O Brasil registrou o 5º maior crescimento no ranking global do PIB no segundo trimestre de 2026 entre as economias que já divulgaram resultados comparáveis para o período. O levantamento da Austin Rating, com dados do FMI, OCDE, Banco Mundial e IBGE, coloca o país atrás apenas de Irlanda, Indonésia, Angola e Malásia na comparação com os três primeiros meses do ano.
O Produto Interno Bruto brasileiro avançou 0,5% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. O dado oficial foi divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e considera a série com ajuste sazonal.
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A taxa representa uma desaceleração em relação aos primeiros três meses do ano, quando a economia brasileira havia crescido 1,1% sobre o quarto trimestre de 2025. Ainda assim, no levantamento da Austin, o avanço foi suficiente para colocar o Brasil entre os cinco primeiros entre os países com informações trimestrais disponíveis.
Quais países lideram o ranking do PIB no segundo trimestre?
A Irlanda ocupa a primeira posição, com crescimento próximo de 1% na comparação com o trimestre anterior. A Indonésia aparece na sequência, com alta de aproximadamente 0,9%.
Angola ocupa o terceiro lugar, com expansão de cerca de 0,7%, enquanto a Malásia registrou avanço próximo de 0,6%. O Brasil vem imediatamente depois, com 0,5%.
O início do ranking fica assim:
| Posição | País | PIB 2ºT26 x 1ºT26 |
|---|---|---|
| 1º | Irlanda | 1,0% |
| 2º | Indonésia | 0,9% |
| 3º | Angola | 0,7% |
| 4º | Malásia | 0,6% |
| 5º | Brasil | 0,5% |
| 6º | Eslovênia | 0,4% |
| 7º | Lituânia | 0,4% |
| 8º | Suécia | 0,4% |
| 9º | Estados Unidos | 0,4% |
| 10º | Sérvia | 0,4% |
Os valores estão arredondados. O levantamento também apresenta uma taxa trimestral anualizada. Nesse cálculo, o crescimento brasileiro de 0,5% equivale a aproximadamente 2,02% em termos anualizados.
A taxa anualizada não representa uma previsão para o crescimento do PIB brasileiro em 2026. Ela converte o ritmo observado no trimestre para uma base anual, permitindo comparações entre economias que divulgam seus indicadores em formatos diferentes.
Os dados publicados sobre o levantamento confirmam o Brasil na quinta colocação, atrás dos quatro países que lideram a lista.
Como o Brasil ficou em relação a Estados Unidos e China?
A posição brasileira coloca o país à frente de algumas das principais economias mundiais na comparação entre o segundo e o primeiro trimestre.
Os Estados Unidos aparecem em 9º lugar, com crescimento próximo de 0,4%. A China ocupa a 19ª posição, com avanço de aproximadamente 0,2%.
O Canadá também cresceu cerca de 0,2% e aparece na 20ª posição. Reino Unido, Alemanha e Japão registraram variações próximas de 0,1% no trimestre e aparecem mais abaixo no levantamento.
A França apresentou estabilidade na comparação trimestral. Na parte inferior da lista das economias que já possuem dados disponíveis, aparecem retrações na Tailândia, em Hong Kong, na Islândia e na Arábia Saudita.
A posição no ranking, porém, deve ser interpretada como uma comparação do ritmo de crescimento em um trimestre específico, e não como uma classificação pelo tamanho das economias. Estados Unidos e China continuam sendo economias significativamente maiores que a brasileira em termos de PIB nominal.
Brasil cresceu acima da média dos países analisados?
Sim. Na comparação entre o segundo e o primeiro trimestre, a média das economias consideradas pela Austin ficou próxima de 0,2%, enquanto o Brasil cresceu 0,5%.
Entre os Brics, a média trimestral foi de aproximadamente 0,3%. Tanto a Zona do Euro quanto o grupo das sete principais economias industrializadas, o G7, registraram média próxima de 0,1%.
Assim, na leitura trimestral, o Brasil cresceu acima da média geral, dos Brics, da Zona do Euro e do G7.
A situação muda, porém, quando a comparação considera um período mais longo.
O que muda na comparação com o segundo trimestre de 2025?
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB brasileiro apresentou crescimento de 2,0%.
Nesse recorte, o desempenho do Brasil ficou abaixo da média geral das economias reunidas pela Austin, de aproximadamente 2,9%, e também abaixo da média dos Brics, de cerca de 4,2%.
Por outro lado, o crescimento brasileiro ficou acima da média da Zona do Euro, de 1,0%, e do G7, de aproximadamente 1,3%.
Essa diferença entre as duas comparações é importante. O ranking trimestral mede a velocidade mais recente da atividade econômica. Já a comparação com o mesmo trimestre do ano anterior oferece uma referência mais ampla sobre o ritmo acumulado da economia.
Por isso, um país pode aparecer nas primeiras posições na comparação trimestral e, ao mesmo tempo, apresentar desempenho inferior ao de outras economias no recorte anual.
O Brasil melhorou ou piorou no ranking da Austin?
A comparação com o levantamento anterior traz um resultado diferente daquele observado apenas na taxa de crescimento.
No primeiro trimestre de 2026, o PIB brasileiro havia avançado 1,1% e o país ocupava a 6ª colocação no ranking da Austin Rating, que naquele momento reunia dados trimestrais de 45 países. O Brasil ficou atrás de Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China.
Agora, mesmo com a desaceleração do crescimento para 0,5%, o Brasil aparece em 5º lugar.
Isso não significa necessariamente uma melhora do desempenho econômico brasileiro. A posição depende não apenas do resultado do Brasil, mas também do crescimento dos demais países e da quantidade de economias que já divulgaram os números de cada período.
Por esse motivo, a comparação mais direta para avaliar a atividade doméstica continua sendo a própria trajetória do PIB: a economia passou de crescimento de 1,1% no primeiro trimestre para 0,5% no segundo. O ranking da Austin acrescenta uma segunda leitura, mostrando como esse avanço se posiciona diante do desempenho recente de outras economias.














