BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNAS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNAS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNAS

Onde investir em agosto com a Selic a 14%?

Alex AndréPor Alex André
13/08/2026

A taxa Selic está em 14% ao ano em agosto, após o Banco Central promover o quarto corte consecutivo desde março. Antes do início do ciclo de flexibilização monetária, os juros estavam em 15% ao ano.

Mesmo com a redução, o Brasil continua operando com juros elevados, sobretudo quando comparados à inflação esperada para os próximos meses. Para o investidor, isso mantém a renda fixa como uma alternativa relevante, mas o início do ciclo de queda também muda a forma de avaliar prazos, indexadores e taxas.

A decisão sobre onde investir depende do perfil de risco, da necessidade de liquidez e do horizonte de cada investidor.

Leia Mais

Celular com a página da Receita Federal aberta sobre um teclado de computador.

Imposto de Renda em fundos: entenda como funciona a cobrança periódica

31 de agosto de 2026
Sede da Receita Federal, fachada da instituição.

Dividendos pagam Imposto de Renda em 2026? Veja como funciona a nova tributação

28 de agosto de 2026

O que o Copom sinalizou e por que isso importa?

Na reunião de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.

Apesar do corte, o Banco Central manteve uma postura cautelosa. No comunicado, o Comitê afirmou que monitora com atenção o risco de desancoragem das expectativas de inflação e avaliou que o balanço de riscos segue assimétrico para cima.

Na prática, o Copom não antecipou os próximos passos e reforçou que as decisões dependerão da evolução da inflação, das expectativas e da atividade econômica.

O Boletim Focus mais recente, divulgado pelo Banco Central, aponta mediana de 13,75% para a Selic no fim de 2026 e de 12% para 2027.

Para o IPCA, a projeção para 2026 está em 5,02%, acima do teto de 4,5% do sistema de metas.

Esse cenário indica que o processo de redução dos juros pode continuar, mas sem garantia de velocidade constante.

Poupança, CDB ou Tesouro Selic: como comparar?

Com a Selic em 14%, investimentos pós-fixados continuam oferecendo remuneração elevada.

A taxa CDI estava em aproximadamente 13,90% ao ano em 12 de agosto. Um CDB que pague 100% do CDI acompanha essa taxa, mas o rendimento efetivo nos próximos 12 meses dependerá da trajetória dos juros.

Se a Selic cair, o CDI também tende a acompanhar o movimento.

Por isso, não é possível afirmar hoje quanto exatamente um CDB de 100% do CDI ou o Tesouro Selic renderá durante os próximos 12 meses.

Para efeito exclusivamente ilustrativo, se o CDI permanecesse em 13,90% durante todo o período, um investimento de R$ 10 mil em um CDB a 100% do CDI teria rendimento bruto de aproximadamente R$ 1.390.

Considerando alíquota de Imposto de Renda de 17,5% sobre o rendimento após 12 meses, o saldo ficaria próximo de R$ 11.146,75.

A simulação não representa uma projeção de retorno, já que a taxa pode mudar ao longo do período.

E a poupança?

Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a regra da poupança estabelece rendimento de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).

Os 0,5% ao mês equivalem a aproximadamente 6,17% ao ano antes da TR.

A poupança é isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas, mas deixa de acompanhar proporcionalmente a alta dos juros quando a Selic supera 8,5%.

Também não é possível prever exatamente seu rendimento pelos próximos 12 meses, porque a TR varia ao longo do período.

O que considerar em cada perfil

Conservador: segurança e liquidez

Para quem prioriza liquidez e menor exposição a oscilações, alternativas como Tesouro Selic e CDBs de liquidez diária podem continuar fazendo parte da carteira.

No caso dos CDBs, é importante observar a solidez da instituição emissora e as regras de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC cobre produtos elegíveis em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição ou conglomerado financeiro, dentro das regras previstas pelo fundo.

Já o Tesouro Selic tem liquidez diária e costuma ser utilizado por investidores para recursos de curto prazo e reserva de emergência.

No Tesouro Selic, aplicações de até R$ 10 mil têm isenção da taxa de custódia da B3 sobre esse limite.

Moderado: avaliar taxas de prazo mais longo

Com o início do ciclo de queda da Selic, títulos prefixados e indexados à inflação podem ganhar espaço na análise de investidores com horizonte maior.

