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EMPRESAS E NEGÓCIOS

Notícias corporativas: Itaú avança para ter banco nos EUA e XP lucra R$ 1,38 bilhão

O Itaú recebeu aval preliminar do Office of the Comptroller of the Currency, autoridade responsável pela supervisão de bancos nos Estados Unidos, para criar um banco com licença nacional no país.

A aprovação é uma etapa no processo de estabelecimento do Itaú Bank, mas ainda não representa autorização final para o início das atividades.

O banco ainda precisa obter aprovações de outras autoridades competentes, incluindo o Federal Reserve Board e a Federal Deposit Insurance Corporation.

O Itaú está presente nos Estados Unidos desde 1979 e já oferece produtos e serviços financeiros no país.

Segundo a instituição, a criação do Itaú Bank está alinhada à estratégia de ampliar a capacidade de atendimento a clientes nos Estados Unidos, com uma oferta mais ampla de produtos e serviços financeiros no mercado norte-americano.

Para investidores, o movimento reforça o acompanhamento sobre a expansão internacional do banco e sobre as etapas regulatórias necessárias para a operação.

XP tem lucro ajustado de R$ 1,384 bilhão no 2T26

A XP registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,384 bilhão no segundo trimestre de 2026.

O resultado representa alta de 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita bruta cresceu 8%, para R$ 5,056 bilhões.

Os ativos totais de clientes, que incluem AuC, AuM e AuA, aumentaram 17%, para R$ 2,2 trilhões.

A captação líquida total somou aproximadamente R$ 28 bilhões, praticamente o triplo do registrado um ano antes.

O lucro antes do imposto de renda ajustado totalizou R$ 1,565 bilhão, expansão de 15% na comparação anual.

O retorno sobre o patrimônio líquido da instituição ficou em 22,5%.

Segundo a XP, o banco de atacado seguiu como vetor relevante de crescimento, com receita de R$ 1,175 bilhão no segundo trimestre, alta de 32% em relação ao mesmo período de 2025.

O balanço da XP entra no radar da temporada de resultados por mostrar crescimento em lucro, receita, ativos de clientes e captação líquida.

Fitch rebaixa nota da Braskem para inadimplência restrita

A Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito da Braskem em escala global de “C” para “RD”.

A classificação “RD” equivale à inadimplência restrita.

A decisão ocorre após a companhia confirmar inadimplência em pagamentos de juros programados. Segundo a agência, o período de carência aplicável expirou sem a regularização dos pagamentos.

A Braskem ainda avalia uma possível reestruturação da dívida diante das condições de mercado.

No comunicado ao mercado, a companhia também informou que a Justiça de São Paulo determinou a suspensão, por 60 dias, de execuções e constrições por credores convidados a participar da mediação instaurada pela Braskem e por certas controladas.

A decisão inclui obrigações financeiras mencionadas na reclassificação feita pela Fitch.

O caso aumenta a atenção dos investidores sobre a situação financeira da petroquímica, em meio à avaliação de alternativas como venda de ativos, aporte de capital ou renegociação de dívida.

ITAÚ
Créditos: depositphotos.com / joasouza