O índice de preços de gastos com consumo dos Estados Unidos, conhecido como PCE, avançou 3,7% em junho na comparação anual, em linha com as projeções do mercado. O indicador é acompanhado de perto pelo Federal Reserve na definição da política monetária dos Estados Unidos.
O núcleo do PCE, que exclui os componentes mais voláteis de alimentos e energia, registrou alta de 3,3% em 12 meses. Na comparação mensal, o índice cheio recuou 0,1%, enquanto o núcleo avançou 0,1%.
Segundo Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, os dados mostram que a inflação permanece pressionada no setor de serviços, especialmente em saúde.
“Mesmo com os resultados dentro do consenso, tanto o índice cheio quanto o núcleo continuam acima da meta de inflação de 2% perseguida pelo banco central norte-americano”, avaliou.
PCE: inflação de serviços segue no radar do Fed
Para Yamashita, a composição do PCE reforça a necessidade de atenção à inflação de serviços, que tende a apresentar maior persistência e responder de forma mais lenta às mudanças na política monetária.
A leitura também mantém em debate a condução dos juros nos Estados Unidos. A inflação acima da meta limita o espaço para uma flexibilização mais rápida e aumenta a importância dos próximos indicadores de atividade, emprego e preços.
De acordo com o especialista, o resultado reforça ainda os questionamentos feitos a Kevin Warsh no dia anterior sobre os rumos da política monetária norte-americana.
O PCE é considerado a medida de inflação preferida do Federal Reserve porque acompanha as mudanças no padrão de consumo das famílias e apresenta uma cobertura mais ampla de bens e serviços.














