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PETRÓLEO E ENERGIA

Petrobras avança na avaliação de petróleo na Foz do Amazonas

A Petrobras avança na avaliação da descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá, enquanto busca determinar o tamanho da reserva e a possibilidade de produção comercial. A perfuração do poço Morpho ainda não terminou e deve continuar por mais 15 a 20 dias.

Segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard nesta segunda-feira (17), a companhia está otimista com os resultados obtidos até o momento. A Petrobras já investiu cerca de US$ 300 milhões no projeto, enquanto a perfuração custa aproximadamente US$ 1 milhão por dia.

O óleo retirado será analisado pelo centro de pesquisas da companhia. Os dados obtidos também serão usados para definir os locais das próximas perfurações.

Volume da descoberta ainda é desconhecido

Apesar da confirmação da existência de petróleo, a Petrobras ainda não sabe qual é o volume disponível no poço Morpho.

Depois da conclusão da perfuração, a companhia precisará delimitar a descoberta e calcular o volume recuperável do reservatório. Também serão necessários novos dados para determinar se a quantidade e as características do petróleo justificam economicamente a produção.

Magda Chambriard destacou que existe diferença entre confirmar uma descoberta e declará-la comercial. Por isso, ainda não é possível estimar quando, ou mesmo se, haverá produção na área.

A imporância da Margem Equatorial?

A descoberta também reforça a aposta da Petrobras na Margem Equatorial como uma área importante para a reposição das reservas brasileiras.

De acordo com Magda, o pré-sal, responsável por cerca de 80% da produção nacional, deve atingir seu pico entre 2034 e 2035. Depois desse período, a expectativa apresentada pela estatal é de declínio da produção.

A Petrobras considera necessária a descoberta de novas reservas para manter o Brasil entre os maiores produtores mundiais. Sem expansão da exploração, o país poderia voltar à condição de importador de petróleo no futuro.

Petrobras planeja novos poços

A companhia pretende perfurar outros três poços no mesmo bloco e possui cinco áreas adicionais previstas para novas perfurações.

O avanço depende, porém, de novas licenças do Ibama. O órgão ambiental pediu informações e medidas adicionais, e a Petrobras afirma que respondeu às solicitações.

A estatal possui 32 blocos na Margem Equatorial. Paralelamente, o Ministério Público Federal pediu esclarecimentos ao Ibama sobre os planos de inclusão dos três novos poços, argumentando que uma ampliação da licença pode envolver impactos ambientais cumulativos. O Ibama recebeu prazo de cinco dias para apresentar informações e documentos ao MPF.

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Foto: Reprodução