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ECONOMIA

Economista alerta que ajuste fiscal ainda precisa de credibilidade

Sérgio Vale, economista da MB Associados, avaliou no programa BM&C News, que os movimentos do governo Lula em relação ao ajuste fiscal têm gerado discussões significativas sobre suas repercussões no mercado financeiro. Embora medidas como a taxação da população mais rica e a revisão de subsídios fiscais possuam mérito, a eficácia desse ajuste ainda depende da arrecadação, o que pode fragilizar a credibilidade das metas estabelecidas.

Vale observa que, “o mercado não negocia narrativa, mas sim risco“. Isso implica que as decisões do governo precisam ser claras e efetivas para evitar uma percepção negativa que poderia impactar o comportamento do mercado. As tentativas de ajustes via IOF e pacotes combinados, especialmente com o cenário eleitoral de 2026 em vista, podem aumentar a tensão fiscal e pressionar as curvas de juros a longo prazo.

Como o mercado reage às sinalizações do governo?

O especialista destaca que as reações do mercado são diretamente influenciadas pelas sinalizações do governo. “Tanto o Congresso quanto o governo contribuem para a tensão fiscal“, afirma. Essa interação entre os poderes pode resultar em incertezas para economia, que afetam a confiança dos investidores.

Além disso, a credibilidade das medidas adotadas será crucial para a confiança do mercado. A percepção de risco pode ser exacerbada dependendo de como o governo e o Congresso se posicionam em relação às políticas fiscais. É essencial que haja uma comunicação clara e um comprometimento genuíno com o ajuste fiscal.

Como os investidores podem se preparar?

Investidores devem estar atentos às mudanças nas políticas fiscais e às reações do mercado a essas mudanças. Uma estratégia de investimento sólida deve considerar as possíveis flutuações nas taxas de juros e a volatilidade decorrente das incertezas políticas. Para se preparar adequadamente, é importante:

  • Monitorar as declarações do governo e do Congresso;
  • Reavaliar portfólios em função das expectativas de juros;
  • Considerar diversificação para mitigar riscos associados a incertezas fiscais.

Com um cenário tão dinâmico, a capacidade de adaptação será um diferencial para os investidores em busca de maximizar seus retornos.

Economista alerta que ajuste fiscal ainda precisa de credibilidade
Brasília (DF) 13/08/2025 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante assinatura da medida provisória (MP) Brasil Soberano., no Palácio do Planalto Foto: CanalGov/Reprodução