A atividade econômica brasileira teve crescimento em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).
Já na comparação com fevereiro de 2025, houve recuo de 0,3%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. Em 12 meses acumulados até fevereiro deste ano, o índice acumula uma alta de 1,9%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução o ritmo da economia do país e incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.
Atividade econômica: a prévia do PIB
Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”
O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
O que dizem os economistas
O economista Leonardo Costa, do ASA, destaca que do ponto de vista qualitativo, o resultado de fevereiro indica ritmo moderado da atividade no primeiro trimestre de 2026. Ele aponta que a acomodação dos serviços, que têm maior peso no PIB, é a informação mais relevante do dado, o que vai e linha com a expectativa de atividade mais fraca em 2026.
“Os efeitos do conflito no Oriente Médio ainda não se refletem nos dados de atividade, mas o canal de preços tende a ser um vetor crescente de pressão ao longo do ano”, afirma.















