BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Dívida pública pressiona juros e trava investimento no Brasil

No Painel BM&C News, Carlos Honorato, Miguel Daoud e Roberto Dumas analisam como a piora fiscal afeta câmbio, Selic, empresas e apetite do investidor.

Sofia TostaPor Sofia Tosta
01/07/2026

O cenário econômico brasileiro voltou ao centro das preocupações do mercado financeiro diante da combinação entre dívida pública elevada, juros altos, perda de força dos ativos locais e menor apetite estrangeiro por Brasil. No Painel BM&C News, Carlos Honorato, Miguel Daoud e Roberto Dumas discutiram como a deterioração fiscal passou a afetar a percepção de risco sobre o país, em um ambiente de maior cautela com emergentes e de incerteza no cenário internacional.

A leitura central do debate é que o mercado não reage apenas aos indicadores correntes, mas principalmente à trajetória esperada das contas públicas. Com a dívida bruta acima de 81% do PIB e o custo dos juros consumindo espaço no orçamento, investidores passam a exigir prêmio maior para financiar o país, o que se reflete na curva de juros, no câmbio, no custo da dívida pública e nas decisões de investimento do setor privado.

“Uma coisa que a gente sempre fala aqui no painel é a surpresa, é estarmos surpresos. O governo iria gastar mais. O governo falou que vai continuar gastando e isso acaba prejudicando a percepção de risco”, afirma Roberto Dumas.

Prêmio de risco encarece o capital no país

A piora fiscal tem efeito direto sobre o custo de capital. Quando o governo amplia sua necessidade de financiamento, os títulos públicos passam a competir com investimentos produtivos, oferecendo retornos elevados e reduzindo o incentivo para que empresas assumam riscos de expansão. Esse movimento desloca recursos do setor privado para o setor público e limita o crescimento potencial da economia.

Nesse contexto, a economia entra em uma dinâmica difícil de reverter: o consumo ainda resiste, muitas vezes sustentado por estímulos públicos e crédito, enquanto o investimento recua. Sem expansão da oferta, a inflação tende a permanecer resistente, dificultando a queda da Selic e mantendo as empresas em posição defensiva.

“Acontece o efeito deslocamento, você desloca os investimentos do setor privado pro setor público, porque é mais caro, dá mais retorno, é difícil achar um investimento no setor privado que paga 15 ou IPCA mais 10”, avalia Dumas.

Empresas preservam caixa em ambiente de incerteza

Do lado empresarial, Carlos Honorato destacou que o ambiente eleitoral, a falta de previsibilidade fiscal e o custo elevado do capital levam companhias a revisar planos de investimento. A decisão racional, nesse contexto, passa a ser preservar caixa, acompanhar a evolução do risco político e evitar compromissos de longo prazo em um cenário de juros elevados.

Honorato também apontou que os entraves estruturais da economia brasileira continuam pesando sobre a disposição de investir. Entre eles, citou a complexidade tributária, os processos internos, a burocracia e a dificuldade de transformar programas públicos de crédito em soluções efetivas para empresas que precisam de capital.

“A nossa estrutura tributária ainda é terrível, os processos internos são terror, o custo do capital é explosivo. Quer dizer, você não tem os mecanismos de competição tradicional que levem o empresário a ver isso aqui como uma possibilidade de futuro”, analisa Carlos Honorato.

Crédito e consumo não resolvem o problema fiscal

O debate também abordou medidas de estímulo, como programas de renegociação e ampliação de crédito. Na avaliação dos participantes, essas iniciativas podem gerar alívio pontual para determinados grupos, mas não atacam o problema central: a necessidade de estabilizar a dívida pública e reconstruir uma âncora fiscal crível.

