O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira em queda, pressionado por ações de grande peso no índice, como bancos e Petrobras, em um dia marcado pela forte retração do petróleo no mercado internacional.
O principal índice da Bolsa brasileira recuou 1,52%, aos 174.041,95 pontos, após oscilar entre a máxima de 176.719,62 pontos e a mínima no fechamento. Apesar da queda no dia, o índice acumulou leve alta de 0,19% na semana.
Queda do petróleo pesa sobre Petrobras
O movimento negativo foi intensificado pela queda de mais de 4% nos preços do petróleo, após sinais de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.
Com isso, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) recuaram ao longo do pregão, contribuindo para manter o Ibovespa no campo negativo.
Negociações de paz reduzem prêmio de risco
O mercado reagiu à informação de que a China iniciou esforços para retomar as negociações diplomáticas entre EUA e Irã.
O possível avanço nas tratativas reduziu o prêmio de risco geopolítico, pressionando os preços da commodity, que haviam superado os US$ 100 na sessão anterior.
Exterior segue ditando o ritmo
O cenário externo continuou sendo o principal vetor para os ativos brasileiros, com investidores atentos aos desdobramentos no Oriente Médio e seus impactos sobre inflação e juros globais.
A queda do petróleo acabou se sobrepondo a outros fatores domésticos, influenciando diretamente o desempenho da Bolsa.
Tarifas dos EUA também entram no radar
Os agentes de mercado também repercutiram a entrada em vigor de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a diversos parceiros comerciais, incluindo o Brasil.
A medida prevê uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, classificada pelo governo como arbitrária e injustificada.
Volume financeiro e cautela marcam sessão
O volume financeiro somou R$ 16,63 bilhões, em um pregão marcado por cautela e ajustes de posição.
O desempenho reforça a sensibilidade do Ibovespa a fatores externos, especialmente à dinâmica do petróleo e às tensões geopolíticas.













