Bancários de todo o país aprovaram uma paralisação de 24 horas para quinta-feira (20), em meio às negociações da Campanha Nacional Unificada de 2026. A mobilização poderá afetar o atendimento presencial nas agências bancárias, caso não haja acordo entre os trabalhadores e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), 97% dos participantes das assembleias rejeitaram a proposta apresentada pela Fenaban e 90% aprovaram a paralisação prevista para quinta-feira.
A categoria voltou à mesa de negociação nesta terça-feira (18). Entre as reivindicações estão aumento real dos salários, valorização dos pisos, dos vales refeição e alimentação, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a criação de um piso para trabalhadores de tecnologia.
Por que os bancários aprovaram a paralisação?
Na sétima rodada de negociação, realizada em 13 de agosto, a Fenaban apresentou uma proposta que previa o congelamento do piso salarial de ingresso e a adoção de reajustes diferenciados em três faixas salariais. A proposta foi submetida às assembleias realizadas pelos sindicatos.
A pauta original entregue pelos trabalhadores à Fenaban em junho inclui aumento real de 5% no salário e em verbas como PLR, vale-alimentação e vale-refeição, além da manutenção dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho e medidas relacionadas ao emprego e às condições de trabalho.
A paralisação dos bancários, portanto, integra a estratégia de mobilização durante as negociações para a renovação da convenção coletiva da categoria.
O que pode mudar no atendimento dos bancos?
Caso a paralisação dos bancários seja mantida para quinta-feira, o principal impacto deverá ocorrer no atendimento presencial das agências, que poderá ser reduzido ou interrompido em diferentes regiões do país.
Os canais digitais, entretanto, devem permanecer disponíveis. Serviços como Pix, transferências, consultas de saldo e extrato e pagamentos de boletos e faturas poderão continuar sendo realizados pelos aplicativos e internet banking.
Caixas eletrônicos também devem continuar disponíveis para operações de autoatendimento, incluindo saques e depósitos em envelope.
Contas continuam com vencimento normal
Uma eventual greve não altera automaticamente os vencimentos das contas. Por isso, clientes devem acompanhar as datas e utilizar os canais digitais disponíveis para realizar pagamentos.
Boletos ou faturas pagos depois do vencimento podem continuar sujeitos à cobrança de juros e multas.
As negociações entre representantes dos bancários e dos bancos seguem antes da data prevista para a paralisação.

















