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Comunicação executiva: como o método META busca gerar ROI ao dono

Julia PaladinoPor Julia Paladino
13/08/2026

O método criado por Maria Ieda Monteiro, apresentado no Smart Money da BMC News, promete atacar duas dores recorrentes do empresário, solidão e comunicação falha com o time, por meio de mesas presenciais de conselho entre pares, baseadas no método M.E.T.A. e com ticket anual de R$ 50 mil por participante.

O modelo, já testado em Belém do Pará e em expansão para São Paulo, combina desenvolvimento em comunicação executiva, inteligência emocional e apoio na tomada de decisão com a lógica de comunidade fechada de empresários, na qual cada participante entra após curadoria e passa por um encontro de experiência antes de aderir ao programa completo.

O que é o programa de comunicação executiva apresentado no Smart Money?

No episódio do Smart Money, da BMC News, João Kepler recebe a empresária Maria Ieda Monteiro, fundadora do negócio citado como Meta Executive Society/Meta Comunicação 360. Ela descreve o produto como um programa de desenvolvimento para empresários e executivos focado em comunicação executiva e em um ambiente de troca estruturada entre pares.

O formato central é uma mesa presencial em que um grupo de empresários se reúne periodicamente com dois mentores convidados, além de Ieda e de seu sócio, o ator premiado Mateus Fagundes. A dinâmica funciona como uma espécie de mesa de conselho ou hot seat: cada participante leva suas dores concretas de negócio para discussão, recebe questionamentos e sugestões e trabalha a forma de comunicar decisões de volta ao time.

Ieda afirma que não se trata de um curso de oratória tradicional, mas de um espaço para tratar a solidão do empresário e a dificuldade de comunicação com áreas como vendas, marketing e financeiro, com o objetivo declarado de reduzir dinheiro e ROI “deixados na mesa”.

Como funciona o método M.E.T.A. na prática?

O programa usa uma metodologia própria chamada M.E.T.A., sigla para Mente, Emoção, Transformação e Ação. No episódio, Ieda detalha principalmente o primeiro componente, “Mente”, apresentado como a visão do empresário 360 graus, que integra vida pessoal, família, negócios e relações.

A lógica, segundo ela, é que decisões estratégicas não podem ser dissociadas de fatores pessoais e emocionais. Por isso, o programa inclui momentos específicos para cuidar de mente e corpo, como um encontro citado no vídeo com o nome de “Elnes”, em que os empresários deixam o celular de lado e participam de atividades presenciais em parceria com o Clube 310, que oferece, por exemplo, quadras de pickleball.

O objetivo declarado da metodologia é ajudar o líder a:

– organizar pensamentos antes de comunicar metas e decisões;
– controlar a emoção em situações de pressão;
– transformar essa reflexão em ação concreta dentro da empresa.

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Ao longo do episódio, os conselheiros lembram situações em que perderam negócios por falhas de comunicação em reuniões e ressaltam que, na prática, o que conta não é o que o empresário fala, mas o que o outro entende.

Quanto custa participar e qual é o modelo de turma?

Segundo Ieda, o programa padrão tem duração de um ano, com opção de versões de seis meses. O ticket informado para o plano anual é de R$ 50.000 por participante.

Em Belém do Pará, onde o modelo foi iniciado, há atualmente um grupo de 20 participantes. Em São Paulo, a expansão está em curso, com duas mesas de apresentação já realizadas, uma com 16 participantes e outra com 10, resultando em 12 membros efetivos até o momento da gravação.

A comparação a seguir resume os números citados no programa:

Local / FormatoSituação descrita no episódio
Belém do Pará1 grupo com 20 participantes ativos
São Paulo, mesas iniciais1ª mesa com 16 pessoas, 2ª mesa com 10, resultando em 12 efetivos
Duração padrãoPrograma de 1 ano, com opção de versão de 6 meses
Ticket informadoR$ 50.000 por participante ao ano

Cada novo empresário passa por um encontro de experiência antes de decidir se entra no programa longo. A seleção é feita por curadoria, com o critério declarado de aceitar perfis que “tenham sangue no olho” e estejam dispostos a crescer e ir para o próximo nível.

Como a Meta pretende escalar o modelo para São Paulo e o Brasil?

A principal pergunta que Ieda leva à mesa do Smart Money é justamente como tornar a empresa escalável. Ela relata que o case em Belém já está rodando, com boa margem típica de negócios de educação, e busca caminhos para replicar a operação em São Paulo e em outras praças.

