A primeira semana completa de julho começa com os mercados atentos a indicadores que podem influenciar as expectativas para inflação, atividade econômica e juros no Brasil e no exterior. Entre os principais destaques estão a ata da última reunião do Federal Reserve, o IPCA de junho no Brasil e os índices de preços ao consumidor e ao produtor da China.
Nos Estados Unidos, o foco da semana será a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Fed, prevista para quarta-feira (8). O documento será acompanhado em busca de sinais sobre a avaliação dos dirigentes em relação à inflação, ao mercado de trabalho e ao ritmo da economia americana.
A ata ganha relevância após o retorno dos mercados norte-americanos do feriado do Dia da Independência. Com a taxa de juros ainda em patamar restritivo, investidores buscam indicações sobre a disposição do Fed em manter a política monetária apertada ou abrir espaço para ajustes nos próximos meses.
A agenda americana também terá PMI de Serviços e PMI Composto nesta segunda-feira, balança comercial na terça, além de pedidos semanais de seguro-desemprego e vendas de moradias existentes na quinta. Os dados ajudam a medir a força da atividade e do consumo em uma economia ainda monitorada de perto pelo banco central americano.
No Brasil, o mercado acompanha a balança comercial nesta segunda-feira. Na terça, serão divulgados o IGP-DI e o IPC-S, ambos da Fundação Getulio Vargas. Na quarta, o IBGE publica as vendas no varejo, indicador importante para avaliar o comportamento do consumo das famílias em um ambiente de juros elevados.
O principal dado doméstico da semana será o IPCA de junho, previsto para sexta-feira (10). O índice é a inflação oficial do país e deve ser observado pelo impacto sobre a curva de juros, as expectativas do Boletim Focus e a leitura do mercado sobre os próximos passos do Banco Central.
A inflação brasileira segue no centro das atenções em meio a um cenário de cautela fiscal e pressão sobre os juros longos. Segundo Francisco Alves, operador de mercado e apresentador do Pre Market, da BM&C News, “o cenário fiscal permanece como fonte de preocupação, refletido no comportamento dos títulos do Tesouro, cujas taxas para vencimentos mais longos atingiram o patamar de IPCA + 8%.”
Na China, os investidores acompanham na quarta-feira os índices de preços de junho. Serão divulgados o PPI, índice de preços ao produtor, o CPI, índice de preços ao consumidor, e o núcleo do CPI na variação anual. Os números serão importantes para avaliar a demanda interna, a pressão sobre margens industriais e o ritmo da segunda maior economia do mundo.
Na Europa, a agenda começa com o PPI de maio e as vendas no varejo. Na quinta-feira, será divulgada a ata da última reunião do Banco Central Europeu. O documento pode trazer sinais sobre a avaliação da autoridade monetária em relação à inflação, ao crescimento e ao espaço para novos movimentos de juros.
O Reino Unido não terá indicadores relevantes na agenda desta semana, mas seguirá no radar dos investidores por causa do comportamento da economia europeia e dos sinais recentes de desaceleração em alguns setores.
Além dos indicadores econômicos, o mercado também deve monitorar o cenário político no Brasil, com expectativa por novas pesquisas eleitorais. O quadro fiscal segue como um dos principais pontos de atenção para investidores locais, especialmente pela influência sobre juros, câmbio e percepção de risco.














