Pular para o conteúdo
Mercados
IBOV 205.515 -0.48% USD/BRL R$ 5,04 +0.29% EUR/BRL R$ 5,66 +0.86% BTC/BRL R$ 412.092 -0.07% PETR4 R$ 57,94 -0.29% VALE3 R$ 66,15 -0.85% WEGE3 R$ 49,98 -0.91% ITUB4 R$ 48,60 -0.78% BBDC4 R$ 20,79 -0.38% BBAS3 R$ 23,89 -1.24% BPAC11 R$ 78,12 -0.23% ABEV3 R$ 16,71 +1.15% CYRE3 R$ 32,73 +0.86%
Nelogica
ECONOMIA

Novo empréstimo a distribuidoras vai garantir liquidez do setor elétrico, diz Aneel

Dessa vez, o objetivo do empréstimo é reduzir o déficit da conta bandeiras e bancar outras medidas emergenciais tomadas durante a crise hídrica, evitando um forte reajuste das tarifas em 2022

O novo financiamento que está sendo estruturado para atender as distribuidoras de energia vai garantir a liquidez do setor elétrico, que vem sofrendo com a disparada dos custos de geração, disse o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, nesta quarta-feira.

Perto de ser formalizada pelo governo, a operação financeira deve seguir os moldes do financiamento contratado pelo setor elétrico no ano passado para fazer frente aos impactos da pandemia.

Dessa vez, o objetivo do empréstimo é reduzir o déficit da conta bandeiras e bancar outras medidas emergenciais tomadas durante a crise hídrica, evitando um forte reajuste das tarifas em 2022.

“A solução para garantir a liquidez do setor é esse empréstimo. Não é pedalada, estamos com alta concentração de custo”, afirmou Pepitone, durante audiência em comissão do Senado para averiguar causas e efeitos da crise hidroenergética.

Ele se referia ao editorial do jornal O Estado de S.Paulo publicado nesta quarta-feira. Ele não comentou, porém, sobre o cronograma para a operação ou o tamanho do empréstimo.

O financiamento poderia atingir até 15 bilhões de reais, disseram à Reuters, em outubro, pessoas com conhecimento do acordo.

O diretor-geral da Aneel afirmou ainda que o aumento médio das tarifas de energia em 2022 será “muito inferior” à projeção de 21% que consta em documento oficial da Aneel.

Segundo Pepitone, o número não considera ações de gestão tarifária que já estão na agenda da Aneel e que devem mitigar o reajuste médio.

Na lista de medidas para o próximo ano estão a antecipação de um aporte de 5 bilhões de reais em recursos da capitalização da Eletrobras e a redução do serviço da dívida de Itaipu.

Ainda durante a audiência, Pepitone afirmou que em nenhum momento a agência sofreu interferências do Ministério da Economia, Ministério de Minas e Energia ou do Banco Central.

“Somos um órgão de Estado, independente e autônomo. Isso (potenciais interferências) é uma narrativa que não é condizente com a realidade”, disse.

Se inscreva no nosso canal e acompanhe a programação ao vivo.