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“Alta do petróleo pressiona juros e deixa BCs sob pressão”, avalia Igor Lucena

Escalada da commodity amplia risco inflacionário e pode adiar cortes de juros no Brasil e nos EUA.

Redação BM&C NewsPor Redação BM&C News
03/03/2026

A alta do petróleo voltou ao centro das atenções dos mercados globais. Em meio ao agravamento das ofensivas dos Estados Unidos no Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz, os contratos do Brent e do WTI registraram forte volatilidade, reacendendo preocupações com inflação e política monetária.

Em entrevista à BM&C News, o economista e doutor em Relações Internacionais, Igor Lucena, afirmou que o prolongamento do conflito tende a manter os preços pressionados e ampliar os riscos econômicos globais.

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“Quanto mais tempo o conflito se organizar, quanto mais o estreito ficar fechado, maior vai ser a volatilidade, maior vão ser os preços do barril do petróleo, porque você tem uma diminuição na oferta de navios que vão sair do estreito.”, avalia Lucena.

Segundo ele, embora seja difícil projetar um preço exato para o barril, não é impossível que a commodity atinja patamares significativamente mais elevados caso haja interrupções prolongadas na oferta.

Impacto imediato: alta do petróleo e gasolina

A alta do petróleo tem efeito quase automático sobre os combustíveis, especialmente nos Estados Unidos. Lucena destacou que um avanço mais intenso da commodity pode atingir diretamente o preço da gasolina nas bombas, tema sensível no cenário político americano.

“Um aumento desse barril de petróleo na bomba americana significa quase que de imediato um aumento de custo de gasolina.”

No Brasil, o impacto tende a ser ainda mais complexo. A combinação entre petróleo mais caro e dólar valorizado amplia o risco inflacionário e pressiona custos ao longo da cadeia produtiva.

“Aqui no Brasil os efeitos são mais complexos, porque a gente tem um aumento do dólar e um aumento do preço do barril. Esse efeito conjunto gera um impacto inflacionário na economia brasileira.”, analisa.

Dólar e ouro sobem com fuga do risco

Diferentemente de outros episódios recentes de tensão geopolítica, o movimento atual mostra valorização simultânea de petróleo, ouro e dólar. Para Lucena, trata-se de um típico movimento de “fuga para ativos de proteção”.

“Os investidores, de maneira global, estão fugindo do risco. Eles entendem que o conflito pode se espalhar por outros agentes.”

Ele observa que o envolvimento indireto de países europeus e o aumento das tensões ampliam a percepção de risco sistêmico, levando investidores a reforçarem posições defensivas.

“Eu acho que os investidores vão correr sim para ouro e para o dólar. O petróleo sobe pela crise, mas esses dois ativos vão fazer a proteção internacional.”, projeta.

Bancos centrais sob pressão

O ponto central da análise recai sobre os bancos centrais. A alta do petróleo pode comprometer o ciclo de cortes de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Com reuniões do Banco Central brasileiro e do Federal Reserve se aproximando, o choque externo ganha peso nas projeções.

“Se os bancos centrais entendem que há riscos de ter um efeito inflacionário de médio e longo prazo, eu não acredito que isso não vai entrar em conta.”, avalia.

Para o economista, diante de um cenário incerto, a postura tende a ser mais conservadora.

“É melhor ser mais conservador, esperar passar o momento geopolítico e depois fazer um ciclo de queda de juros.”, aponta.

Alta do petróleo: risco global ainda não totalmente precificado

Na avaliação de Lucena, o mercado pode ainda não ter incorporado completamente os riscos de médio prazo decorrentes da escalada geopolítica.

“Esse choque externo está se tornando grande, ele não está totalmente precificado e medido.”

Se o conflito se prolongar o impacto pode ir além do petróleo, atingindo cadeias logísticas, inflação global e decisões de política monetária.

No curto prazo, a palavra de ordem nos mercados é cautela. A alta do petróleo deixa de ser apenas uma questão de oferta e demanda e passa a integrar o cálculo estratégico dos bancos centrais, justamente em um momento em que o mundo discutia o início de novos ciclos de afrouxamento monetário.

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