BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Índice de Basileia, muito mais importante que você imagina 

Rui das NevesPor Rui das Neves
07/08/2026

Quem já passou por muitas primaveras rodando por esse Rio de Janeiro aprendeu, na marra e no asfalto, que confiança é um ativo que se constrói a passos lentos e se perde em segundos. Na minha juventude, cansei de ver bancos famosos sumirem do mapa, como o Banco Nacional, o Banco Econômico e o Bamerindus, deixando uma “galera” trabalhadora na mão. Era um desespero total.

Mas, atualmente, o papo é mais sério, então vamos destrinchar esse “tal” do Índice de Basileia, um indicador que você precisa entender para saber se o seu dinheiro está realmente seguro na conta ou se você está flertando com o perigo. O Índice de Basileia do Sistema Financeiro Nacional atingiu 17,24%, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira divulgado pelo Banco Central do Brasil. O marco consolida a robustez das nossas instituições financeiras e serve para mostrar que, no quesito segurança bancária, o Brasil joga na série A global.

O dia em que o mundo parou para organizar a casa: a história de Basileia

Para entender onde estamos, precisamos dar um pulinho no túnel do tempo. Imagine a cena: década de 1970, o mundo fervendo em crises econômicas, moedas oscilando mais que o preço do quilo da alcatra e o sistema bancário global parecendo uma casa de cartas na beira da praia, prestes a desabar com qualquer vento mais forte. Em 1974, um banco alemão chamado Herstatt quebrou e gerou um efeito dominó que assustou as maiores potências econômicas do planeta. Os caras perceberam que, se um gigante caísse, levaria todo mundo junto para o fundo do poço.

Leia Mais

Valores a Receber

Dinheiro esquecido em bancos: como consultar e sacar valores a receber pelo CPF

11 de agosto de 2026
finanças_1755384372602

Selic a 14%: quanto rende R$ 10 mil na poupança, no CDB, no Tesouro Selic e na LCI

11 de agosto de 2026

Foi aí que os presidentes dos bancos centrais dos países do G10 se reuniram na charmosa cidade de Basileia, na Suíça, e criaram o Comitê de Basileia para Supervisão Bancária. A missão deles era simples no papel, mas complexa na prática: criar regras universais para garantir que os bancos tivessem uma rede de proteção financeira robusta antes de saírem distribuindo empréstimos por aí.

Em 1988, nasceu o Acordo de Basileia I. A regra de ouro era direta: para cada R$ 100 que um banco emprestasse a terceiros, ele precisava ter, no mínimo, R$ 8 de patrimônio próprio guardado a sete chaves. Esse era o oxigênio da instituição se o cliente desse calote. Com o tempo, o mercado mudou, os riscos ficaram mais sofisticados e o comitê lançou o Basileia II, em 2004, refinando os cálculos de risco de mercado e operacional. Mas o bicho pegou de verdade na crise internacional de 2008, aquela que quebrou bancos gigantes nos Estados Unidos e na Europa. Para estancar a sangria, veio o Basileia III, exigindo colchões de capital ainda mais grossos e regras rígidas de liquidez de curto prazo, garantindo que o banco aguente o tranco se houver uma corrida de saques.

O jogo no tabuleiro atual: as atualizações e o último em vigor no Brasil

Aqui na nossa terrinha, o Banco Central do Brasil não brinca em serviço quando o assunto é regulação bancária. O xerife brasileiro adota as diretrizes de Basileia III com bastante rigor (bom, pelo menos é o que parece). Pelas regras internacionais básicas, a exigência de capital é de 8%. Só que o nosso BC coloca adicionais de conservação de capital e riscos sistêmicos na conta, fazendo com que o limite regulatório mínimo efetivo varie entre 10,5% e 11% no Brasil. Esse é o último parâmetro em vigor no país.

Na prática, funciona assim: se um banco apresentar um Índice de Basileia de 15%, significa que ele tem R$ 15 de capital próprio para cada R$ 100 de ativos ponderados pelo risco (créditos concedidos, investimentos, etc). Se o indicador cair abaixo da linha de corte estipulada pelo BC, a luz vermelha acende imediatamente e a instituição entra em uma zona de vulnerabilidade extrema, sendo impedida de expandir suas operações e sofrendo severas intervenções regulatórias.

Mesmo com os últimos casos problemáticos, o sistema se provou consolidado. Vale lembrar esses casos: o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial de 17 instituições financeiras entre o fim de 2025 e o primeiro semestre de 2026. A maioria dessas ações ocorreu em meio à severa crise de liquidez e aos desdobramentos legais envolvendo o Conglomerado Banco Master e empresas associadas.

