Os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira (13), impulsionados pela intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelo risco crescente à navegação no Estreito de Ormuz.
O petróleo WTI para agosto avançou 9,42% (US$ 6,73), fechando a US$ 78,14 por barril. Já o Brent para setembro subiu 9,59% (US$ 7,29), a US$ 83,30 por barril.
Tensão geopolítica eleva prêmio de risco
A disparada ocorreu após novas declarações do governo dos Estados Unidos indicando endurecimento da postura em relação ao Irã, incluindo a possibilidade de retomada de bloqueios marítimos.
Além disso, houve ameaças de imposição de taxas sobre cargas que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo.
Irã reage e aumenta risco de conflito
Autoridades iranianas rejeitaram qualquer tentativa de controle da hidrovia e sinalizaram que poderão responder militarmente caso a navegação seja afetada.
O cenário ganhou ainda mais pressão com ataques retaliatórios na região do Golfo, ampliando o risco de interrupções no fluxo de energia.
Ormuz volta ao centro das atenções
O Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do transporte global de petróleo, o que torna qualquer ameaça à sua operação um fator crítico para os preços da commodity.
A possibilidade de restrições ou bloqueios elevou o prêmio de risco geopolítico e impulsionou as cotações ao longo do pregão.
Mercado reage com forte volatilidade
A movimentação reflete a sensibilidade do mercado de energia a eventos geopolíticos, especialmente quando envolvem regiões estratégicas para o abastecimento global.
Com a escalada das tensões, investidores seguem atentos aos próximos desdobramentos, que devem continuar ditando o comportamento dos preços no curto prazo.