Leia Mais

São Paulo registra aumento de quase 2% no número de inadimplentes em dezembro

Inadimplência, bancos e Bolsa: o alerta de Saravalle

15 de agosto de 2026
De olho no mercado: investidores monitoram cenário político, IPCA e shutdown americano

Top 5 ações: veja o que os grandes bancos estão olhando

14 de agosto de 2026

Miguel Daoud avaliou que medidas voltadas ao consumo, quando não acompanhadas de expansão da oferta e melhora do investimento, podem reforçar pressões inflacionárias. Para ele, o risco é o governo tentar administrar a desaceleração com expansão de demanda em uma economia que já enfrenta restrições de produtividade, capital e capacidade de crescimento.

“O que o governo tá buscando? Exatamente o que nós estamos contra aqui, que é você colocar uma expansão monetária diante da facilidade de consumo dessas pessoas, que você vai aumentar o quê? A história do PIB potencial”, observa Miguel Daoud.

Disciplina fiscal exige compromisso de longo prazo

A discussão avançou para a necessidade de um compromisso fiscal mais claro, capaz de atravessar governos e reduzir a incerteza dos agentes econômicos. Honorato defendeu que o país precisa sair do diagnóstico repetido sobre a crise fiscal e construir uma proposta simples, compreensível e cobrável pela sociedade, com metas capazes de orientar expectativas.

Roberto Dumas ponderou que o Brasil já conta com regras fiscais e leis de responsabilidade, mas enfrenta dificuldade em fazer essas normas serem cumpridas. Para ele, o problema não está apenas na ausência de regras, mas na capacidade política e institucional de respeitar limites de gasto e impedir exceções recorrentes.

“Não falar isso é extraordinário. Não tem despesa extraordinária, ou melhor, tem despesa extraordinária. Eu tenho despesa extraordinária, eu tenho receita extraordinária, mas tudo entra no meu fluxo de caixa”, ressalta Roberto Dumas.

Risco para 2027 aumenta a cobrança por ajuste

Os participantes também discutiram o risco de o país chegar a 2027 com espaço fiscal ainda mais comprimido. A preocupação é que despesas obrigatórias, custo da dívida e baixa margem discricionária reduzam a capacidade do governo de operar sem medidas adicionais, criando a necessidade de um ajuste mais duro adiante.

Nesse cenário, a instabilidade política pode aumentar caso a população sinta de forma mais direta os efeitos da combinação entre juros altos, inflação resistente, crédito caro e menor crescimento. Para Daoud, a deterioração das contas públicas não se limita ao governo atual, mas reflete uma dificuldade mais ampla do sistema político em enfrentar escolhas fiscais impopulares.

“Em 2027, o que o governo vai arrecadar não vai ser suficiente para as suas despesas. Aí você soma isso com o custo da rolagem da dívida”, alerta Miguel Daoud.

Investidor observa a política, mas precifica fundamentos

A síntese do debate é que o mercado financeiro acompanha a política, mas precifica principalmente fundamentos econômicos. A dívida pública, a trajetória dos gastos, a capacidade de gerar superávit primário e a credibilidade da política fiscal serão determinantes para a curva de juros, o câmbio, a Bolsa e o apetite estrangeiro por Brasil.

Para empresas e investidores, o ponto central é avaliar se o país conseguirá restaurar previsibilidade antes que a combinação de gasto público elevado, juros reais altos e baixo investimento reduza ainda mais o potencial de crescimento. Enquanto isso não acontece, a tendência é de cautela, seletividade e maior exigência de prêmio para assumir risco brasileiro.

