BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • Análises
  • ECONOMIA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • Análises
  • ECONOMIA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Crime organizado: operação no Rio expõe falhas estruturais da política criminal brasileira

No recente contexto da operação no Rio de Janeiro, o cientista político, João Henrique Martins, trouxe à tona um problema crítico da política criminal brasileira: a falta de coordenação entre os diversos níveis de governo. Durante a entrevista, Martins afirmou que “o crime organizado não apenas controla territórios, mas transforma a violência em um negócio altamente lucrativo“. Essa dinâmica desafia o Estado e enriquece líderes criminosos, exigindo uma análise mais profunda sobre os limites da legislação.

O economista VanDyck Silveira avaliou que a operação no Rio expõe a ausência de uma estratégia nacional coordenada e criticou a falta de sintonia entre governo estadual e federal. Para Silveira, é preciso integração entre as polícias e foco em inteligência, além de asfixiar economicamente e logisticamente o crime organizado para ocupar os espaços deixados pelo poder paralelo.

A verdadeira raiz do problema sobre o crime organizado

A questão suscita uma reflexão sobre o que realmente falta na política criminal do Brasil. Enquanto muitos podem apontar a falta de cooperação entre órgãos de segurança, assim como apontou VanDyck Silveira, como o grande problema, João Henrique Martins enfatiza que essa não é a raiz da questão. “O verdadeiro problema está em uma falha estrutural da política criminal“, declarou ele, ressaltando a importância de repensar todo o sistema que rege o combate ao crime.

O que pode ser feito em relação ao crime organizado?

Nesta quinta-feira (30), o governo sancionou uma lei aprovada pelo Congresso que reforça o combate ao crime organizado e amplia a proteção de autoridades e servidores públicos que atuam nessa área. A medida tem como objetivo fortalecer a segurança institucional e a atuação do Estado contra organizações criminosas.

Segundo Martins, a incapacidade do Brasil de manter os criminosos mais perigosos, como o conhecido Doca, que tem 77 anotações legais, resulta em consequências graves. “Se Doca estivesse em qualquer outro país, com certeza estaria preso. No Brasil, é possível vê-lo retornar mais rico e mais violento após cumprir pena“, afirmou. Essa realidade permite que líderes do crime contaminem tanto os mercados legais quanto os ilegais, gerando um ciclo que perpetua a violência e a impunidade.

Em relação à legislação, Martins acredita que uma revisão de leis e procedimentos é fundamental para criar um sistema mais eficaz. A ideia de um sistema que realmente proteja a sociedade passa por um maior rigor nas penalizações. “Sem a aplicação estrita da lei, a impunidade só aumenta, e os criminosos se sentem cada vez mais fortalecidos“, disse. Portanto, é crucial que a gestão pública e as entidades de segurança trabalhem em conjunto para implementar mudanças que efetivamente contribuam para a segurança.

Como a economia é afetada pela criminalidade?

A presença do crime organizado no Brasil não se limita apenas ao impacto social; ela também traz sérias repercussões para a economia e o mercado financeiro. Martins explica que as atividades criminosas afetam a confiança do investidor e a estabilidade econômica. Quando o crime organizado se torna protagonista em áreas estratégicas, isso diminui as oportunidades de investimentos legais e seguros.

Leia Mais

AÇÕES MAIS NEGOCIADAS DA B3

Petrobras retoma liderança entre ações mais negociadas da B3 em novembro

12 de dezembro de 2025
Presidente Lula

Avaliação do presidente Lula segue negativa e desaprovação supera 53%

12 de dezembro de 2025

A dificuldade em controlar a violência gera um ambiente desfavorável à inovação e ao desenvolvimento de novos negócios. Com temor em relação à segurança e à estabilidade política, investidores tendem a evitar áreas onde a criminalidade é predominante. Isso leva a uma estagnação do crescimento econômico e a um aumento na desigualdade social.

Estamos prontos para mudar?

Essas questões levantadas por Martins nos confrontam com um dilema: estamos realmente prontos para promover as mudanças necessárias? A sociedade civil, junto ao governo, tem um papel fundamental na reestruturação da política criminal e na elaboração de propostas viáveis que permitam enfrentar a criminalidade de forma eficaz. Somente por meio de um esforço coletivo será possível desmantelar o sistema que hoje privilegia o crime em detrimento do desenvolvimento social e econômico.

O destino no Sul do Brasil onde a natureza moldou a identidade local

Profissão que blinda os apps que você usa todo dia e já paga salários iniciais acima de R$ 10 mil

O que Brasília precisa destravar para o Brasil voltar a inovar

Juro real elevado vai definir a estratégia para renda fixa em 2026

Ótima cidade para médicos e enfermeiros que buscam oportunidades de trabalho em programas de fronteira

Seu carro está preparado para a onda de calor? Veja os cuidados essenciais

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • Análises
  • ECONOMIA

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.