A produção industrial caiu 1,8% em julho na comparação com junho, considerando a série com ajuste sazonal. O resultado negativo alcançou 12 dos 15 locais pesquisados. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11), pelo IBGE.
O levantamento regional cobre 15 locais. O Amazonas registrou a retração mais acentuada do mês, enquanto Rio Grande do Sul e Bahia avançaram.
A queda da produção industrial foi disseminada?
Sim. Doze dos 15 locais pesquisados apresentaram resultado negativo em julho. A abrangência da queda mostra que o recuo não ficou restrito a uma única área industrial.
O Amazonas teve a maior baixa, de 11,3%. Espírito Santo, São Paulo e Ceará também registraram quedas superiores ao resultado nacional de 1,8%.
Quais foram os resultados regionais em julho?
A tabela apresenta as taxas sem divergência no material, sempre na comparação com junho e com ajuste sazonal.
| Local | Variação mensal | Resultado |
|---|---|---|
| Amazonas | -11,3% | Queda |
| Espírito Santo | -3,4% | Queda |
| São Paulo | -3,2% | Queda |
| Ceará | -2,9% | Queda |
| Santa Catarina | -1,8% | Queda |
| Goiás | -1,7% | Queda |
| Pará | -1,3% | Queda |
| Rio de Janeiro | -1,0% | Queda |
| Paraná | -0,8% | Queda |
| Pernambuco | -0,7% | Queda |
| Região Nordeste | -0,5% | Queda |
| Rio Grande do Sul | 3,7% | Alta |
| Bahia | 2,7% | Alta |
A intensidade dos recuos variou. Enquanto o Amazonas caiu 11,3%, Pernambuco e a Região Nordeste tiveram baixas mais próximas da estabilidade, de 0,7% e 0,5%, respectivamente.
Onde a produção industrial avançou?
O Rio Grande do Sul registrou a maior expansão entre os resultados positivos, com alta de 3,7% em julho. O avanço eliminou a perda acumulada de 3,5% nos meses de abril e maio.
A Bahia cresceu 2,7% na comparação mensal. Os dois resultados mostram que o movimento regional não foi uniforme, embora as quedas tenham predominado no levantamento.
O que o recuo nacional de 1,8% não mostra?
O índice agregado não significa que todos os locais tiveram o mesmo desempenho. As taxas regionais foram de uma queda de 11,3% no Amazonas a altas de 3,7% no Rio Grande do Sul e de 2,7% na Bahia.
As expansões regionais, porém, não mudam o sinal do resultado nacional. A produção industrial terminou julho abaixo do nível de junho, e quatro quintos dos locais pesquisados apresentaram taxas negativas.
A comparação também não deve ser confundida com uma variação anual. O recuo de 1,8% informado corresponde ao movimento entre julho e junho na série com ajuste sazonal.
Como acompanhar os próximos dados da indústria?
Ao analisar novas divulgações, confira o mês usado como base, a presença de ajuste sazonal e a diferença entre o resultado nacional e as taxas regionais. Esses critérios evitam comparar indicadores calculados em bases distintas.
A consulta pode ser feita na página da Pesquisa Industrial Mensal, Produção Física Regional do IBGE.













