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Opinião: “O PT e a política econômica de uma nota só”

Aluizio Falcão Filho Por Aluizio Falcão Filho
31/01/2025
Em MERCADOS, OPINIÃO

Em 2015, quando Dilma Rousseff era presidente, a economia estava emperrando. O governo, então, convocou alguns banqueiros do país para um encontro com o então ministro, Guido Mantega, incluindo aqueles que comandavam as instituições ligadas ao Planalto, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Um pouco antes, Dilma havia desonerado vários itens ligados à chamada linha branca, em um esforço para aumentar o consumo – mas o fôlego dessa iniciativa estava se esgotando.

A proposta de Mantega aos banqueiros foi a criação de novas linhas de financiamento para reaquecer o consumo de utensílios domésticos. Houve um silêncio embaraçoso, até que um dos banqueiros lembrou que os equipamentos de linha branca tinham uma vida útil longa. Assim, dificilmente alguém trocaria de geladeira dois ou três anos depois da compra. Os bancos privados não compraram a ideia do ministro. Mas Caixa e BB acabarm oferecendo linhas de crédito específicas para o mercado de eletrodomésticos.

Este episódio mostra como o PT atua quando está no poder: tudo gira em torno do consumo. Desde que iniciou o terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou condições para turbinar o mercado consumidor e conseguiu seu objetivo. Mas, como dez anos atrás, enxerga agora a possibilidade de a economia desacelerar ainda este ano. Qual a solução pensada pelos economistas do governo? Isso mesmo: anabolizar o consumo.

Desta vez, o mecanismo é criar um sistema de empréstimos consignados em todo o sistema financeiro, oferecendo crédito a juros menores que os praticados no mercado. Essas taxas reduzidas não serão obtidas através de subsídio – e sim porque o risco é menor (garantia dada pelo FGTS do trabalhador e pagamento através do desconto em folha de pagamento) e os custos de captação idem.

Com isso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pretende irrigar o mercado com um volume de R$ 120 bilhões, cerca de três vezes o atual mercado de crédito consignado no país. Com essa montanha de dinheiro injetada na economia, é de se esperar que o consumo possa dar novos saltos e que a atividade econômica receba um novo empurrão.

Esse samba de uma nota só, no entanto, não produz resultados no longo prazo. Servirá, talvez, para melhorar o resultado de crescimento do Produto Interno Bruto em 2025 – e ampliar as chances de Lula em uma eventual reeleição.

Mas os problemas estruturais enfrentados pelos empresários continuam iguais, incluindo a sede arrecadatória do governo, cuja vítima de plantão é sempre a iniciativa privada. Há, ainda, um agravante. O setor de serviços, que em 2024 respondeu por 40% dos processos de recuperação judicial no país, vai enfrentar em breve um aumento enorme na alíquota de impostos, resultado da reforma tributária aprovada no ano passado.

Já temos uma atividade econômica que foi sacudida artificialmente para produzir resultados além da capacidade produtiva do país. Esse quadro é agravado pelo aumento dos gastos do governo que eleva o endividamento público. A soma destes dois fatores é a alta da inflação e dos juros.

Com o surgimento do novo consignado, vamos criar outro choque de consumo, sem que tenhamos oferta suficiente de produtos para equilibrar os preços.

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Esse truque repetido, de fortificar o mercado consumidor, é um dos responsáveis pelos recentes voos de galinha da economia nacional. O caminho correto, porém, não é esse. É necessário criar mais riqueza no país. E isso só será possível se dermos condições para que os empresários tenham liberdade para investir e para que novos empreendedores entrem no mercado. O Brasil não pode mais viver de espasmos expansionistas. É necessário entrar na rota do crescimento sustentável e de longo prazo. Não será com alquimias voltadas para o consumo que conseguiremos isso.

*Coluna escrita por Aluizio Falcão Filho jornalista, articulista e publisher do portal Money Report, Aluizio Falcão Filho foi diretor de redação da revista Época e diretor editorial da Editora Globo, com passagens por veículos como Veja, Gazeta Mercantil, Forbes e a vice-presidência no Brasil da agência de publicidade Grey Worldwide;


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