O nosso colchão é mais grosso: Brasil x gringos

Se você acha que o sistema financeiro dos países desenvolvidos é superior ao nosso, pode mudar de opinião agora mesmo. O Brasil é um dos mercados mais seguros do planeta justamente porque o nosso Banco Central é calejado por décadas de inflação e instabilidade no século passado.

Enquanto a média exigida internacionalmente patina na casa dos 8%, o Sistema Financeiro Nacional fechou o último ciclo auditado com uma média consolidada extraordinária de 17,24%. Para você ter uma ideia do tamanho da solidez atual das nossas maiores potências, confira os números de Basileia dos principais players de mercado em operação:

Quando comparamos esse cenário com os bancos estrangeiros, a vantagem competitiva do Brasil fica nítida. Nos Estados Unidos e na Europa Ocidental, a média das instituições financeiras costuma flutuar de maneira mais ajustada, perto dos limites mínimos estabelecidos, girando frequentemente entre 12% e 14%. O modelo regulatório americano permite uma alavancagem muito mais agressiva que a nossa. O resultado disso? Quando uma crise imobiliária ou de juros bate à porta deles, bancos de médio e grande porte quebram lá fora com muito mais facilidade do que aqui. O nosso colchão de liquidez de 17,24% cria uma barreira de proteção fantástica que absorve os impactos da inadimplência sem ameaçar as economias dos correntistas.

O perigo invisível do tijolo: o Índice de Imobilização, que anda sempre “juntinho” com o Basileia

Agora, segura esse detalhe crucial que quase ninguém te conta no balcão da agência ou na corretora: não basta apenas ter um patrimônio gigantesco no papel se esse dinheiro estiver todo “preso” em coisas que você não consegue vender da noite para o dia. É exatamente por isso que o Banco Central também monitora de perto o chamado Índice de Imobilização, geralmente chamado de Imobilização do Patrimônio Líquido ou Imobilizado. Esse indicador mede quanto do patrimônio líquido do banco está investido em ativos permanentes, como agências físicas, prédios corporativos, sistemas de TI de longo prazo, veículos e terrenos.

A lógica matemática aqui é pura malandragem do bem: se o banco precisar de dinheiro vivo urgente para pagar os depositantes em uma crise, ele não vai conseguir vender um prédio corporativo na Av. Rio Branco ou na Av. Paulista em cinco minutos, concorda? Por conta disso, o BC estabelece um limite máximo tolerado de 50% para a imobilização. Se o banco ultrapassar essa barreira, significa que ele está sem liquidez imediata, engessado em tijolo e cimento.

Essa preocupação já existe há muitos anos, e o caso mais emblemático foi a criação do primeiro FII de agências bancárias, o BBPO11, em novembro de 2012. Foi o primeiro fundo desse tipo: 64 agências bancárias foram vendidas ao fundo pelo modelo de operação sale-leaseback, também conhecido pela sigla SLB, e ele serviu de exemplo para que houvesse mais IPOs no novo segmento, como o BBRC11, o CXAG11, o BNFS11, o AGCX11 e o SAAG11. Durante os mais de 20 anos, vários passaram por fusões, reestruturações e até mudanças em seus tickers de negociação. Essas mudanças também estão relacionadas à revolução digital, em que os bancos brasileiros estão fechando agências físicas e operando de forma muito mais leve, mantendo esse índice bem abaixo do teto regulatório, o que libera ainda mais dinheiro limpo e rápido para movimentar a economia real.

O veredito de quem já viu de tudo

A mensagem central que fica clara após analisarmos toda a evolução de Basileia é: o sistema bancário brasileiro tem se mostrado uma verdadeira “rocha” de segurança no cenário macroeconômico atual. Nós temos regras rígidas e bancos comerciais com níveis de capitalização muito superiores aos padrões exigidos na Europa e na América do Norte.

Da próxima vez que você for aplicar o seu dinheiro em um CDB, abrir uma conta jurídica para a sua empresa ou planejar os investimentos da sua família, não olhe somente o rendimento final prometido. Acesse o site do Banco Central ou portais especializados em análise de ações, confira o Índice de Basileia e o Índice de Imobilização da instituição escolhida. Dinheiro não aceita desaforo e, com as ferramentas certas na mão, você garante que o seu patrimônio continue protegido e rendendo com total tranquilidade!

*Coluna escrita por Rui das Neves, administrador de empresas, investidor e possui vasta experiência no como incorporador imobiliário.

