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Pesquisadores criaram blocos de construção que removem mais carbono da atmosfera do que emitem durante a produção e ficam curados em poucas horas

Laila Por Laila
17/03/2026
Em Engenharia

Pesquisadores do Instituto Politécnico de Worcester (WPI), nos EUA, desenvolveram blocos de construção que não apenas deixam de emitir CO₂, como retiram esse carbono diretamente do ar durante a fabricação. O material cura em poucas horas, sem temperaturas elevadas, e foi publicado na revista científica Matter em janeiro de 2026.

Como uma enzima transforma CO₂ do ar em blocos de construção sólidos?

O material foi batizado de ESM (enzymatic structural material) e sua base é a enzima anidrase carbônica, que converte dióxido de carbono em partículas minerais sólidas por um processo bioinspirado. Depois que essas partículas são formadas, elas são unidas e curadas sob condições suaves, gerando peças estruturais em poucas horas, sem as temperaturas elevadas típicas da produção do cimento convencional.

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O projeto foi liderado por Nima Rahbar, professor e chefe do Departamento de Engenharia Civil, Ambiental e Arquitetônica do WPI. A lógica por trás do ESM é uma inversão do que acontece com o concreto tradicional: em vez de liberar carbono para produzir o material, o processo usa esse carbono como matéria-prima estrutural.

A lógica por trás do ESM é uma inversão do que acontece com o concreto tradicional: em vez de liberar carbono para produzir o material, o processo usa esse carbono como matéria-prima estrutural

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Por que o concreto convencional entrou no centro da comparação com o ESM?

O concreto continua sendo o material de construção mais usado no planeta, e sua produção responde por cerca de 8% das emissões globais de CO₂. Produzir um metro cúbico de concreto convencional emite cerca de 330 quilos de CO₂ na atmosfera. O ESM inverte essa equação: segundo o comunicado oficial do WPI, produzir um metro cúbico do novo material sequestra mais de 6 quilos de CO₂ durante a fabricação.

A diferença não está só no número, mas na direção do impacto. “O que nossa equipe desenvolveu é uma alternativa prática e escalável que não apenas reduz emissões”, disse Rahbar, “ela de fato captura carbono.” Esse deslocamento de lógica é o que coloca o ESM em uma categoria diferente dos materiais sustentáveis convencionais.

Esse deslocamento de lógica é o que coloca o ESM em uma categoria diferente dos materiais sustentáveis convencionais

O que torna esses blocos de construção relevantes além da pegada ambiental?

Um material mais limpo só ganha adoção real se também for competitivo em desempenho. O ESM foi projetado para ser forte, durável, reciclável e reparável, o que já responde às exigências práticas do setor. A cura rápida amplia esse argumento: enquanto o concreto convencional pode levar semanas para atingir resistência completa, o ESM pode ser moldado e curado em questão de horas, com ganhos diretos sobre cronograma e produtividade de obra.

Conforme a cobertura do Science Daily, o material também permite reparos pontuais em vez de substituição completa, o que reduz resíduos e custos ao longo de todo o ciclo de vida da construção. Esse conjunto de características é estratégico: raramente uma inovação construtiva reúne velocidade, desempenho e impacto ambiental positivo ao mesmo tempo.

Onde os blocos de construção com ESM podem ser aplicados?

Os pesquisadores identificaram aplicações diretas para o ESM já nesta fase de desenvolvimento. Os principais usos previstos são:

  • Lajes de cobertura e painéis de parede em construções convencionais e modulares
  • Habitações acessíveis, onde o custo e a velocidade de produção são fatores decisivos
  • Infraestrutura resiliente às mudanças climáticas, com menor impacto na produção e na manutenção
  • Reconstrução pós-desastre, onde a cura rápida e o peso reduzido aceleram o retorno das comunidades

O canal WPI, com mais de 11,2 mil inscritos, publicou o vídeo a seguir detalhando o desenvolvimento do ESM, a participação do professor Nima Rahbar e o que o material representa para o futuro da construção sustentável:

O ESM ainda precisa provar escalabilidade, mas o conceito já mudou a conversa

Questões de durabilidade em longo prazo e escalabilidade industrial ainda precisam ser estudadas com mais profundidade antes de uma adoção ampla. Mas o princípio por trás do material já é consistente: transformar carbono atmosférico em parte da solução estrutural, não em subproduto do processo.

A tabela abaixo compara os dois materiais nos critérios mais relevantes para a construção civil:

Critério Concreto convencional ESM (blocos de construção enzimáticos)
Emissão de CO₂ por m³ ~330 kg emitidos Mais de 6 kg sequestrados
Tempo de cura Semanas Poucas horas
Temperatura de produção Elevada Condições suaves
Reciclabilidade Limitada Sim, com reparo pontual

Se uma fração da construção global migrar para o ESM, o impacto pode ser enorme

Os blocos de construção com captura ativa de CO₂ representam mais do que uma inovação de laboratório. Eles propõem uma mudança de lógica: o setor que hoje é responsável por quase 8% das emissões globais pode passar a ser parte ativa da solução climática, não apenas um emissor que tenta se tornar menos prejudicial.

“Se mesmo uma fração da construção global migrar para materiais com emissão negativa como o ESM, o impacto pode ser enorme”, disse Rahbar. A frase resume bem o que está em jogo: não se trata de substituir o concreto amanhã, mas de provar que existe outro caminho, e que ele já começa a tomar forma dentro de um laboratório em Worcester.

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