A pesquisa Meio-Ideia divulgada nesta quarta-feira (8) mostra que a disputa presidencial permanece equilibrada em um eventual segundo turno entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro.
De acordo com o levantamento, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 40%.
Embora o presidente mantenha vantagem numérica de cinco pontos percentuais, os dois candidatos permanecem em empate técnico dentro da margem de erro de 2,5 pontos.
O resultado indica estabilidade em relação ao levantamento anterior e reforça a manutenção da polarização entre os dois principais grupos políticos do país.
Pesquisa Meio-Ideia: nenhum candidato conseguiu ampliar base eleitoral
A pesquisa também mostra que nenhum dos dois candidatos conseguiu ampliar de forma significativa sua base eleitoral nas últimas semanas. O cenário sugere que a eleição continua aberta e deve ser decidida pela disputa dos eleitores ainda indecisos e moderados.
Além da intenção de voto, o levantamento aponta que Lula e Flávio Bolsonaro continuam enfrentando índices elevados de rejeição, um dos principais fatores da corrida presidencial.
Quando os entrevistados foram questionados sobre em quais candidatos não votariam, Lula apareceu com rejeição de 46,4%, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 43,4%.
Em outra metodologia, que mede o potencial de voto individual, 51,4% afirmaram que não votariam em Lula de jeito nenhum. No caso de Flávio Bolsonaro, esse percentual ficou em 49%.
Os números indicam que ambos chegam à disputa com bases eleitorais consolidadas, mas também encontram forte resistência em parcelas relevantes do eleitorado.
Esse cenário reduz o espaço para crescimento e mantém a campanha concentrada na conquista dos eleitores menos polarizados.
Governo Lula tem melhora na aprovação
A pesquisa também mostra que a aprovação do governo apresentou leve melhora, embora a avaliação pessoal do presidente Lula continue restrita.
O percentual de entrevistados que classificam a gestão como ótima ou boa ficou em 32,5%. Já os que consideram o governo ruim ou péssimo somam 41%.
A aprovação do governo alcança 46,5%, contra 48,5% de desaprovação. O levantamento indica um ambiente de estabilidade, sem mudanças expressivas na percepção dos eleitores.
Para analistas, os números sugerem que o presidente mantém uma base consistente de apoio, mas encontra dificuldades para ampliar sua popularidade além do eleitorado tradicional.
O levantamento também mediu o impacto de episódios políticos recentes. Segundo a pesquisa, 42% dos entrevistados afirmam que o caso envolvendo Jaques Wagner e o Banco Master não altera sua disposição de votar no presidente Lula.
Em contraste, o episódio envolvendo Michelle Bolsonaro teve repercussão mais ampla. A pesquisa mostra que 57,6% dos entrevistados disseram conhecer o vídeo em que Michelle critica Flávio Bolsonaro.
Entre aqueles que assistiram às declarações, 64% afirmaram acreditar total ou majoritariamente nas acusações feitas pela ex-primeira-dama.
Os dados sugerem que a crise interna na oposição teve maior alcance junto ao eleitorado do que o episódio envolvendo integrantes do governo.