*As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

*Leia mais colunas do autor clicando aqui

NEGÓCIOS

Foto: Gerado por IA

Tags: Acordo de BasileiaBanco Centralbancos brasileirosBasileia IIIcdbComitê de Basileiacrise bancáriaEstabilidade financeiraÍndice de BasileiaÍndice de Imobilizaçãoinstituições financeirasliquidez bancáriaPatrimônio LíquidoProteção ao Investidorregulação financeira

Notícias

Falta de engajamento chega a 46% dos eleitores

Eleições 2026: TSE mantém tetos de gastos de 2022

10 de agosto de 2026

Ibovespa fecha com leve baixa, com Petrobras e Itaú; Vale sobe

Endividamento segue no maior patamar da série histórica e famílias continuam no limite financeiro

Krugman critica tarifa dos EUA e diz que Pix virou alvo de disputa comercial

Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

IPCA desacelera para 0,16% em junho com queda nos preços dos alimentos

Créditos: depositphotos.com / rmcarvalhobsb
INVESTIMENTOS E FINANÇAS

PIS e Cofins: como os tributos entram nos preços

13 de agosto de 2026
Bolsa Família divulga calendário de maio com novos detalhes
INVESTIMENTOS E FINANÇAS

Bolsa Família: calendário e regras, como consultar hoje

13 de agosto de 2026
Quer começar a investir? Veja por que o Tesouro Direto é a opção mais segura!
ECONOMIA

Tesouro Direto: como ver taxas, impostos e resgate hoje

13 de agosto de 2026
Nova regra do CadÚnico vai impactar milhões de famílias brasileiras
ECONOMIA

Cadastro Único: como atualizar, consultar e o que ele garante

13 de agosto de 2026

Leia Mais

  • Análises
  • ECONOMIA
  • MERCADOS
Quer começar a investir? Veja por que o Tesouro Direto é a opção mais segura!

Tesouro Direto: como ver taxas, impostos e resgate hoje

13 de agosto de 2026

Entenda como verificar hoje taxas, impostos e regras de resgate do Tesouro Direto diretamente em Tesouro Nacional e Receita Federal.

Nova regra do CadÚnico vai impactar milhões de famílias brasileiras

Cadastro Único: como atualizar, consultar e o que ele garante

13 de agosto de 2026

Veja como funciona hoje o Cadastro Único, como atualizar e consultar seus dados em canais oficiais e quais limites o...

Investimento Promissor: Saiba como lucrar com o CDB da Caixa em 2024!

CDB como funcionam rendimento, imposto e garantia

13 de agosto de 2026

Entenda como funciona CDB, como o Imposto de Renda afeta o rendimento e quais são os limites de garantia, usando...

PNAD e Caged em direções opostas: menos desemprego e menos empregos formais

Seguro-desemprego: como funcionam parcelas, regras e consulta

13 de agosto de 2026

Veja como funcionam hoje parcelas, regras e consulta do seguro-desemprego e onde checar valores e número de parcelas direto nas...

O que é risco cambial e como proteger suas finanças em viagens!

Fluxo cambial: Brasil tem entrada de US$ 652 mi em agosto

13 de agosto de 2026

Entenda o que significa o fluxo cambial positivo de US$ 652 mi em agosto, como os canais comercial e financeiro...

Quer começar a investir? Veja por que o Tesouro Direto é a opção mais segura!

Tesouro Direto: como ver taxas, impostos e resgate hoje

13 de agosto de 2026

Entenda como verificar hoje taxas, impostos e regras de resgate do Tesouro Direto diretamente em Tesouro Nacional e Receita Federal.

lula

Juros da dívida: o custo oculto da conta pública

12 de agosto de 2026

Entenda como os juros da dívida pública consomem o Orçamento, reduzem espaço para serviços essenciais e afetam crédito, investimentos e...

(Foto: depositphotos.com / emissu)

Salário mínimo hoje: o que muda em benefícios e INSS

12 de agosto de 2026

Veja como o reajuste do salário mínimo impacta contribuições ao INSS, MEI, abono salarial e benefícios previdenciários, e o que...

cpi eua

CPI dos EUA: veja o que muda na sua parcela de empréstimo

12 de agosto de 2026

Entenda por que o CPI dos EUA não muda parcelas automaticamente e saiba como verificar o possível impacto no seu...

saque FGTS

FGTS para dívidas: como pesar saque-aniversário e Desenrola

12 de agosto de 2026

Veja como comparar uso do FGTS no saque-aniversário e no Desenrola com a opção de guardar o saldo para demissão...

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
redacao@bmcnews.com.br

Comercial:
comercial@bmcnews.com.br

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRASIL PRODUTIVO
      • Mercado de Capitais
      • Inovação travada
    • CONTA BRASIL
      • Combustível Brasil
    • BRASIL QUE INOVA
    • BRASIL QUE EMPREENDE
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • NEW DEAL
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • RAV SANY
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • BRAZILIAN WEEK 2026
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • CARLOS HONORATO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • LIANE GARCIA
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.