Tesouro IPCA+, títulos prefixados e CDBs com vencimentos mais longos permitem contratar uma taxa no momento da aplicação.

Mas há uma diferença importante.

Nos títulos do Tesouro Direto, a rentabilidade contratada é válida para quem mantém o papel até o vencimento. Caso o investidor venda antes, o preço estará sujeito à marcação a mercado.

Isso significa que o valor do título pode subir ou cair de acordo com as taxas praticadas no mercado.

Por isso, taxas como IPCA + 7% ou prefixados próximos de 14% não devem ser vistas como referências permanentes. Elas variam diariamente conforme o vencimento, o emissor e as condições de mercado.

Além disso, as taxas longas não dependem apenas da Selic. Expectativas de inflação, situação fiscal, cenário internacional e percepção de risco também influenciam os preços dos títulos.

Arrojado: renda variável exige seletividade

A queda dos juros costuma mudar a avaliação de ativos de renda variável, mas uma Selic de 14% ainda mantém elevado o custo de oportunidade para quem investe na Bolsa.

Setores mais sensíveis aos juros, como varejo e construção civil, podem ser beneficiados em cenários de redução consistente da taxa básica, mas o desempenho também depende de fatores como crescimento econômico, endividamento, resultados das empresas e perspectivas para o consumo.

Fundos imobiliários também podem ganhar espaço nas análises à medida que os juros recuam, mas não há garantia de valorização. Vacância, inadimplência, qualidade dos imóveis, gestão e preço das cotas continuam sendo fatores relevantes.

A decisão de ampliar a exposição à renda variável deve considerar tolerância ao risco e horizonte de longo prazo.

Diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos segue elevado

A Selic está em 14% ao ano, enquanto a faixa dos juros básicos nos Estados Unidos está entre 3,50% e 3,75%.

Considerando o ponto médio da faixa americana, de 3,625%, o diferencial nominal entre as taxas está próximo de 10,4 pontos percentuais.

Esse diferencial pode aumentar a atratividade de ativos brasileiros para investidores internacionais, mas não determina sozinho o comportamento do câmbio.

Risco fiscal, cenário político, fluxo internacional de capitais, preços de commodities e decisões dos bancos centrais também influenciam o real.

Nos Estados Unidos, o CPI referente a julho foi divulgado em 12 de agosto e mostrou alta de 0,1% no mês e de 3,4% em 12 meses.

Nesta quinta-feira, 13 de agosto, foi divulgado o índice de preços ao produtor, o PPI, que ficou estável no mês e acumulou alta de 4,7% em 12 meses.

Na última reunião, em 29 de julho, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%. Três integrantes do Comitê votaram por uma alta de 0,25 ponto percentual.

Por isso, não há indicação garantida de estabilidade dos juros americanos pelos próximos meses. As decisões continuarão dependendo dos dados de inflação, emprego e atividade econômica.

O que observar antes de investir em agosto?

Com a Selic ainda elevada, a renda fixa continua oferecendo taxas relevantes, mas cada produto apresenta características diferentes.

A poupança tem liquidez e isenção de Imposto de Renda, mas sua remuneração não acompanha integralmente os juros quando a Selic supera 8,5%.

CDBs pós-fixados dependem da evolução do CDI, enquanto títulos prefixados e indexados à inflação permitem contratar uma taxa, desde que o investidor esteja disposto a carregar o título até o vencimento para evitar o risco da marcação a mercado.

Também é importante considerar a inflação. Com o IPCA projetado em 5,02% para 2026, o retorno nominal de um investimento não deve ser analisado isoladamente.

O que importa para o investidor é o rendimento real, ou seja, quanto sobra depois da perda de poder de compra provocada pela inflação.

