BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Governo Lula gasta o que não tem em verbas de comunicação

Aluizio Falcão Filho Por Aluizio Falcão Filho
04/11/2025
Em OPINIÃO, POLÍTICA

A prioridade número 1 do governo federal é a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os esforços do Planalto estão cada vez mais direcionados para a aprovação de medidas que serão utilizadas na campanha do ano que vem e que sirvam de ganchos para ações de marketing para sensibilizar o eleitor. Neste jogo, as verbas de divulgação são importantíssimas. Por isso mesmo, o governo acaba de elevar o orçamento de comunicação para R$ 876 milhões, em um aumento de R$ 116 milhões sobre os gastos previstos. Em um ano em que o déficit público deverá ficar ente R$ 26 bilhões e R$ 75 bilhões, o governo está gastando o que não tem para ficar bem na fita.

Para se ter uma ideia, a soma dos orçamentos da Secom de 2024 e de 2025 são quase do mesmo tamanho de toda a verba despendida nos quatro anos de Jair Bolsonaro. De 2019 e 2022, gastou-se R$ 1,489 bilhão; já no biênio 2024-2025, os gastos ficarão em R$ 1,476 bilhão.

Não se trata exatamente de uma novidade: governos sempre torram o dinheiro público em busca da reeleição. No mandato anterior, ocorreu algo parecido. A diferença é que Bolsonaro buscou um caminho alternativo e fechou o ano de 2022 com um superávit fiscal de R$ 54,1 bilhões, mantendo os custos de comunicação ligeiramente menores que os de 2021. O pulo do gato foi a PEC Kamikaze, que jogou uma conta de R$ 41,2 bilhões para o governo seguinte (com isso, o programa Auxílio Brasil foi turbinado, juntamente com um pacote de bondades com vistas ao pleito de 2022).

Leia Mais

O tamanho do eleitorado que está à margem da polarização

17 de junho de 2026
Lula

Lula critica protecionismo e defende soberania em discurso no G7

17 de junho de 2026

De qualquer maneira, a administração federal está às voltas com a necessidade de cumprir as regras do arcabouço fiscal. Em tese, deveria cortar despesas em todos os seus ministérios. Mas o da Comunicação – imprescindível para divulgar as realizações de Lula – não só permanece com o orçamento intocado como ainda será inflado.

O que se vê, assim, é uma inversão de prioridades. Enquanto áreas como saúde, educação e segurança pública enfrentam restrições orçamentárias, a comunicação institucional recebe tratamento privilegiado. O governo parece mais preocupado em construir uma narrativa positiva do que em enfrentar os gargalos reais da administração. A propaganda virou política pública e o contribuinte paga a conta.

A justificativa oficial para o aumento da verba é a necessidade de “dar amplo conhecimento à sociedade das políticas e programas do Poder Executivo federal”, segundo nota emitida pelo governo. Mas informar não é o mesmo que convencer. A linha entre comunicação institucional e marketing político está cada vez mais tênue. Campanhas que exaltam feitos do governo, muitas vezes com interpretações generosas, têm como objetivo reforçar a imagem do presidente e preparar terreno para 2026. O que vemos é algo manjado: o uso da máquina pública para fins eleitorais, disfarçado de prestação de contas.

O aumento da verba de comunicação em meio a um cenário fiscal delicado revela uma contradição gritante. O governo que se diz comprometido com responsabilidade fiscal resolve mandar a austeridade às favas e gastar mais justamente na área que trabalha a imagem do presidente. Infelizmente, o aumento das verbas federais de comunicação mostra como funciona a mentalidade do gestor público, algo que extrapola o modo de pensar do petismo: os fins sempre justificam os meios quando se trata de eleição.   

Petrobras recebe R$ 752 mi, Brava tem arbitragem sobre Atlanta e Ultrapar aprova recompra

SpaceX cai pela 1ª vez após IPO e interrompe rali de quase 50%

Ibovespa fecha em queda após decisão do Fed e sinalização de alta de juros

Fed sinaliza postura mais dura para os próximos anos, avalia William Castro Alves

Copom reduz Selic para 14,25%, na terceira queda consecutiva de 2026

Fed mantém juros nos EUA entre 3,50% e 3,75% em decisão unânime

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRAZILIAN WEEK 2026
    • COMBUSTÍVEL BRASIL
    • CUSTO BRASIL
    • INOVAÇÃO TRAVADA
    • MERCADO DE CAPITAIS
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.