A guerra entre Estados Unidos e Irã entra em uma nova fase de tensão, com riscos de expansão para outros países e preocupação crescente com o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o mercado mundial de petróleo. As negociações diplomáticas seguem paralisadas nesta quarta-feira (19), enquanto novos episódios militares aumentam a possibilidade de restrições à oferta da commodity.
Forças iranianas avaliam a possibilidade de atacar instalações militares americanas na Europa caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensifique o conflito. Entre os possíveis alvos citados estão instalações localizadas na Bulgária e no Chipre.
Ao mesmo tempo, os Emirados Árabes Unidos suspenderam todas as relações comerciais e financeiras com o Irã. A decisão ocorreu depois de o país acusar Teerã de lançar dois mísseis balísticos em direção às suas águas territoriais. O Irã nega envolvimento.
Estreito de Ormuz permanece no centro das tensões
O Estreito de Ormuz segue como um dos principais focos de preocupação para o mercado de energia. Trump afirma que a passagem está aberta e sob controle americano, mas o tráfego marítimo observado na região continua extremamente baixo.
Nesta semana, um navio cargueiro foi atacado enquanto transitava pelo estreito, deixando uma pessoa morta.
Estados Unidos e Omã também divergem sobre uma proposta para administrar o tráfego marítimo na região. Washington se opõe a pontos do acordo negociado pelos omanitas com o Irã.
Sem uma solução para o Estreito de Ormuz, permanece o risco de restrições na oferta global de petróleo. Segundo as laudas do programa, analistas avaliam que a cotação da commodity pode superar US$ 100 por barril.
Trump descarta novo cessar-fogo temporário
As perspectivas de uma solução diplomática também diminuíram. Trump afirmou que não existem negociações em andamento nem novas conversas agendadas com Teerã.
O presidente americano também descartou prorrogar o acordo de cessar-fogo de 60 dias, que expirou nesta semana e já havia perdido efeito na prática.
Do lado iraniano, o chanceler Abbas Araghchi afirmou que Teerã não aceitará um novo cessar-fogo temporário. Segundo ele, um eventual entendimento precisa encerrar definitivamente a guerra e criar condições para impedir uma retomada do conflito.
















