O Ministério de Minas e Energia confirmou nesta quarta-feira (3) a realização de dois leilões inéditos para contratação de sistemas de armazenamento de energia por baterias. Os certames estão marcados para dezembro e têm como objetivo ampliar a segurança do sistema elétrico nacional por meio da contratação de capacidade de armazenamento com início de operação previsto para agosto de 2028.
O primeiro leilão será destinado a projetos que atendam exigências de conteúdo local, enquanto o segundo terá participação aberta, sem requisitos de nacionalização dos equipamentos.
Os contratos terão prazo de 15 anos e remuneração reajustada pela inflação.
Medida encerra discussões
A medida encerra meses de discussões sobre a participação da indústria nacional e busca equilibrar o incentivo à produção local com a ampliação da concorrência no setor. Empresas brasileiras como a WEG e o Grupo Moura aparecem entre os potenciais beneficiados da iniciativa, ao lado de fornecedores internacionais de tecnologia para armazenamento de energia.
Analistas avaliam que o modelo adotado cria oportunidades para fabricantes nacionais e pode estimular investimentos em novas fábricas e projetos de infraestrutura energética.
Estimativas do setor apontam que os leilões podem contratar cerca de 2 gigawatts de capacidade em baterias, movimentando investimentos próximos de R$ 10 bilhões.
Um marco no setor
A iniciativa representa um marco para o setor elétrico brasileiro, que busca diversificar sua matriz e aumentar a capacidade de armazenamento para garantir maior estabilidade no fornecimento de energia. O armazenamento por baterias é considerado estratégico para complementar fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, e reduzir a dependência de usinas termelétricas em momentos de pico de demanda.
Para investidores e empresas do setor energético, os leilões abrem uma nova frente de oportunidades no Brasil. A divisão entre um certame com exigência de conteúdo local e outro aberto à concorrência internacional permite que tanto a indústria nacional quanto players globais participem do processo, ampliando a competitividade e potencialmente reduzindo custos para o sistema elétrico.