Veja uma análise sobre a ultima decisão do Copom sobre a Selic

Conheça a especialização da UFES em Controle Gerencial e Finanças

Discussão de estratégia com um analista financeiro - Créditos: depositphotos.com / bloomua

Tags: investimentosrenda fixaSelic 14%Tesouro Selic

Notícias

IPCA-15 DE AGOSTO

Conta de luz puxa inflação para baixo em agosto; veja o que ficou mais barato

26 de agosto de 2026

Eleições 2026: TSE mantém tetos de gastos de 2022

Ibovespa fecha com leve baixa, com Petrobras e Itaú; Vale sobe

Endividamento segue no maior patamar da série histórica e famílias continuam no limite financeiro

Krugman critica tarifa dos EUA e diz que Pix virou alvo de disputa comercial

Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

FOCUS
ECONOMIA

Selic trava entre pressões externas e efeitos pontuais no IPCA

8 de setembro de 2026
Foto: Marcos Oliveira Agência Senado
NACIONAL

“Verdade prevalecerá”, diz número 2 da PF após afastamento de Andrei 

8 de setembro de 2026
Fabio Ongaro

Comprar ou assinar? Locação de longo prazo ganha espaço no mercado automotivo brasileiro

8 de setembro de 2026
Entrada da sede da B3, em São Paulo, com o logotipo da Bolsa brasileira em destaque no saguão.
ECONOMIA

Com aposta em Selic menor, Bank of America eleva recomendação para ações do Brasil

8 de setembro de 2026

Leia Mais

  • Análises
  • ECONOMIA
  • MERCADOS
FOCUS

Selic trava entre pressões externas e efeitos pontuais no IPCA

8 de setembro de 2026

A trajetória descendente da Selic segue bloqueada por um conjunto de pressões que vai muito além da política doméstica. Em...

Entrada da sede da B3, em São Paulo, com o logotipo da Bolsa brasileira em destaque no saguão.

Com aposta em Selic menor, Bank of America eleva recomendação para ações do Brasil

8 de setembro de 2026

BofA muda Brasil de posição neutra para overweight e projeta Selic a 11,25% no fim de 2027; queda mais profunda...

Cesta de compras com frutas e outros produtos em corredor de supermercado.

IGP-DI sobe 0,06% em agosto após queda de 0,86% em julho

8 de setembro de 2026

Índice da FGV ficou próximo da estabilidade no mês, com alta dos preços agropecuários no atacado e queda no componente...

banco central selic

Focus reduz IPCA de 2026 para 5%, mas mantém Selic em 13,75%

8 de setembro de 2026

Relatório do Banco Central mostra inflação ligeiramente menor para este ano, estabilidade no câmbio e manutenção das projeções para juros...

Unidade da Embraer, em Dallas, nos EUA (Foto Divulgação/Embraer)

BrasilAgro tem prejuízo, 3corações compra Yoki e Kitano e Embraer vende jatos no Japão

4 de setembro de 2026

A BrasilAgro registrou prejuízo líquido de R$ 13,9 milhões no quarto trimestre da safra 2025/26, encerrado em 30 de junho....

Presidente do STF, Edson Fachin, em plenário do Supremo.

Fachin cobra explicações de Moraes, Mendonça, PGR e Polícia Federal em meio à crise no STF

4 de setembro de 2026

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou que quatro personagens diretamente envolvidos na crise relacionada às investigações do...

cni pib

PIB cresce 0,5%, mas consumo das famílias recua e investimento cai

4 de setembro de 2026

O crescimento de 0,5% do PIB brasileiro pode estar escondendo sinais de fragilidade muito mais profundos do que a superfície...

Datafolha acirra disputa entre Lula e Flávio e mantém mercado de olho no “trade eleitoral”

3 de setembro de 2026

A nova pesquisa Datafolha reforçou nesta quinta-feira (3) a percepção de uma disputa mais acirrada pela Presidência da República em...

Nestle noticias corporativas

Nestlé investirá R$ 2 bi no Brasil, PRIO reduz produção e CSN troca CEO após 24 anos

3 de setembro de 2026

A Nestlé anunciou investimento de R$ 2 bilhões até 2028 na divisão de nutrição e saúde no Brasil. O plano...

fazenda

Pagamentos viram arma contra bets ilegais, e governo mira bancos e fintechs

2 de setembro de 2026

Em junho de 2026, o governo anunciou que instituições financeiras deverão bloquear recursos pertencentes a bets ilegais. Na mesma ocasião,...

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
redacao@bmcnews.com.br

Comercial:
comercial@bmcnews.com.br

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRASIL PRODUTIVO
      • Inovação travada
    • CONTA BRASIL
      • Combustível Brasil
    • BRASIL QUE INOVA
    • BRASIL QUE EMPREENDE
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • NEW DEAL
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • RAV SANY
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • BRAZILIAN WEEK 2026
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • CARLOS HONORATO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • LIANE GARCIA
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.