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EMPRESAS E NEGÓCIOS

JBS quer ampliar controle da Pilgrim’s e Cosan prepara deslistagem nos EUA

A JBS anunciou uma proposta não vinculante para adquirir a totalidade das ações ordinárias da Pilgrim’s Pride que ainda não possui.

A companhia propôs uma relação de troca de 2,086 ações ordinárias Classe A da JBS para cada ação ordinária da Pilgrim’s Pride.

Atualmente, o grupo detém cerca de 82% das ações em circulação da companhia norte-americana.

Segundo a JBS, a transação tem entre seus objetivos simplificar a estrutura do grupo e reduzir custos.

Por enquanto, a proposta ainda não é vinculante. Isso significa que a operação depende das próximas etapas de avaliação, negociação e eventual aprovação pelas instâncias competentes.

A Pilgrim’s Pride é uma das principais operações internacionais da JBS e tem atuação relevante no mercado de proteínas nos Estados Unidos. Caso avance, a transação pode ampliar o controle direto da companhia brasileira sobre a subsidiária.

Cosan avança com saída da Bolsa de Nova York

A Cosan notificou formalmente a Bolsa de Valores de Nova York sobre sua intenção de deslistar voluntariamente seus ADSs negociados no mercado norte-americano.

Cada ADS da Cosan, representado por ADRs, equivale a quatro ações ordinárias da companhia.

A empresa pretende protocolar o Formulário 25 junto à Securities and Exchange Commission, a SEC, em 8 de setembro de 2026.

Se o cronograma for cumprido, o último dia de negociação dos ADSs da Cosan na NYSE será 18 de setembro.

Segundo a companhia, a decisão faz parte da estratégia de simplificar e otimizar sua estrutura de capital, com redução de custos e maior foco nas frentes consideradas de maior relevância estratégica.

Mesmo após a saída da bolsa americana, a Cosan seguirá com suas ações ordinárias negociadas no Novo Mercado da B3.

A companhia também informou que continuará registrada sob o U.S. Securities Exchange Act de 1934 e seguirá cumprindo obrigações de divulgação previstas pela legislação norte-americana.

Casas Bahia busca alternativas financeiras

O Grupo Casas Bahia informou à Comissão de Valores Mobiliários que mantém negociações com diversos agentes do mercado para buscar alternativas para sua situação financeira.

A manifestação foi feita em resposta a questionamento da CVM sobre notícia envolvendo a negociação de um financiamento DIP de até R$ 1 bilhão.

A companhia afirmou que, até o momento, não há definição sobre eventual operação de obtenção de recursos, incluindo financiamentos.

A varejista relembrou que ajuizou, em 16 de agosto de 2026, pedido de recuperação judicial.

Segundo a empresa, estão em avaliação alternativas como renegociação de prazos de pagamento de dívidas, obtenção de recursos adicionais, mecanismos de transação tributária e liberação de valores depositados em juízo para geração de caixa.

A Casas Bahia reforçou, porém, que não há operação contratada ou aprovada até agora. Também afirmou que não há definição sobre tamanho, prazo ou contraparte de eventual financiamento.

A companhia disse ainda que medidas como fechamento de lojas menos rentáveis, redução de Capex e diminuição de custo estrutural foram mencionadas em seu último balanço, mas ainda não há quantificação oficial sobre economias ou impactos financeiros.

jbs
Divulgação/JBS