Em São Paulo, os encontros vêm ocorrendo com apoio de infraestrutura da XP, utilizando o auditório da casa, e com parte das atividades feita no Clube 310. Para escalar, os conselheiros sugerem alguns eixos:

– Comunicação mais clara da proposta: Mário Nogueira aponta que, ao se apresentar apenas como quem “melhora a comunicação do empresário”, Ieda não traduz todo o escopo de inteligência emocional, tomada de decisão e apoio de conselho que o programa oferece.
– Prova social e casos de transformação: Eric Nunes cobra que a Meta mostre, de forma concreta, como a comunicação dos participantes mudou e quais portas se abriram depois do programa.
– Comunidade como motor de expansão: João Kepler enxerga a força da marca na palavra “Society” e defende que o crescimento venha de uma comunidade de empresários que queiram permanecer com seus pares, indicando novos membros e criando grupos em diferentes cidades.
– Modelos de réplica: Mário sugere alternativas como franquias ou sócios-operadores em cada estado, desde que o método esteja consolidado e seja capaz de gerar retorno percebido para quem paga o ticket.

A discussão converge para um ponto: sem uma narrativa clara de valor entregue e ROI percebido, escalar para além de Belém e São Paulo tende a ser mais difícil, sobretudo considerando o preço informado por participante.

Quais são os riscos e limitações para o empresário que avalia esse tipo de solução?

Uma parte menos confortável da equação é o que o empresário não recebe automaticamente ao entrar em um programa desse tipo.

Pelos dados apresentados no episódio:

– Não há garantia contratual de ROI financeiro detalhada na conversa, apenas o argumento de que melhor comunicação e decisões mais assertivas tendem a reduzir perdas e oportunidades desperdiçadas.
– O programa não é um curso técnico de gestão, finanças ou vendas, mas um espaço de discussão entre pares guiado por mentores, com foco em comunicação e clareza de decisão.
– A curadoria é seletiva, o que significa que o empresário pode não ser aceito de imediato na comunidade, mesmo desejando participar.
– O ticket anual citado, de R$ 50 mil, coloca o produto entre as ofertas de alto valor de educação executiva, o que exige do empresário uma análise rigorosa de custo de oportunidade em relação a outras formações e consultorias.

Além disso, a própria Ieda admite no programa que ainda sente dificuldade para empacotar e comunicar claramente tudo o que a Meta entrega. Para quem observa de fora, isso significa que o entendimento do produto ainda depende bastante de conversas diretas e de vivenciar o encontro de experiência.

Como comparar programas de comunicação executiva e mesas de conselho?

Para o empresário que avalia esse tipo de oferta, o episódio do Smart Money sugere alguns critérios práticos de comparação, sem recomendação específica de produto:

1. Clareza da proposta pergunte exatamente o que é entregue, com que frequência, em que formato e com quais objetivos mensuráveis.
2. Perfil dos participantes entenda se você estará ao lado de pares com desafios de porte e complexidade semelhantes aos seus.
3. Qualificação dos mentores verifique a experiência real de quem conduz a mesa, inclusive em tomada de decisão e gestão de equipe.
4. Modelo de comunidade avalie se existe continuidade além do programa formal ou se a relação termina ao fim do ciclo de 6 ou 12 meses.
5. Preço versus benefício esperado confronte o ticket anual (como os R$ 50 mil citados no episódio) com o potencial de evitar erros de comunicação que possam custar mais do que isso em negócios perdidos.

Para aprofundar a discussão sobre o modelo apresentado por Maria Ieda Monteiro e ouvir na íntegra as perguntas feitas por João Kepler, Eric Nunes e Mário Nogueira, o episódio está disponível no canal oficial da BM&C no YouTube em “Smart Money com João Kepler | Marta Ieda da Meta Executive Society”.

No dia a dia, a forma mais eficiente de usar esse tipo de programa é listar antecipadamente quais decisões críticas você precisa tomar nos próximos meses, quais conversas difíceis terá com seu time ou sócios e quanto custaria errar nessas frentes. Só depois de quantificar essas variáveis faz sentido colocar na mesa o custo de uma formação em comunicação executiva e comunidade de conselho, comparar com outras alternativas e decidir onde seu capital, financeiro e de tempo, é melhor alocado.

Assista ao vídeo abaixo:

SMART MONEY
Tags: educação executivaempreendedorismo

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