificultam a criação de um sistema público robusto. Soma-se a isso a visão econômica que restringe o papel do Estado.

Lançado em 2020 pelo Banco Central, o Pix nasceu com uma ambição que hoje soa visionária: reduzir a fricção das transações, ampliar a inclusão bancária e diminuir custos de intermediação. O que poderia ter sido apenas mais um experimento de pagamentos instantâneos rapidamente se transformou em uma tendência. O Brasil é o segundo maior do mundo em pagamentos instantâneos, levando em conta o número de transações, atrás apenas da Índia, segundo pesquisa da Prime Time for Real-Time Report.

Essa escala impressiona. Diferentemente de soluções privadas como Venmo ou Cash App, ou mesmo de sistemas públicos como o UPI indiano, que opera sob governança regulatória própria, o Pix é um projeto de Estado totalmente regulado e operado pelo Banco Central. Trata-se de infraestrutura pública, não de uma empresa ou aplicativo e, justamente por isso, o impacto é profundo, criando um ambiente de confiança e interoperabilidade que derruba barreiras tradicionais.

A pergunta que deveria ecoar em Nova York, Londres e Cingapura é direta: o que aconteceria se esse modelo fosse exportado? O Pix sugere um futuro de pagamentos sem atrito, em que a transferência de valor ocorre de forma quase invisível, tão simples quanto o envio de uma mensagem. Num mundo em que ainda se paga taxa para movimentar dinheiro entre contas, ou em que compensações internacionais exigem dias, o Brasil mostra que já vive em outra era.

A expansão internacional do Pix ainda é incipiente. Cada país possui regras próprias, estruturas financeiras distintas e políticas regulatórias complexas. Harmonizar legislações e integrar sistemas exigirá negociações multilaterais, ajustes tecnológicos e paciência política. Ainda assim, o interesse global cresce. Setores como o varejo internacional, iGaming e turismo, já identificam no Pix uma alternativa eficiente e rastreável, capaz de substituir métodos tradicionais e oferecer vantagem competitiva para operadores comprometidos com compliance.

Essa movimentação não passou despercebida. Países do BRICS estudam replicar o modelo, Portugal já investe em sua adoção no setor hoteleiro e, nos Estados Unidos, a plataforma começa a ser usada no varejo voltado à brasileiros. O que nasceu como uma necessidade doméstica está, pouco a pouco, se transformando em tendência internacional, mas sua consolidação global dependerá de fatores políticos, regulatórios e de governança que vão além da tecnologia.

O Pix mostra que é possível conciliar inovação tecnológica com regulação estatal, inclusão financeira e redução de custos. Ao fazê-lo, o Brasil envia ao mundo uma mensagem clara: abriu caminho para pagamentos instantâneos eficientes e confiáveis. Ignorar esse movimento é perder de vista um dos experimentos mais bem-sucedidos de política pública digital da atualidade, mas é preciso reconhecer que a consolidação global ainda é um desafio complexo.

Artigo escrito por Leonardo Baptista – CEO e cofundador da Pay4Fun, primeira instituição de pagamento, que atua no setor de apostas esportivas, a receber a autorização do Banco Central do Brasil

As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News


Leia mais colunas de opinião aqui

Se você usa Pix esse novo golpe pode atingir sua conta bancária

Pix (Créditos: depositphotos.com / BrendaRochaBlossom)

Notícias

IPCA-15 DE AGOSTO

Conta de luz puxa inflação para baixo em agosto; veja o que ficou mais barato

26 de agosto de 2026

Eleições 2026: TSE mantém tetos de gastos de 2022

Ibovespa fecha com leve baixa, com Petrobras e Itaú; Vale sobe

Endividamento segue no maior patamar da série histórica e famílias continuam no limite financeiro

Krugman critica tarifa dos EUA e diz que Pix virou alvo de disputa comercial

Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

Fachada do Congresso Nacional, em Brasília, com uma das cúpulas do complexo arquitetônico em destaque e prédios administrativos ao fundo.
ECONOMIA

Estado caro no Brasil 2026: carga tributária chega a 34% do PIB

30 de agosto de 2026
Cubos metálicos formam a palavra “FED” sobre uma nota de dólar americano, em referência ao Federal Reserve e à política monetária dos Estados Unidos.
ECONOMIA

Por que stablecoins e tarifas passaram a importar mais para os juros?

