O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (12) que as forças russas seguem avançando “gradualmente” no território da Ucrânia e indicou que haverá uma intensificação dos ataques nos próximos períodos, à medida que a ofensiva militar prossegue.
Segundo o líder russo, o avanço ocorre de forma contínua, com ganhos territoriais diários, ainda que em ritmo mais lento do que o desejado por Moscou.
Avanço “sistemático” e presença militar ampliada
Putin declarou que as tropas russas vêm obtendo progressos constantes no campo de batalha e reiterou que o objetivo é consolidar o controle sobre as áreas consideradas estratégicas.
Ele também destacou o tamanho da mobilização militar, afirmando que o contingente russo na Ucrânia já ultrapassa 700 mil soldados, classificando a força como um “grande agrupamento”.
Infraestrutura ucraniana deve ser alvo
O presidente russo afirmou que o país responderá aos ataques ucranianos contra regiões próximas à fronteira, com foco em alvos estratégicos. Segundo ele, a estratégia inclui aumentar os ataques à infraestrutura para reduzir a capacidade ofensiva do adversário.
As declarações indicam uma possível escalada no conflito, que já se estende por mais de quatro anos.
Discurso mistura firmeza militar e abertura a negociações
Apesar do tom mais duro, Putin voltou a mencionar a possibilidade de negociações para encerrar o conflito, desde que sejam respeitados os interesses nacionais da Rússia.
Ele afirmou que o país está disposto a dialogar, mas rejeitou qualquer tipo de imposição externa, destacando que um eventual acordo precisaria considerar tanto objetivos imediatos quanto estratégicos de longo prazo.
Até o momento, Rússia e Ucrânia já realizaram ao menos três rodadas de переговорações em 2026, com mediação dos Estados Unidos, sem avanços concretos para um cessar-fogo definitivo.