Foto: Reprodução BM&C NEWS

Foto: Reprodução BM&C NEWS

Tags: BrasilCambiocurva de jurosdívida públicainvestimento privadojurosmercado financeiroPainel BM&C Newspolítica fiscalrisco fiscalSelic

Notícias

Falta de engajamento chega a 46% dos eleitores

Eleições 2026: TSE mantém tetos de gastos de 2022

10 de agosto de 2026

Ibovespa fecha com leve baixa, com Petrobras e Itaú; Vale sobe

Endividamento segue no maior patamar da série histórica e famílias continuam no limite financeiro

Krugman critica tarifa dos EUA e diz que Pix virou alvo de disputa comercial

Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

IPCA desacelera para 0,16% em junho com queda nos preços dos alimentos

DÓLAR
ECONOMIA

Dólar e custo de vida: o que muda em combustíveis e remédios

15 de agosto de 2026
Em clima natalino, Ibovespa fecha no vermelho
ECONOMIA

Ibovespa em queda: o que a venda do estrangeiro sinaliza

15 de agosto de 2026
São Paulo registra aumento de quase 2% no número de inadimplentes em dezembro
ECONOMIA

Inadimplência, bancos e Bolsa: o alerta de Saravalle

15 de agosto de 2026
Pix
INVESTIMENTOS E FINANÇAS

Pix: onde consultar limites e regras de segurança

15 de agosto de 2026

Leia Mais

  • Análises
  • ECONOMIA
  • MERCADOS
DÓLAR

Dólar e custo de vida: o que muda em combustíveis e remédios

15 de agosto de 2026

Entenda, com base em ANP e CMED, como o dólar influencia preços de combustíveis e medicamentos e o que você...

Em clima natalino, Ibovespa fecha no vermelho

Ibovespa em queda: o que a venda do estrangeiro sinaliza

15 de agosto de 2026

Entenda por que o Ibovespa emendou nove quedas, como o estrangeiro passou a vender Brasil e quais dados acompanhar para...

São Paulo registra aumento de quase 2% no número de inadimplentes em dezembro

Inadimplência, bancos e Bolsa: o alerta de Saravalle

15 de agosto de 2026

Entenda, pela visão de Saravalle, como inadimplência pressiona lucros dos bancos, trava crédito e ajuda a explicar a fraqueza da...

CARTEIRA DE TRABALHO

Desemprego cai para 5,4% no Brasil no 2º trimestre de 2026, mostra IBGE

14 de agosto de 2026

Entenda o último dado oficial do IBGE para desemprego em 2026, o que a taxa de 6,1% mostra e o...

PIX

Golpe do Pix: como checar se o pagamento é seguro

14 de agosto de 2026

Aprenda a conferir dados no app do banco e usar as regras do BC e o MED para reduzir o...

JUROS

Juros altos e bancos: como a inadimplência trava o crédito

14 de agosto de 2026

Entenda como juros altos elevam a inadimplência, travam o crédito em bancos como o BB e o que isso significa...

DINHEIRO

Liquidação extrajudicial do BC: o que acontece com seu dinheiro

14 de agosto de 2026

Entenda o que acontece com seu dinheiro quando o BC decreta liquidação extrajudicial de uma instituição e como consultar sua...

carteira de trabalho

Governo projeta salário mínimo de R$ 1.741 em 2027

14 de agosto de 2026

O governo federal revisou para R$ 1.741 a projeção do salário mínimo 2027. O novo valor deverá constar no projeto...

SIMPALA CONSÓRCIOS

Banco Central decreta liquidação da Simpala Consórcios e financeira

14 de agosto de 2026

O Banco Central decretou nesta sexta-feira (14) a liquidação da Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios Ltda. e da Simpala...

CALCULADORA DO CIDADÃO

Calculadora do Cidadão: como usar o simulador do BC

14 de agosto de 2026

Aprenda a usar a Calculadora do Cidadão do BC para simular prestações, valor futuro e TR e padronizar a comparação...

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
redacao@bmcnews.com.br

Comercial:
comercial@bmcnews.com.br

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRASIL PRODUTIVO
      • Mercado de Capitais
      • Inovação travada
    • CONTA BRASIL
      • Combustível Brasil
    • BRASIL QUE INOVA
    • BRASIL QUE EMPREENDE
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • NEW DEAL
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • RAV SANY
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • BRAZILIAN WEEK 2026
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • CARLOS HONORATO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • LIANE GARCIA
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.