29 de agosto de 2026
crédito privado
INVESTIMENTOS E FINANÇAS

Crédito privado deixa de ser exclusividade de institucionais e chega ao investidor pessoa física

29 de agosto de 2026
À esquerda, fachada de uma das lojas da Casas Bahia. À direita fachada de uma das unidades do Habib's.
EMPRESAS E NEGÓCIOS

De Casas Bahia a Habib’s: o que explica a nova onda de recuperações

29 de agosto de 2026

Leia Mais

  • Análises
  • ECONOMIA
  • MERCADOS
Fachada do Congresso Nacional, em Brasília, com uma das cúpulas do complexo arquitetônico em destaque e prédios administrativos ao fundo.

Estado caro no Brasil 2026: carga tributária chega a 34% do PIB

30 de agosto de 2026

Custo da ineficiência no Brasil em 2026: carga tributária em até 34% do PIB, quase 40% de informalidade e baixa...

Cubos metálicos formam a palavra “FED” sobre uma nota de dólar americano, em referência ao Federal Reserve e à política monetária dos Estados Unidos.

Por que stablecoins e tarifas passaram a importar mais para os juros?

29 de agosto de 2026

Fed mantém 8 reuniões em 2026, discute comunicação mais neutra e convive com tarifas EUA–China–Canadá de 7,5% a 25%. Veja...

Créditos: depositphotos.com/rmcarvalhobsb

IPCA-15 abre espaço para Selic cair a 13,25% ainda em 2026

28 de agosto de 2026

O dado mais recente do IPCA-15 trouxe sinais de desinflação que começam a alterar as projeções para a trajetória da...

Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

Caged cria 58,6 mil vagas em julho e reforça sinais de desaceleração do emprego; veja análise

28 de agosto de 2026

O Brasil criou 58,6 mil postos de trabalho com carteira assinada em julho, abaixo da expectativa de 115 mil vagas...

Kevin Warsh - Jackson Hole

Warsh mantém setembro em aberto, mas eleva exigência para corte de juros

28 de agosto de 2026

O discurso de Kevin Warsh no Simpósio de Jackson Hole deixou uma mensagem mais restritiva para os mercados, mesmo sem...

Entrada da sede da B3, em São Paulo, com o logotipo da Bolsa brasileira em destaque no saguão.

Bolsa Brasil 2026: juros, IA e escala 6×1 no radar

28 de agosto de 2026

Veja em 2026 como fluxo estrangeiro na B3, boom de IA com NVIDIA, IPCA-15, juros do Copom, risco fiscal e...

Notebook em um site de compra, com elementos que representam compras, como carrinho e embalagem.

Taxa das blusinhas: Congresso acelera votação para impedir retorno do imposto de 20%

28 de agosto de 2026

O Congresso Nacional acelerou a tramitação da medida provisória que suspendeu a chamada taxa das blusinhas, em uma corrida contra...

Máquina agrícola jogando fertilizante na plantação.

CMN amplia crédito para fertilizantes e reduz custo de linhas para minerais críticos

28 de agosto de 2026

O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o acesso de empresas da cadeia de fertilizantes às linhas do Plano Brasil Soberano...

Calculadora e dinheiro

Salário mínimo 2027 em 2026: projeções oficiais ainda ausentes

27 de agosto de 2026

Governo federal ainda não divulgou valor oficial do salário mínimo de 2027 nem impacto fiscal. Veja por que estimativas bilionárias...

trabalho pnad carteira

Desemprego atinge menor nível para julho, mas mercado de trabalho desacelera

27 de agosto de 2026

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo dados da Pesquisa Nacional por...

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
redacao@bmcnews.com.br

Comercial:
comercial@bmcnews.com.br

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRASIL PRODUTIVO
      • Inovação travada
    • CONTA BRASIL
      • Combustível Brasil
    • BRASIL QUE INOVA
    • BRASIL QUE EMPREENDE
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • NEW DEAL
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • RAV SANY
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • BRAZILIAN WEEK 2026
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • CARLOS HONORATO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • LIANE GARCIA
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.