O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já recebeu R$ 19,5 bilhões em pedidos de crédito na segunda etapa do Plano Brasil Soberano. O programa foi criado para apoiar empresas brasileiras afetadas por restrições no comércio internacional, incluindo tarifas impostas pelos Estados Unidos e impactos de conflitos externos.
Ao todo, foram protocolados 677 projetos. Desse total, 313 foram apresentados por micro, pequenas e médias empresas. Segundo o BNDES, R$ 10,6 bilhões em crédito já foram aprovados para setores como alimentos, metalurgia, automotivo, máquinas e equipamentos elétricos, químico, farmacêutico, agropecuário e madeira.
Entre os pedidos recebidos, R$ 7,5 bilhões têm como objetivo a ampliação e a adaptação da capacidade produtiva, além de investimentos em inovação tecnológica em processos e serviços. Os setores de saúde, fertilizantes, minerais críticos e químico estão entre os destaques dessa linha.
Outros R$ 4,7 bilhões foram solicitados para capital de giro destinado à produção para exportação. Já os pedidos para aquisição de bens de capital somam R$ 1,2 bilhão.
A segunda etapa do Plano Brasil Soberano tem orçamento de R$ 21 bilhões. Desse total, R$ 15 bilhões vêm do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), enquanto R$ 6 bilhões são recursos próprios do BNDES. “Os resultados mostram a mobilização de recursos em investimentos estratégicos para ampliar a capacidade produtiva nacional, estimular a inovação e apoiar a conquista de novos mercados. O BNDES está analisando projetos estruturantes, que vão acelerar a modernização e criar as bases para um desenvolvimento de longo prazo”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Pelas regras do programa, três grupos de empresas podem acessar o crédito. O primeiro é formado por exportadoras de bens industriais e seus fornecedores afetados por tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base na Seção 232 da legislação comercial americana. Para esse grupo, o faturamento bruto com exportações deve representar 1% ou mais do valor apurado entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025.
Nesse grupo estão empresas dos setores de aço, cobre, alumínio, automotivo e moveleiro.
O segundo grupo inclui empresas de setores industriais de média, média-alta ou alta intensidade tecnológica com relevância para a balança comercial brasileira. Também entram nessa categoria setores identificados para adaptação ou modernização produtiva em razão de acordos comerciais ou considerados estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono.
(Com informações da Agência BNDES)













