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Cenário político e decisões monetárias marcam semana no mercado

Copom conservador, Fed dividido e ruído político marcaram o humor dos investidores ao longo da semana.

Renata NunesPor Renata Nunes
12/12/2025

A semana foi marcada por um vaivém de expectativas nos mercados globais e locais, combinando política, decisões de bancos centrais e sinais mistos da atividade econômica. No Brasil, o Ibovespa conseguiu encerrar o período em tom mais construtivo, voltando à região dos 160 mil pontos, enquanto lá fora o mercado passou de euforia à realização após o Federal Reserve confirmar o corte de juros já amplamente precificado.

Segundo Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, o principal vetor de volatilidade no mercado doméstico veio do campo político. A possível candidatura de Flávio Bolsonaro dominou as discussões ao longo da semana, com impacto direto sobre o humor dos investidores.

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“A reação inicial foi bastante negativa, porque o mercado entende que ele chegaria ao segundo turno, mas teria dificuldades de vencer o Lula, muito por conta da resistência ao sobrenome Bolsonaro. Depois, quando começou a dialogar com o mercado e apresentar quem está assessorando o plano econômico, a reação ficou um pouco menos ruim”, afirma Cruz.

Na avaliação do estrategista, o mercado financeiro segue preferindo nomes ligados ao campo dos governadores, vistos como alternativas com maior capacidade de unificação e menor ruído institucional. Ainda assim, votações recentes no Congresso, como a da dosimetria na Câmara, foram interpretadas como possíveis sinais de rearranjo político, abrindo espaço para alianças mais amplas em 2026.

Outro ponto que entrou no radar foi a retirada do ministro Alexandre de Moraes e de sua esposa da lista de sanções da Lei Magnitsky pelo governo americano. Para Cruz, o gesto teve leitura positiva.

“Mostra que aquele momento mais negativo, lá em julho, ficou pelo caminho. Isso foi um pouco mais notado pelo mercado financeiro.”, destaca.

Copom conservador e Fed dividido

No campo monetário, o Copom manteve a taxa Selic em 15% e reforçou o discurso de cautela, praticamente eliminando a chance de cortes já em janeiro. Para Gustavo Cruz, a repetição do comunicado anterior deixou claro que o Banco Central prefere esperar mais dados antes de iniciar o ciclo de flexibilização.

Já nos Estados Unidos, o Federal Reserve entregou um corte de 0,25 ponto percentual, decisão amplamente esperada pelo mercado. Ainda assim, a divisão interna no comitê chamou atenção.

“O Fed indicou que ainda deve cortar juros no ano que vem, mas com uma divisão maior entre os membros, o que torna mais difícil cravar o ritmo”, destaca Cruz.

Apesar disso, o material de projeções do Fed trouxe revisões importantes: crescimento do PIB para cima e inflação para baixo, mesmo com incertezas ligadas à política tarifária.

Bolsas globais entre alívio e correção

Para Everton Dias, sócio da Legado Investimentos, o sentimento nos mercados globais foi misto. A confirmação do corte de juros nos EUA trouxe alívio inicial, mas rapidamente deu lugar a movimentos de realização.

“A decisão já estava no preço, cerca de 88% das apostas indicavam esse corte. O mercado comemorou no primeiro momento, mas depois vimos uma correção natural, principalmente após resultados abaixo do esperado de empresas como a Oracle”, explica.

Segundo Dias, a queda recente no S&P 500 e na Nasdaq deve ser vista como saudável, após um ano de forte valorização das bolsas americanas. O foco agora se volta para os próximos passos do Fed, especialmente diante da troca de comando prevista para março.

“A saída de Jerome Powell e a indicação de Trump devem trazer um viés mais dovish, mais expansionista, com maior tolerância à inflação. Isso muda bastante a leitura para 2026 e 2027”, avalia.

Brasil ganha fôlego com juros e política

No mercado local, a combinação entre Copom conservador, expectativa de cortes a partir de março e arrefecimento do ruído institucional ajudou a sustentar o Ibovespa.

“O Galípolo segue muito conservador. A expectativa é de que os cortes comecem só em março, possivelmente de 0,50 ponto por reunião, levando a Selic para algo próximo de 12% ao fim do ano”, afirma Everton Dias.

O sócio da Legado destaca ainda que a retirada das sanções ligadas à Lei Magnitsky trouxe uma leitura de menor risco institucional, ajudando a destravar projeções mais otimistas para a bolsa brasileira.

“Já tem banco e corretora projetando o Ibovespa em 186 mil pontos no ano que vem. Esse conjunto de fatores acabou fechando a semana com um tom bastante mais otimista no Brasil.”, destaca.

China também entra no radar

Além dos fatores políticos e monetários, o mercado acompanhou dados da China, que registrou superávit comercial próximo de US$ 1 trilhão, além de novas sinalizações do governo chinês sobre estímulos à demanda, ainda sem muitos detalhes. Para os investidores, o tema segue no radar, especialmente pelo impacto potencial sobre commodities e mercados emergentes.

No fechamento, a semana deixa uma mensagem clara: o mercado continua altamente sensível ao noticiário político, mas começa a precificar um cenário de juros mais baixos à frente, desde que o ruído institucional não volte a ganhar força.

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