bmO Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (13) em queda, pressionado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo desempenho negativo dos mercados internacionais. O índice recuou 1,2%, aos 175.739,08 pontos.
Durante o pregão, o índice chegou à mínima de 175.567,05 pontos, após atingir a máxima de 178.153,90 pontos pela manhã, quando chegou a operar no campo positivo.
Exterior e geopolítica pesam sobre o mercado
O movimento negativo foi influenciado pela escalada de conflitos na região do Golfo, com aumento do risco de fechamento do Estreito de Ormuz e novos episódios de ataques entre países da região.
O cenário elevou o nervosismo dos investidores, diante do potencial impacto inflacionário global e da possibilidade de manutenção ou alta de juros.
Petróleo dispara, mas não sustenta índice
Os preços do petróleo subiram mais de 9% no dia, impulsionados pela intensificação das tensões. O Brent, referência internacional, fechou a US$ 83,30 por barril.
O avanço beneficiou as ações da Petrobras, que subiram cerca de 3%, mas não foi suficiente para compensar as perdas em setores mais sensíveis ao ciclo econômico, como bancos e commodities metálicas.
Dólar avança com aversão ao risco
No câmbio, o dólar comercial voltou a subir, cotado a R$ 5,13, refletindo o aumento da aversão ao risco no cenário global.
O movimento acompanha a busca por ativos considerados mais seguros em momentos de maior incerteza.
Nova York fecha em queda
Nos Estados Unidos, os principais índices encerraram o dia no negativo. O Dow Jones caiu 0,26%, o S&P 500 recuou 0,79% e o Nasdaq teve baixa de 1,55%.
A queda reflete tanto o impacto das tensões geopolíticas quanto preocupações com inflação e política monetária.
Mercado segue sensível ao cenário externo
Com agenda doméstica esvaziada, o comportamento do Ibovespa foi ditado principalmente por fatores externos, reforçando a dependência do mercado brasileiro em relação ao cenário global.
Os próximos dias devem seguir marcados por volatilidade, à medida que investidores acompanham os desdobramentos no Oriente Médio e seus impactos sobre inflação, juros e crescimento global.














